ARQUITETURA SOCIAL

Arquitetura para todos: CAU/BR visita loja de materiais para população de baixa renda

 

A Comissão de Política Profissional do CAU/BR visitou a primeira loja de materiais de construção para a população de baixa renda do Projeto Vivenda, no Bairro Jardim Ibirapuera, em São Paulo. O objetivo foi conhecer e incentivar a criação de modelos inovadores para a participação de arquitetos e urbanistas em serviços relacionados à Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social.

 

Nas imediações da loja do Projeto Vivenda estão instaladas as favelas Erundina, Felicidade e Jardim São Francisco. Seus moradores terão a oportunidade de usufruir dos serviços ofertados pela loja, que envolvem a aquisição de materiais para a reforma, via crédito facilitado (a depender da situação do morador), junto com as soluções arquitetônica projetadas por profissionais da área.

 

O Projeto Vivenda começou promovendo pequenas reformas em imóveis na periferia de São Paulo, inclusive via doações, e agora busca viabilizar a aquisição de assistência técnica e materiais de construção para a população de baixa renda. O projeto já atendeu mais de 5.600 pessoas, com reformas que duram cerca de seis dias.

 

“Queremos endereçar outra peça fundamental desse quebra-cabeça, que é o fornecimento de materiais de construção de qualidade a preços acessíveis”, informou o administrador e empreendedor social Fernando Assad, vencedor do Prêmio Empreendedor Social do Futuro em 2015, idealizador do Vivenda.

 

Conheça mais do Projeto Vivenda

 

APOIO À ASSISTÊNCIA TÉCNICA EM HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL
A Comissão de Política Profissional (CPP) do CAU/BR é composta pelos conselheiros federais Josemée Gomes de Lima (coordenadora, AL), Emerson do Nascimento (coordenador-adjunto, MA), Guivaldo D’Alexandria Batista (BA), Roseana Almeida Vasconcelos (RO) e José Antônio Assis de Godoy (MG) – nesta visita representado pelo seu suplente, Eduardo Fajardo Soares.

 

Essa ação faz parte de uma estratégia maior da CPP-CAU/BR para a popularização da Arquitetura e Urbanismo. O contato com diversos atores ligados à Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social vem gerando debates e ações em todo o Brasil. Mais recentemente, foi realizado em São Paulo o 1º Seminário Internacional de Valorização e Desenvolvimento Profissional: Archinexus, que debateu temas como Assistência Técnica, acesso à Arquitetura e Urbanismo para a população de baixa renda, políticas públicas e empreendedorismo. Saiba mais aqui.

 

Em agosto, o CAU/BR participou de um encontro junto a investidores, ONGs, arquitetos e engenheiros, promovido pela ONG Artemísia, pioneira na disseminação e no fomento de negócios de impacto social no Brasil, em parceria com empresas como Gerdau, Votorantim, Tigre e Vedacit. O CAU/BR foi um dos apoiadores, junto com a Caixa. “O CAU/BR consegue trazer os 174.000 arquitetos e urbanistas brasileiros para esse debate, mostrar a eles o que está acontecendo em termos de novos projetos e produtos e incentivá-los a novos voos”, afirma a coordenadora da CPP, Josemée Lima. Saiba mais aqui.

 

Em Minas Gerais, foi promovido o “Seminário sobre ATHIS: Arquitetura Social e Empreendedorismo”, em parceria com o CAU/MG. O evento aconteceu na Prefeitura de Uberlândia e contou com a presença de conselheiros do CAU, gestores públicos, professores universitários e profissionais que atuam na área. Os participantes do evento ainda participaram de uma visita técnica ao acampamento Fidel Castro, comunidade que está desenvolvendo, junto com arquitetos e urbanistas, métodos de construção em permacultura para suas casas. Saiba mais aqui.

 

Os CAU/UF destinam 2% de seus orçamentos para apoiar projetos de Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social em todo o Brasil. Com esse financiamento, arquitetos e urbanistas têm resgatado um direito fundamental do cidadão. Assim como saúde e educação, trata-se da qualidade de vida da população, garantida pela Lei 11.888/2008. Saiba mais em https://caubr.gov.br/cba/

2 respostas

  1. O CAU deveria se preocupar em fiscalizar as edificações ilegais e incentivar o incremento da Habitação popular, ao invés de estimular e apoiar o crescimento desordenado e as edificações irregulares. Essa atitude demonstra claramente que uma parcela da população está isenta de impostos, aprovações e cumprimento da legislação edilícia. Ou seja, um absurdo tal atitude, é assumir a irregularidade e incentivar os crimes ambientais com o desmatamento a revelia, movimentos de terra, extração de minerais e poluição dos rios. O problema atual da contaminação da água, é a resposta a tudo isso!!! Eu como arquiteta, sinto vergonha dessa atitude surreal.

    1. Andréa, informamos ainda que a fiscalização é realizada pelos CAU/UF, conforme determina a Lei 12.378/2010. Ao CAU/BR cabe promover as normas gerais de fiscalização e analisar possíveis recursos de processos já julgados pelo CAU/UF. Publicamos todos os dias ações de fiscalização dos CAU/UF aqui no Face. Acompanhe!

      Saiba mais como funciona a fiscalização dos CAU/UF em https://bit.ly/2kTOUyT

      Para fazer uma denúncia, por favor clique em https://bit.ly/2C2zxhH

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

NOTÍCIAS EM DESTAQUE

CAU/BR

CAU/BR aponta protagonismo feminino na arquitetura e urbanismo durante 98º ENIC

CAU/BR

Comissões do CAU/BR debatem temas de interesse dos arquitetos e urbanistas

CAU/BR

CAU/BR celebra uma década dos primeiros empregados públicos efetivos

CIDADES

Iniciadas Convocações para a 6ª Conferência Nacional das Cidades

Pular para o conteúdo