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Barragem de Mariana não tinha projeto executivo, diz Ministério Público de Minas

 

A barragem do Fundão, em Mariana,  foi executada sem projeto executivo, segundo apurações do Ministério Público de Minas Gerais reveladas pelo programa “Fantástico”, da TV Globo, em sua edição de 17/01/2016, com base em documentos obtidos com exclusividade

 

Os documentos mostram que a combinação de diversos fatores ocasionou o rompimento da barragem em novembro de 2015. Trata-se da maior tragédia ambiental já registrada no país, que deixou 17 mortes e dois desaparecidos.

 

O primeiro fator apurado pode ser considerado decisivo para os demais: em 2007 a Samarco obteve autorização para iniciar a barragem sem apresentar o projeto executivo, “uma espécie de plano de vôo com todos os detalhes técnicos”, como  descrito pela repórter Cristina Serra.

 

 

Documentos do processo de licenciamento mostram que a empresa entregou apenas dados básicos, que mesmo assim foram considerados suficientes pela Fundação Estadual do Meio Ambiente na época. Essa falha permitiu que processo seguisse sem estudos  geológicos-geotécnicos, essenciais para se assegurar a segurança da futura estrutura.  Os documentos também indicam que desde 2013 a Samarco sabia que a barragem estava em risco.

 

Um advogado da empresa disse que apresentou os dados técnicos considerados importantes, “talvez não na forma de projeto executivo”, foram apresentados, confirmando a negligência da empresa e do órgão estadual.

 

 

Na semana passada, a mineradora Samarco, a Vale, a empresa de consultoria VOGBR e mais sete executivos foram indiciados por crime ambiental, pelo rompimento da barragem de Fundão. Nossos repórteres tiveram acesso aos primeiros resultados da investigação que está sendo conduzida pelo Ministério Público de Minas Gerais.

 

 

 

Assista a reportagem completa:

 

Documento inédito: Samarco sabia desde 2013 que barragem corria risco

Publicado em 18/01/2016

 

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0 resposta

  1. Esse é o resultado do desprestígio do planejamento e insistente política neoliberal de se terceirizar tudo em reposta a falta de profissionais e o tempo de análise e aprovação dos processos.
    O mais alarmante é que o país está insistindo em polícias e meus como o RDC, desapropriação a concessionárias (MP 700) e TODOS exemplos dos já realizados São ruins para a população.
    Até quando isso vai imperar? Bom, pelo menos o CAU e entidades de arquitetura, junto a outras classes, tem combatido esse tipo de política e encaminhamento.
    Parabéns só CAU pela iniciativa e matéria!

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