CAU/BR

Atribuições Profissionais: Justiça marca conciliação entre CAU/MG e CREA

Posto Avançado de Atendimento CAU/MG em Montes Claros

 

A Justiça Federal de Minas Gerais reiterou a validade da Resolução CAU/BR Nº 51 e marcou uma audiência de conciliação entre o CAU/MG e o CREA-MG para o dia 27 de setembro. A decisão se deu em processo que o CREA-MG pedia para suspender a aplicação da resolução do CAU/BR que define as atribuições privativas de arquitetos e urbanistas – entre elas o projeto arquitetônico. Pedia ainda que o CAU/MG se abstivesse de fiscalizar engenheiros, o que também foi negado pela Justiça. O juiz Robson de Magalhães Pereira destacou ainda que as atribuições profissionais privativas devem ser definidas a partir das diretrizes curriculares de cada curso.

 

“O CREA/MG não pode transmitir, por qualquer meio de comunicação, mensagem aos profissionais a ele vinculados, no sentido de que não há limitação ao exercício de arquitetura e urbanismo por engenheiros, pois a habilitação somente poderia ter sido conferida, caso a caso, a partir das diretrizes curriculares dos respetivos cursos superiores”.

 

Ao marcar audiência de conciliação entre o CAU/MG e o CREA-MG, o juiz ressalta o que está determinado pela Lei Nº 12,378, que regula o exercício da Arquitetura e Urbanismo no Brasil: caso as normas do CAU/BR sobre o campo de atuação de arquitetos e urbanistas contradigam normas de outro Conselho profissional, a controvérsia deverá resolvida por meio de resolução conjunta de ambos os conselhos:

 

Não há que se falar em suspensão da aplicação da Resolução 51/2013 do CAU/BR, tendo em vista que a Lei nº 12.378/2010, diante dos possíveis conflitos na aplicação das normas dos respectivos conselhos, prevê a elaboração de resolução conjunta para resolver possíveis controvérsias, determinando que, enquanto não editada essa resolução, deverá ser aplicada a norma do Conselho que garanta ao profissional maior margem de atuação”. 

 

Ficou determinado que o CAU/MG e o CREA-MG compareçam frente ao juiz para uma audiência de conciliação na sede da Justiça Federal em Belo Horizonte:

 

“Nesse sentido, considero viável a possibilidade de se chegar a uma solução consensual para o conflito, já que deve ser objetivo das partes, como também da sociedade, a criação das condições para elaboração de uma resolução conjunta que permita o exercício da atividade de arquitetura e urbanismo, sejam engenheiros, arquitetos ou urbanistas, apenas àqueles com formação superior e habilitados segundo as diretrizes curriculares dos respectivos cursos, que não exponha o usuário do serviço a qualquer risco ou danos materiais à segurança, saúde e meio ambiente, nos termos do § 2º do art. 3º da Lei nº 12.378/2010″.

 

Clique no link abaixo e acesse a decisão do Tribunal Regional Federal

da Primeira Região na íntegra

 

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53 respostas

  1. O conselho poderia resolver isso de forma definitiva, caso a lide chegasse em última instância, ou seja, no plenário do STF, dessa forma, o caso seria resolvido de uma vez por todas.

  2. ESTÁ OCORRENDO O QUE PRENUNCIAVA COM A SEPARAÇÃO DOS CONSELHOS.
    BRIGAS E MAIS BRIGAS NA JUSTIÇA.

    1. E isso demorou décadas para acontecer…. Fica bem clara a revolta por parte do CREA em relação à essa “Separação dos Conselhos”…. É que quando Nós Arquitetos éramos registrados pelo CREA, as nossas Atribuições Profissionais Privativas eram simplesmente USURPADAS e não tínhamos para onde recorrer…. mas desde a criação do CAU/BR, a situação mudou e o caminho vem sendo a Justiça.

