CAU/BR

21CBA: Roda de Conversa discute popularização da Arquitetura e Urbanismo

 

O CAU/BR pretende ampliar ainda mais suas ações de popularização da Arquitetura e Urbanismo. Hoje os CAU/UF já promovem o financiamento de ações de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social e o CAU/BR veicula na mídia nacional campanhas de valorização da profissão de arquiteto e urbanista. Agora a Comissão de Planejamento e Finanças do CAU/BR está pesquisando formas de promover o trabalho de arquitetos e urbanistas nas cidades afastadas dos grandes centros.

 

“Queremos discutir novas oportunidades para o arquitetos e urbanistas”, afirmou a conselheira do CAU/BR Nadia Somekh (SP). Existe uma necessidade enorme por reformas em de domicílios, segundo dados apresentados pela arquiteta e urbanista Thuany Girao, que apresenta o canal de vídeos Arquitetura Popular, no Youtube.

 

Segundo sua pesquisa, 86% dos domicílios no Brasil são casas, e 45% das famílias da Classe C querem fazer reformas. Numa lista de itens de consumo das classes B e C, material de construção é sexto maior gasto das famílias brasileiras (4,8% do total). “Mas muitas vezes as pessoas acabam gastando o dobro do valor da obra porque não contratam arquitetos, fazem sem planejamento nenhum”, afirma Thuany, que atua com projetos e obras na cidade de São Paulo.

 

A conselheira do CAU/BR Nadia Somekh

 

CONVERGÊNCIA

“Estamos estudando uma forma de incentivar pontos de atendimento dos arquitetos e urbanistas às populações das regiões mais periféricas das cidades”, afirmou o 2º vice-presidente do CAU/BR e coordenador da Comissão de Planejamento e Finanças, Wilson de Andrade (MT). “Se a gente leva benefícios a essas comunidades, elas passam a reconhecer o valor do trabalho dos arquitetos e urbanistas”, afirmou o conselheiro do CAU/BR Osvaldo Abrão (MS).

 

O CAU/BR pretende receber contribuições para projetos desse tipo, sugerindo novas formas de intervir nas comunidades. Entre as possibilidades em discussão estão a manutenção de um escritório de campo partilhado com profissionais autônomos e o incentivo aos jovens arquitetos para o empreendedorismo, para que atuem com gerenciamento de mão de obra ou execução de obras, entre outras possibilidades.

 

Um dos resultados esperados é um aumento do interesse das mídias regionais no trabalho do arquiteto e urbanista, fazendo com que a Arquitetura seja vista por essas comunidades como uma coisa acessível, e não elitizada. Além disso, fomentar o comercio local das pequenas lojas de materiais de construção; formar e qualificando mão de obra local; melhorar a qualidade das habitações e disponibilizar ao mercado as habilidades dos arquitetos para melhorias na qualidade de vida.

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