CIDADES

Arquiteta e antropóloga francesa debaterá a “herança da cidade” em SP

“Cidade como Herança? Pensando o Bexiga” é o tema de palestra que a arquiteta e antropóloga francesa Alessia de Biase irá proferir em São Paulo no dia 7 de dezembro. Professora da Université Paris La Villete, coordenadora do Laboratório Arquitetura e Antropologia, ela é autora, entre outros, do livro “Hériter de la Ville”.
 
 
A iniciativa é da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Mackenzie, sob organização do grupo de trabalho “Desenvolvimento Sustentável e Instrumentos Urbanísticos no Bexiga: Cidade Compacta, Patrimônio Cultural e Urbanidade”. O evento, aberto a todos interessados, é apoiado pelo Grupo de Patrimônio do IAB, e ocorrerá das 11h30 às 13 horas no auditório Benedito Novaes Garcez (prédio 9) do campus Higienópolis  da universidade. 
 
 
Os debatedores serão José Geraldo Simões Júnior (FAU Mackenzie), Simone Scifoni (da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP) e Maria Cristina Schicchi (do Programa de Doutorado em Urbanismo da PUC Campinas).  A moderação será da arquiteta e urbanista Nadia Somekh, coordenadora do grupo.
 
Alessia de Biase 
 
 
 
 
O bairro do Bexiga (que os tradicionalistas preferem chamar de “Bixiga”) foi implantado em 1878 e é um dos mais tradicionais de São Paulo, tendo uma importância histórica e cultural ampla para a capital paulista.
 
Situado na área central de São Paulo, o Bexiga é fruto da convergência de migrações italiana e portuguesa, e da forte presença de comunidades afrodescendente desde seu início e, mais recentemente, de nordestinos. O bairro apresenta uma uma diversidade inacreditável e isso se deve ao fato de ser um dos mais boêmios e, ao mesmo tempo, mais religiosos da capital.  Destacam-se em sua paisagem antigas cantinas (uma delas centenária), a igreja de Nossa Senhora Achiropita, antiquários, teatros (entre eles o icônico Teatro Oficina, tombado como bem cultural)  e a escola de samba Vai-Vai, além de um museu de memória e um centro de tradições do bairro.
 
 
O grupo de pesquisa do Mackenzie busca soluções para implementação da “Fábrica de Restauro”, mobilização social para uma preservação compartilhada do bairro, que pelo Plano Diretor de 2014 tem previstas áreas de grande densidade junto aos eixos de transporte. Em sua apresentação, Alessia de Biase trará exemplo de salvaguarda do Patrimônio com base no que a população entende que seja a herança a ser deixada para as gerações futuras.
 
 
A “Fábrica de Restauro”, junto com o IAB, o CPC (Centro de Preservação cultural da USP)  e ALANPYME (Associação Latino-americana de micro e pequenas empresas), pretende construir ações de projeto e restauro para jovens arquitetos. O debate também ganha interesse especial diante da polêmica gerada pelo projeto do Grupo Silvio Santos de construir torres na vizinhança do Teatro Oficina, bem cultural tombado pelo Município, pelo Estado e pela União.
 
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