    2. Como o Gilberto falou, a questão é que buscamos força, reconhecimento… a disputa na justiça faz parte desse amadurecimento. Analisando o histórico da presidência/diretoria do CREA (no DF), vai perceber que até a saída dos arquitetos em 2011, a maioria dos eleitos foram engenheiros. Desde a criação do CREA/DF foram eleitos 2 arquitetos x 8 engenheiros (civil/eletr./mec.) para a presidência! Algo precisava mudar…

  3. Gostaria de saber NOSSA situação; os especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho pois as empresas estão solicitando profissionais somente portadores do CREA e nos que ja estamos formados a anos… como ficaremos? Jogaremos nossos diplomas e profissão fora. Pois o presidente do CAU decudiu não usar o titulo de Engenheiro de segurança do trabalho

    1. Daniel concordo com você, fui expulso do mercado de trabalho de Engenharia de Segurança do trabalho, pois as empresas estão solicitando somente profissionais portadores do CREA, POIS ELAS ESTÃO VINCULADAS AO CREA NÃO AO CAU deveríamos nos juntar e entrarmos na justiça e solicitar a OPÇÃO DE ESTARMOS VINCULADOS AO CREA NÃO AO CAU, ou JOGAREMOS ANOS DE DEDICAÇÃO E TRABALHO NO LIXO, como fizeram com a gente.

    2. Prezados. Esta situção foi criada pelo CAU. O CAU simplmente, da noite para dia,retirou todos os Engeneheiros de segurança do trabalho com graduação em arquitetura do cadastro do CREA. SEM COMUNICAR, SEM CONSIDERAR A FORMAÇAO, O TITULO PROFISSIONAL E A EXPERIENCIA NO MERCADO. Obviamente que isto interessava aos que possuiam a graduação em engenharia, e dessa forma reduziriam a concorrencia. O CAU tinha que nos informar e dar a opção de escolha, para optarmos pelo CREA, ou mesmo pelos dois Conselhos. Na Engenharia Quimica, em relação ao CRQ isso foi possivel. Conheço engenheiro quimico que permaneceu no CREA após a criação do CRQ. O CAU DEVE SE RETRATAR. PODERIAMOS TAMBÉM ENTRAR COM UMA AÇÃO CONTRA O CAU para continuarmos com o título de Engenheiros de Segurança do Trabalho…ou coma grande ação coletiva POR PERDAS E DANOS CASO ESTA SITUAÇÃO PERDURAR!

    3. A digitação nestes espaço para COMENTÀRIOS é muito precária……gerando varios erros de digitação.

    1. Caro Daniel, o Juiz declarou justamente o contrário…
      .
      “O CREA/MG não pode transmitir, por qualquer meio de comunicação, mensagem aos profissionais a ele vinculados, no sentido de que não há limitação ao exercício de arquitetura e urbanismo por engenheiros, pois a habilitação somente poderia ter sido conferida, caso a caso, a partir das diretrizes curriculares dos respetivos cursos superiores”.
      .
      Cabe portanto neste caso, DENÚNCIA ao MP, uma vez que o CREA (inconformado) insiste em distorcer os fatos e desacatar a decisão Judicial.

    2. Daniel,

      Sua interpretação está equivocada, esta decisão não diz que o CREA/MG ganhou a ação, nem tampouco que o CAU/MG ganhou tal ação.

      O Juiz se absteve a informar que a legislação informa que em casos de Controvérsia valerá a resolução que garanta maior margem de atuação.

      Por isso o juiz convoca ambos os conselhos para uma conciliação que definirá as atribuições de cada uma das profissões, até lá a resolução 51/2013 do CAU/BR está válida e não há motivo para comemoração por parte do CREA/MG.

    3. Não é minha interpretação, olha o que o CREAm/MG fala:

      “Em decisão favorável ao exercício das atividades dos profissionais do Crea-Minas, proferida em 11 de julho de 2017, o juiz federal substituto Robson de Magalhães Pereira, determinou que o CAU/MG deve observar a norma “do Conselho que garanta ao profissional a maior margem de atuação, seja norma que regula a atividade de engenharia e agronomia, seja norma regulamentadora da atividade de arquitetura e urbanismo” (p.6).

      Determina, também, que o CAU/MG, na sua ação fiscalizadora, não pode “expedir comunicações e notificações a quem quer que seja, órgãos públicos, entes privados, de forma generalizada, que possam ser interpretadas como proibição do exercício da atividade de arquitetura e urbanismo, de forma compartilhada com arquitetos e urbanistas, por profissionais que tenham habilitação para o exercício da arquitetura e urbanismo, conferida a partir das diretrizes curriculares que lhe s possibilitaram referida habilitação” (p.6), sob pena de incidir na multa diária no valor de R$50.000,00.”

