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21CBA: Roda de Conversa do CAU/BR debate BIM nos Escritórios

O programa Roda de Conversas do CAU/BR faz parte da programação do 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos, que acontece até sábado em Porto Alegre. No minipalco montado na Praça da Alfândega, conselheiros federais apresentam temas de interesse dos profissionais em um ambiente informal e descontraído. O primeiro encontro teve como tema BIM nos Escritórios, com os conselheiros Fernando Márcio de Oliveira (SE), coordenador da Comissão de Relações Internacionais, Emerson do Nascimento (MA), coordenador-adjunto da Comissão de Política Profissional, e Lourival Coelho (MA).

 

Fernando começou explicando a diferença entre os programas CAD e BIM. “No CAD, você tem linhas que representam uma porta. No BIM, você efetivamente constroi uma parede e uma porta virtual. Inclusive, a documentação em 2D tende a ficar obsoleta”, disse. “Com o BIM, os jovens arquitetos estão percebendo que Arquitetura é obra construída, não apenas desenho”, completou Nascimento.

 

Programa Roda de Conversas do CAU/BR no 21º Congresso Brasileiro de Arquitetos

 

Arquitetos de escritórios do Rio Grande do Norte e de Mato Grosso do Sul puderam conversar sobre os desafios de usar as novas tecnologias no trabalho diário. “A principal dificuldade é a inércia. Vejo que os escritórios de Arquitetura e Urbanismo já estão mais avançados no uso do BIM, e estão demandando que os outros projetistas para utilizarem ferramentas BIM, o que integra o processo de projeto”, disse Fernando.

 

Emerson do Nascimento contou da sua experiência como arquiteto da Secretaria das Cidades do Maranhão, onde o BIM acelerou os processos e eliminou erros. “Conseguimos ajustar todos os problemas, todas as incompatibilidades, antes de ir para a obra”, disse. Ele destacou que o BIM exige dos arquitetos e urbanistas que eles entendam de construção. “Quem não entende de construção não vai conseguir projetar em BIM”.

 

Fernando Márcio de Oliveira (SE), coordenador da Comissão de Relações Internacionais, Emerson do Nascimento (MA), coordenador-adjunto da Comissão de Política Profissional, e Lourival Coelho (MA).

 

Lourival Coelho, que também trabalha na Secretaria das Cidades do Maranhão, destacou que o BIM consegue fornecer ao arquiteto e a toda a equipe uma visão mais abrangente da obra. “É possível visualizar, separadamente ou junto, o projeto arquitetônico, o estrutural, o elétrico, etc. Conseguimos assim eliminar a necessidade de aditivos”, disse.

 

“No caso do Selo PROCEL, já desde o início do processo eu já posso saber qual a eficiência energética que aquela edificação vai ter. O programa pode ler as informações do modelo virtual e saber se está adequado à legislação, é um outro exemplo. O BIM abre diversas possibilidades de evolução e melhorias no projeto, e consequentemente na edificação”, afirmou Fernando.

 

 

E atenção: nos dias 29 e 30 de outubro, acontecerá em Brasília o Seminário Internacional BIM na Prática. O seminário irá explorar as aplicações práticas do BIM. Serão abordadas questões relativas às potencialidades do BIM no dia a dia do escritório, entraves encontrados para o uso pleno dos processos BIM, otimização do processo de trabalho e gestão do projeto, necessidade de atualização profissional no âmbito dos processos BIM, softwares mais adequados para cada área de atuação, habilidades e competências para trabalhar de forma colaborativa e multidisciplinar, e impactos do Decreto Presidencial nº 9.377/2018 e da mudança da Lei 8666/1993.

 

As inscrições já estão abertas.

 

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