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Live do CAU/PA debate segregação racial na perspectiva da Arquitetura e Urbanismo

 

 

Discussão sobre a segregação racial e espacial na perspectiva da Arquitetura e Urbanismo foi o tema da live promovida pelo CAU/PA com a arquiteta e urbanista Taynara Gomes Pinto. “Quando olhamos para a questão urbana e entendemos o nosso padrão de urbanização nas cidades, é impossível não discutir a questão racial”, disse. “É impossível na conjuntura nacional falar de classe e não falar de raça, pois estão intimamente ligadas”. O debate contaria ainda com a arquiteta e urbanista Tainá de Paula, mas ela não pôde participar por problemas de conexão. 

 

Na live, a arquiteta mencionou pesquisas que demonstram que os bairros brasileiros com os piores índices de saneamento e infraestrutura básica a população é majoritariamente negra. Ela afirma que para discutir o processo de urbanização é necessário entender o nosso passado escravocrata e o que vemos na cidade hoje é reflexo desse período. “Não dá para ter um discurso meritocrático e achar que a cidade é dessa forma espontaneamente ou por pura coincidência e não atrelar isso a uma discussão racial”.

 

São nesses espaços que menos dispõem de políticas públicas onde as pessoas estão condicionadas reproduzir os mesmos de modos de vida e atingir um patamar de igualdade. Taynara diz que, se a cidade é um reflexo da sociedade, em uma sociedade justa e igualitária a cidade não seria tão desigual, espacialmente falando. “Olhando para a cidade percebemos claramente onde é o espaço da população branca, negra e das classes alta e baixa”.

 

“Desde o fim da escravidão, essa população nunca foi inserida no contexto da cidade de fato. Não lhe foi dado um imóvel, a posse ou a titularidade de terra. Então a opção foi ocupar as margens das cidades e o que vemos hoje é um processo de consolidação histórica que não teve reparação e que atravessou o nosso país”, disse a arquiteta.

 

Professora universitária, Taynara acredita que essa discussão deve ser feita nos cursos de Arquitetura e Urbanismo. “Primeiro precisamos inserir os negros no ensino superior para começar a romper com diversos estereótipos e a partir disso avançarmos nessa discussão”, sugeriu. “Não adianta querer inovar no espaço urbano ou na formação do arquiteto e urbanista sem inovar na base de ensino”

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Uma resposta

  1. Nas artes, Musica, Pintura, Escultura, Poesia e Arquitetura entre outras, não tem cor de pele ou biotipo. Quanto no que faz um ser humano é de alta performance, inevitavelmente sera reconhecido por seu talento. Por tanto, gastemos nosso Tempo, nossas energia, enquanto arquitetos, fazendo o melhores. Obras com ritmo da musica, as luzes da pintura, a poesia expressa em formas para o desfrute de todos grupos éticos brancos, negros, amarelos e vermelhos. Que se deleitem com o belo, o racional de nossa época com o melhor de nossa competência na arte maior. Toda nossa energia deve ser colocada a fazer o BEM sendo BOM no que mais e melhor sabemos fazer.

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