      Estão cantando vitória.

    4. Se as pessoas não querem ver, elas não verão. Eu também imagino que o CREA sairá por cima nessa confusão toda.

  4. o CREA sempre foi uma bagunça. Isso é resultado da ineficiência do Conselho, que me desculpe os engenheiros. Uma hora, essa discussão teria que acontecer. Casos de edifícios que caíram aqui na cidade de São Paulo foi pelo fato de nem um Engenheiro Civil e nem um Arquiteto ter assinado o projeto, e sim, um Engenheiro Mecânico. Se nós, Arquitetos, não nos unirmos e brigarmos pelos nossos direitos, ou seja, de realizar projetos de qualidade, a serviço do bem do usuário, ficaremos ad eterno competindo injustamente com os engenheiros. Afinal, nós, arquitetos, estudamos 5 anos de faculdade para realizar o melhor projeto, fora os anos de estudos por meio de leituras de livros e revistas ao longo da carreira. Peguem os cursos de Engenharia, arquitetura é um semestre. É justo que tenhamos que brigar por conta disso, sendo que deveria ser algo implícito por direito? Espero que a justiça seja feita e que as obrigações/direitos sejam colocadas em seu devido lugar.

  5. Acho extremamente válida essa ação. Mas enquanto a resolução não for transformada em lei os engenheiros continuarão a assinar projetos Arquitetônicos como sempre fizeram.
    Se virar lei isso abriria o campo para nós arquitetos que principalmente em cidades pequenas somos massacrados pelos engenheiros que ditam as regras.

    1. Perfeito comentário. E como é massacrante os engenheiros ditarem as regras……A gente fica calada vendo as placas dos engenheiros aumentarem e desde que tenho o CAU não fiz um projeto se quer. Sete meses sem projeto. Como sustentar isso? Acho que pedirei pausa com o registro do CAU no próximo ano.

    2. Caro Marcelo,
      .
      Enquanto não for editada uma resolução conjunta com o CREA, (o que eu particularmente não vejo nenhum sentido, pois não há o que se discutir em relação às Atribuições Profissionais Privativas do Arquiteto e Urbanista), vale como instrumento Jurídico, a nossa Resolução 51.

    3. Já há uma lei, a Lei 12.378/2010 que diz claramente que as atribuições serão conferidas aos profissionais em conssonância com suas grades curriculares.

      Neste caso o CAU/BR editou a Res. 21/2012 (que define as atribuições do Arquiteto e Urbanista) e em seguida a Res. 51/2013 (que define as atribuições privativas do Arquiteto e Urbanista).

      Como o CONFEA/CREA não respeitam a Lei 12.378/2010 há ação judicial para resolver o impasse.

  6. Vergonha isso. Onde já se viu. Se existe um conselho que regula o exercício da arquitetura. Então porque não limita apenas aos profissionais arquitetos. O CAU que regula a atividade permite que engenheiros e qualquer pessoa exerça o tal do desenhinho.

  7. Anos atrás previ isso. A criação do CAU, via canetada cheia de interesses, em vez de somar, dividiu profissões…e vai ter mais briga ainda…a conferir…

    1. Interesses LEGÍTIMOS diga-se de passagem… E o que nos atrapalhou muito, foi que isso demorou décadas para acontecer…
      .
      Fica bem clara a revolta por parte do CREA em relação à essa “Separação dos Conselhos”…
      .
      O que ocorria quando Nós Arquitetos éramos registrados pelo CREA ???? As nossas Atribuições Profissionais Privativas eram simplesmente USURPADAS e não tínhamos para onde recorrer… mas desde a criação do CAU/BR, a situação mudou e o caminho vem sendo a Justiça.

