EXERCÍCIO PROFISSIONAL

Arquitetas e urbanistas lançam manual para espaços comerciais no pós-pandemia

 

A ressignificação dos espaços públicos e privados tem sido pensada por inúmeros arquitetos e urbanistas para o pós-pandemia. A reabertura gradual do comércio e a volta de outras atividades em todo o país exigem de proprietários, funcionários, usuários e clientes mudanças de hábitos e de condutas para que a saúde de todos seja garantida.

 

Seis espaços comerciais frequentemente usados por muitas pessoas – academia, salão de beleza, escritório, escritório-corporativo, recepção e sala da aula – ganharam orientações para o adequado funcionamento, elaboradas pelas arquitetas e urbanistas Maria Paula Dunel e Ingrid Joyce Almeida de Jesus.

 

Elas publicaram o e-book Manual de Repaginação dos Ambientes de Trabalho – Pós-pandemia, para contribuir com a sociedade a partir de uma série de informações e recomendações úteis para a essa retomada, como explica Maria Paula Dunel.

 

Autora do manual, a arquiteta e urbanista Paula Dunel

 

Com base em orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o material aponta cuidados básicos de higiene e de distribuição das pessoas que devem ser adotados em cada um desses ambientes, com modelos/soluções que podem ser adaptados para as diferentes áreas, permitindo uma retomada segura ao ambiente de trabalho.

 

“Neste trabalho foi considerado o bem-estar dos trabalhadores assim como a segurança no ambiente de trabalho. Com isso, esperamos facilitar o entendimento das novas diretrizes de segurança nos ambientes de trabalho, com a apresentação de um panorama geral de ambientes seguros para a retomada das atividades pós-pandemia”, informa Maria Paula.

 

Autora do manual, a arquiteta e urbanista Ingrid Almeida

 

Os ambientes sugeridos pelo e-book são todos ilustrados e apresentam especificações que devem ser adotadas como o número de ocupantes, áreas específicas para circulação, pontos de higienização, demarcações para garantir o distanciamento social, entre outros. Para a melhor adaptação dos usuários, o manual faz um comparativo dos ambientes no pré e pós-pandemia.

 

O setor de educação, que provavelmente será o último a retomar suas atividades, foi retratado no manual a partir das salas aulas, que serão ocupadas em fases. Na primeira, comportarão de 20% a 30% dos alunos; na segunda, 50% e na terceira 100%.

 

Com 44 páginas, o manual é simples e prático e pode ser adquirido gratuitamente.

 

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8 respostas

  1. Não sei como o CAU pode publicar um manual sem que alguém possa fazer uma análise. O problema dos espaços não está só na distribuição adequando as distâncias para isolamento social.
    Verifiquem, por exemplo, que as portas dos banheiros da academia, quando abertas para passagem dos usuários devassam o interior das áreas de banho e vestir.
    Nas escolas e escritórios as áreas externas à salas de aula e de trabalho, sanitários, acessos, lanches etc, como podem ser resolvidas.

  2. Gostei do trabalho. Aqui no meu escritório (trabalho sozinho) já adotei essas medidas com agendamento e ocupação de duas pessoas, no máximo e todos separados por 1,50m. Higienização na entrada e nos moveis, utensilios e equipamentos. Apresento o projeto na tela de 49 polegadas e depois de aprovados, envio por moto-boy. Parabéns às colegas.

  3. Parabéns pelo trabalho, auxilia bastante a visão do layout em diferentes tipos.
    Áreas como restaurantes e lanchonetes, teatros e cinemas, com áreas também podem ter estudo semelhante para poderem abrir suas portas com prevenção, talvez renumerando suas cadeiras com alternância sempre com uma cadeira livre/bloqueada inascessível, alternando na diagonal com a linha de trás.

  4. Parabéns pelo trabalho, merece ser lido e estudado com atenção e uma brilhante iniciativa!

  5. maravilhoso, como o mundo é perfeitinho não é?!!!!e quem vai bancar a redução de clientes!???Vai haver linhas de crédito para ampliação de academias?Redução de impostos?
    essa galera vive em outro planeta…….muito fácil fazer isso com o dinheiro dos outros….

  6. Ótima iniciativa. Apesar de precoce, superficial e ingenua. Acredito que primeiramente ninguém ainda sabe como será, temos apenas vagas noções de como será o convívio pós pandemia. Outra situação é que essa redução de atendimento inviabilizará muitos negócios. Talvez tenhamos que deixar os grandes espaços e migrar para os pequenos e individualizados, causando, possivelmente, uma oneração no custo/preço dos serviços. Essa queda na oferta, também causará uma sobrecarga para os serviços, que mesmo reduzidos terão que atender o mesmo numero de pessoas, o que acabará nos levando ao estado inicial de aproximação. O CAU teria que ter mais cuidado ao acervar algumas iniciativa, que por mais que sejam válidas como um começo de conversa, não podem ser tomadas como orientação. De nada adiantará nós projetistas ficarmos nos lucubrando com soluções metafisicas, se o fator humano não sofrer mudanças de comportamento. até pq as mudanças terão sério impacto na sociedade como conhecemos.

    1. Sra Claudia Ramos

      Infelizmente comentários como: precoce, superficial e ingênuo, referindo-se ao trabalho das colegas arquitetas, representam no mínimo falta de profissionalismo e respeito para com elas.
      Tiveram iniciativa, investiram tempo e fizeram um excelente trabalho.
      Quem não realiza nada só resta criticar.
      Desculpe

  7. Concordo com o Rafael Perrone. Percebi que as circulacoes e espacos entre as pessoas nao sao suficientes em TODAS as direcoes. Outro aspecto importante do design sao as condicoes de vetilacao. Estamos perante condicoes extremas em que a era do arcondicionado que distribui bacterias e virus deve ser reconsiderada para espacos fechados. Deveriamos olhar para solucoes de uso de ventiacao NATURAL ou equipamentos de ventilacao com filtros sanitarios para evitar contaminacao cruzada.

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