  8. LEMBRANDO: SOU PROFESSOR DA MATÉRIA ARQUITETURA E URBANISMO NO CURSO DE ENGENHARIA CIVÍL DE UMA UNIVERSIDADE PARTICULAR EM SÃO PAULO, A MATÉRIA OCORRE EM UM SEMESTRE QUE EXCLUÍNDO PROVAS, VISTA DE PROVAS E ETC. ACHO QUE MATÉRIA MESMA TRANSMITIDA DEVA OCORRER EM QUATRO MESES E MEIO COM AULA UMA VEZ POR SEMANA.
    LEMBRO QUE QUANDO DA FORMAÇÃO EM ARQ. E URB. DURANTE LONGOS CINCO ANOS, DESDE O PRIMEIRO ANO TINHAMOS A MATÉRIA PROJETO ARQUITETÔNICO E SOMENTE OS DE BOA QUALIDADE ERAM APROVADOS.
    PERGUNTO: É JUSTO E POR QUANTO TEMPO, TEREMOS ENGº COM O CONHECIMENTO SOBRE PROJ. ARQUIT. NO TEMPO
    (CARGA HORÁRIA) ACIMA DESCRITA, ELABORANDO PROJ. ARQUITETÔNICO, ANALISANDO PROJ.ARQ. DE ARQUITETOS E ETC.
    PRECISAMOS URGENTEMENTE DE JUSTIÇA. PARABENS AO CAU-MG

  9. As decisões vindas das decisões judiciais serão se grande valia pra nos profissionais da arquitetura, porém o conselho se mostra muito na mídia, mas na prática é totalmente ineficiente.
    Não há fiscalização por parte do conselho, criaram esse aplicativo que exige uma série de informações que torna qualquer denúncia inútil, os editais de licitação que caçam os profissionais da arquitetura, exigindo apenas engenheiros responsáveis por empresas e obras, sem dizer na dificuldade de interação com as responsabilidades técnicas, obrigando que para atividades diferentes sejam geradas várias responsabilidades técnicas, ou seja, pra arrecadar.
    Um conselho para poucos, fictício, fraco e ineficiente.

  10. O ideal é realmente separar cada atribuição de acordo com a grade curricular, coisa óbvia isso, mas os engenheiros na verdade querem fazer tudo projetos elétricos/ estrutural/hidro e ainda o arquitetônico ….muito absurdo.. estudamos projeto arquitetônico a faculdade inteira!! E fiz 3 matérias de projeto estrutural, vamos pedir para fazer o projeto estrutural então!! É o mesmo que estão fazendo ,, fazem duas matérias de projetos arquitetônicos e querem ter liberdade total para fazer o arquitetônico!!
    Absurdo!! Questão de lógica e respeito com cada profissão!

  11. Qualquer juiz sensato dará ganho de causa ao CAU bastando ler que as atribuições são dadas de acordo com a grade curricular. Quando os arquitetos estavam juntos já diziam que só nós poderíamos fazer arquitetura mas não fiscalizavam os engenheiros que atravessavam nosso caminho. Agora querem usar a força. Não dá. Cada um no seu quadrado.

  12. Não só apoiamos como temos expectativa que venha se transformar em LEI o mais rápido possível. Aqui, interior da Bahia, assisto impotente a um festival de ” falsidade ideológica” praticado por engenheiros civis. Um absurdo!

  13. A grande parte do engenheiros aqui de Santa Bárbara d’Oeste SP só atuam como arquitetos e até mesmo urbanistas, sem formação para isso, essa palhaçada tem que acabar

    1. Com certeza, mas nosso trabalho ainda nem começou. Temos que esclarecer muitas coisas aos próprios arquitetos.

  14. Bom dia a todos hoje resido no interior de Goiás e faço as palavras do companheiro Marcelo Diniz de MG “somos massacrados pelos engenheiros em cidades pequenas”. Hoje enfrento uma situação até pior do que disputar projetos de arquitetura com somente os engenheiros, tem também os DESENHISTAS CADISTAS que nunca fizeram uma faculdade e estão pegando vários projetos de arquitetura com preços impraticáveis e não tem como serem punidos pelo exercício ilegal da profissão pois são ACOBERTADOS pelos mesmos engenheiros que assinam estes projetos.
    Tenho vários amigos engenheiros e TODOS falam que não tem paciência em fazer projeto de arquitetura, eles pegam os projetos completos mas os desenhos de arquitetura passam para CADISTAS. Esta é a pura realidade em todo Brasil principalmente nos interiores, por isto CAU não adianta ficar só nas grandes capitais dentro de escritório pois a realidade e mais além do que isto.

    1. É exatamente isso que ocorre. O engenheiro pega um leigo que anda fazendo varios projetos e assisna.Outros recebek dinheiro de leigos que fazem projetos arquitetônicos para legalizar e dar entrada em prefeitura e etc que ainda recebem projetos arquitetônicos e de urbanismo assinados por engenheiros.

    2. Eu sei entendo muito o que você está dizendo, ajudei na montagem do CAU/MG, sou da diretoria do SINARQ e fui da diretoria do IAB, quis muito ajudar os arquitetos do interior promovendo vários trabalhos, mas infelizmente o meu cargo era provisório e não consegui efetivar muito do que eu pretendia, mas, enfim, o que quero que você saiba é que o que os arquitetos sabem do que podem exercer é somente a ponta de um grande iceberg. Nós temos muitas outras responsabilidades com relação a nossa cidade, além de projetos residênciais, que não são respeitadas e consequentemente nos retiram do mercado de trabalho. Temos muito trabalho pela frente, mas ja fico feliz que tenha sido marcada essa conciliação CAU/CREA.

    3. Eu tambem tenho amigos engenheiros que nao tem paciência de elaborar nenhum projeto arquitetônico, mas assinam os trabalhos feito pelos cadistas. fico indignados pq eles assinam sem ao menos conferir o trabalho

  15. Peço desculpas aos colegas, mas a culpa são dos próprios Arquitetos, muitos saem das faculdades não sabendo as suas atribuições deixando várias lacunas para que os Engenheiros as preencham. “Trabalho na casa de Engenheiros” e eles se surpreendem com o conhecimento e a formação do Arquiteto Urbanista.
    Temos que ser mais “agressivos” e impor todo nosso conhecimento.

  16. São atividades professionais complementares no bojo de um projeto completo. Cada um no seu quadrado somando para ter bons projetos. Apoio total ao CAU/MG

  17. Boa tarde a todos, na minha maneira de pensar existe mercado para ambus profissionais se existe-se fiscalização mais rigorosa e continua por parte das prefeituras, Crea e Cau, porque a maneira da fiscalização que é feito hoje em dia e muito deficitária e deixa uma lacuna muito grande são varias obras sem qualquer tipo de projeto, por exemplo eu moro em uma das maiores cidade do interior do estado do Rio de Janeiro e a gente percebe a falta de fiscalização por parte todos órgão competentes, se existe se uma união entre os órgãos para uma fiscalização conjunta combatendo esse tipo de serviço que é feito por pedreiros ditos “criativos”, não faltaria serviço para nenhum profissional, acho que a invés de ficarem nessa briga deveria se unir seguir exemplo de outras categorias, como por exemplo os bancários, os médicos e por ai vai.

    1. Penso que enquanto existir esse “exercício ilegal” nas áreas exclusivas da Arquitetura e Urbanismo por parte de outras categorias, a briga estará longe do fim…
      .
      Como reagiria o CRO – (Conselho Regional de Odontologia) se a categoria profissional dos Médicos passasse também a realizar tratamentos endodônticos e ortodônticos em seus pacientes ???

  18. É fato notório (e absurdo) Engenheiros Civis terem habilitação para produzirem, assinarem e serem técnicos responsáveis por um Projeto Arquitetônico. Porém, é fato também consolidado que apenas os maus profissionais fazem uso dessa contrapartida regularmente. Como arquiteto atuante em MG por quase 10 anos, já me deparei com engenheiros que tinham mais de 3.000 projetos arquitetônicos com a sua assinatura, num período menor do que 05 anos. O que posso dizer disso, além da improbidade e falta de ética de um profissional deste calibre, é que os engenheiros são os principais responsáveis pela banalização da Responsabilidade Técnica imbuída à um projeto. Se hoje poucas pessoas entendem e valorizam um profissional de projeto (seja arquiteto ou engenheiro), a culpa disso tudo é destes profissionais e, claro, da passividade do CREA.

    Porém, ao contrário de alguns colegas revoltados com a concorrência injusta, posso dizer com clareza de ideias que nunca sofri de tal mal. Isso porque, além de me formar em uma ótima universidade federal, me dediquei cada dia mais a melhorar o meu processo de projeto e a qualidade do meu trabalho. Assim, nenhum destes engenheiros “mequetrefes” sequer consegue chegar perto do resultado dos meus projetos. O custo dos meus projetos, às vezes, chega a mais de dez vezes o custo de um concorrente engenheiro. E tenho trabalhado continuamente, desde que me formei, sem ficar um dia sem ocupação.

    Assim, gostaria de aproveitar para me dirigir aos meus aflitos colegas, que se encontram nesta situação lastimável de competição indigna: Melhorem seus trabalhos! Tenham um portfólio decente, com imagens virtuais bem tratadas, trabalhem a argumentação na captação do cliente… Convençam-nos a comprar o “melhor produto pelo preço justo”! Lembrem-se sempre que o custo do projeto, por maior que seja, não se compara ao custo da obra. E uma obra assinada, com qualidade, tem valor de mercado muito maior. Contra tudo isso, os engenheiros indevidamente habilitados não têm como lutar.

    Não me entendam mal, um bom engenheiro civil é indispensável para uma boa obra. Trabalho com profissionais altamente capacitados em Projeto Estrututural e Execução de Obra e essas pessoas são fundamentais na realização das minhas obras. São parceiros valiosíssimos, dos quais dependo diariamente. E também acho que engenheiros deveriam ser habilitados a assinar processos de Levantamento Arquitetônico, para fins de regularização de registro de imóvel. Além de terem conhecimento para tal, esta é uma ótima forma de se inserir no mercado de trabalho.

    Eu estudei 08 matérias na Engenharia Civil, tratando desde Estruturas ao Comportamento de Materiais e Execução de Obra. E não me sinto seguro em produzir um Projeto Estrutural simples, mesmo estando habilitado para tal. Da mesma forma, não sou páreo para nenhum colega engenheiro habilitado, quando comparadas as nossas habilidades e projetos (de estrutura). Dessa forma, concluo que naturalmente estas profissões devem se ajustar, temos visto este movimento acontecer gradualmente. Torço para que o CAU consiga agilizar este processo e resolver o impasse, para que os bons profissionais prevaleçam cada dia mais.

    1. Caro Marco Carvalho, muito bem colocada a questão !
      .
      Porém se me permite, gostaria de esclarecer que estamos falando de concorrência ILEGAL e não de concorrência injusta…
      .
      A concorrência injusta (ou desleal) é uma outra mazela da nossa profissão, que se caracteriza por honorários cobrados muito abaixo dos valores praticados no mercado de trabalho.
      .
      Quanto à sua proposta de Engenheiros serem habilitados a assinar processos de Levantamento Arquitetônico, para fins de regularização de registro de imóvel, devemos antes de mais nada deixar bem clara também a diferença entre assumir a Responsabilidade Técnica pela aprovação de Projeto de Regularização de imóvel junto à Prefeitura (com o devido R.R.T) e a elaboração de um simples L.C.E.E (levantamento cadastral de edificação existente), que deve ser realizado em etapa anterior ao processo de aprovação.
      .
      Se você se refere apenas à elaboração do L.C.E.E, não há nenhum problema dessa prestação de serviço ser realizada (ou até mesmo “terceirizada”) a um Técnico de Edificações ou Engenheiro Civil, pois é uma prática que já ocorre dentro da legalidade, uma vez que se enquadra nas Atribuições Compartilhadas entre Profissionais registrados no CAU/BR e no CREA.

  19. Ate quando?! Ja virou piada, conselhos passivos, fiscalização pífia. As duas profissões estão se deteriorando.

  20. Concordo plenamente, é um absurdo, Engenheiros Civis terem habilitação para produzirem, assinarem e serem técnicos responsáveis por um Projeto Arquitetônico. Se querem realizar as nossas funções, deveriam ter estudado para tal, pois não vemos arquitetos e urbanistas atuando na área da engenharia civil ou assinando responsabilidade técnica.
    Aqui na cidade de Vassouras/RJ, engenheiros agrimemssores, além do levantamento que é sua função, estão elaborando projetos de loteamento e o que é pior aprovados pela Prefeitura, sendo que esta já foi informada pelo CREA/RJ que este serviço é de responsabilidade e só pode ser executado por um Arquiteto e Urbanista.
    Levantamento Arquitetonico e Projetos de Arquitetura aprovados pela Prefeitura assinados por Engenheiro Civil.
    O mais absurdo é que os dois responsáveis em aprovar os projetos são dois Arquitetos concursados.
    Já tivemos acidente com morte do pedreiro por soterramento de terras este ano, cuja obra o responsável técnico de um projeto com duas residências é um engenheiro civil. ART’S emitidas sem pagamento do boleto e mesmo assim foi aprovado o projeto na Prefeitura.
    Precisamos de fiscalização, principalmente que o CAU atue nas prefeituras.

  21. O mais qualificado sem duvidas é o engenheiro civil, pois, sabe projetar, sabe estruturar e principalmente não viaja em projetos flutuantes.
    Nenhum juiz em seu estado normal irá aprovar que um engenheiro civil não possa realizar projetos arquitetônicos, pois, esta em sua cadeia de estudos.
    Possivelmente a casa do juiz foi projetada por um engenheiro civil rrrssss…..

  22. 1- Gente tem um comentário que o colega Arquiteto fez que descordo.

    Não vou prolongar muito .
    A pergunta é
    ENGENHEIRO CIVIL existia e dentre a grade curricular ( atribuições) tem a arquitetura.

    Ai pegaram fizeram uma filial ( SÓ de projetos sem os cálculos e estabilidade) essa filial quem é ???

    Não é Arquitetura ?

    Então meus amigo não diga que o Engenheiro não sabe fazer projeto arquitetónico, diga sim tem colegas engenheiro que não faz por não gostar dos detalhes de um projeto principalmente nos dias de hoje.

    Outra coisa sabe que mais ainda . Se eu fosse o CAU mandava matar quem inventou os sofres de modelagem Pos agora tem cada projeto de engenheiro LINDOS.

    Então o CAU, na verdade tem que ser mais sábios e largar o CREA. É fazer as suas coisas tranquilos.
    E analisar de verdade oque faz .

    PORÉM MERCADO PRA TODOS TEM .
    daqui a pouco o CAU não quer que tenha desenistas industrial kkkkkkkkk.

    Abraços e desculpa ai alguma coisa.

    1. Caro Igor! Talvez sua opinião não condiga com a história da arquitetura. A engenharia e a arquitetura se complementam. Quanto ao fato de na grade de engenharia ter um semestre de arquitetura, pode capacitar sim a leitura de projetos ou na tratativa de questões técnicas com arquitetos…na arquitetura estudei quatro semestres de estruturas, que me habilitam fazer leituras, debater questões como tipos de laje, vãos…fazer um desenho com softwares nāo é o mais complicado, o mais complicado é entender os anseios dos clientes, ver as possibilidades, pensar na forma, no uso, no conforto, seguir as legislacões…alem de projetos de arquitetura, projetos de urbanismo tambem devem ser realizados apenas por arquitetos e urbanistas, do contrario é a populacão que arca.

    2. Vamos lá amigo, grécia antiga, muito, mas muito mesmo, tempo atrás: Arquitetos projetam templos, teatros, palácios, praças, etc… Os romanos, com necessidade de construção de estruturas de fortificações (aquedutos, fortalezas, pontes) surgiram com especistas no processo construtivo que seria espalhado por todo o império romano (e não na concepção do projeto em si, feita pelo império, em Roma) dando origem a engenharia de fortificação e bem posteriormente surgiria a engenharia civil.
      Só pra nivelar a informação referente ao conceito histórico.

  23. Penso que realmente deveria ser de direito exclusivo de arquitetos e urbanistas a elaboração de projeto destes projetos, bem como toda obra deveria ter projeto de estrutura com execução por parte de um engenheiro civil, ter projeto de elétrica e cabeamento com projeto e execução por eng. eletricista, bem como projeto de hidráulica e saneamento como exclusividade de um sanitarista e ainda o projeto de interiores por um designer de interiores. Se é para separar vamos separar por completo, cada um no seu quadrado.

  24. Nada contra os colegas engenheiros, ocorre que, aqui em Santarém o curso d engenharia possui duas materias na grade para pronetos: desenho tecnico civil e desenho arquitetonico, 120 horas totais. Na arquitegura as pra ticas em desenhos chegam a 1700horas em 6 disciplinas de projetos e outras afins, vamos juntar as grades então e liberar tudo, Pq ninguem quer sair perdendo depois de gastar mais de 50 mil numa graduação, mas que dê tudo certo, não trabalhamos por que achamos bonito, precisamos todos.

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