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BRASIL ÉTICO EXIGE PROJETO COMPLETO

Você mandaria fazer uma casa sem ver o projeto? Compraria um carro imaginário? Então, por que os projetos de obras públicas urbanas podem ser feitos só pela metade? É o que pode acontecer com a Lei de Licitações que está sendo discutida no Congresso Nacional. Há um sério risco de a nova lei permitir que obras públicas sejam licitadas apenas com base em anteprojetos. Ou seja, desenhos iniciais que não especificam materiais, tecnologia, orçamento e cronograma. É como se as empreiteiras ganhassem um cheque em branco. Com isso, abre-se o caminho para aditivos de contrato, atrasos por conta de novas especificações e até a não conclusão da obra – tudo por falta de um projeto completo, que possui todos os detalhes técnicos necessários à construção. Só um projeto completo garante mais qualidade, maior controle de orçamentos, cumprimento de prazos e ética nas contratações das obras públicas. Um Brasil ético exige projeto completo. Assim é bom para as cidades, ótimo para as pessoas e excelente para todos.

 

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SAIBA MAIS

Clique aqui para saber mais sobre a tramitação do projeto de revisão da Lei de Licitações no Congresso. Está em discussão a adoção da modalidade de “contratação integrada” para todas as obras públicas do país, quaisquer que sejam suas dimensões e esferas administrativas. A modalidade foi criada pelo RDC (Regime Diferenciado de Contratações de Obras Públicas) e permite a contratação de obras públicas com base apenas em anteprojetos. O objetivo era supostamente acelerar e evitar aditivos nas obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas e Paraolímpiadas de 2016. Deu quase tudo errado. O aeroporto de Fortaleza e a linha do Veículo Leve sobre Trilhos de Cuiabá-Várzea Grande são exemplos emblemáticos. Confira detalhes:

 

AEROPORTO DE FORTALEZA

 

 

 

VLT CUIABÁ-VÁRZEA GRANDE

 

 

 

 

Publicado em 24/08/2015

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13 respostas

  1. Estou cansada do descaso deste país, que se chama BRASIL, amo este país, mais hoje sinto vergonha de ser brasileira, de carregar a bandeira e vestir a camisa verde amarelo!!!
    Não dá mais vontade de ligar a televisão e assistir o jornal nacional, como fazia antigamente as famílias reuniam depois do jantar e sentar na sala para ouvir as notícias. Hoje da vergonha, só vemos corrupções dos safados políticos que confiamos um dia e colocamos no congresso na assembleia para defender o povo e não para tirar o alimento da boca da população, a saúde que é uma vergonha!!! A segurança, hoje ficamos trancados em casa sem liberdade nenhuma de sair lá fora e não saberemos se voltaremos para casa,isto se não fomos pegos no portão de nossas casas, quando chegamos ou saímos! Isto é vergonhoso! Humilhante, Cuiabá esta uma vergonha destruíram as poucas avenidas que tínhamos e agora
    parece uma cidade detonada pela guerra!!! Esta um horror!!1 indecente!!!!Viajo muito pelo país, conheço várias cidades brasileiras, por sinal dá de 1000×0 em beleza, atualmente Cuiabá é a capital, mas ridícula do país sem urbanização, descuidada, as praças detonadas o VLT que vergonha dizer em VLT nosso dinheiro jogado a ferrugem, e o BRT que foi tanto falado no governo passado? Que decepção! Enfim desculpe mais foi só um pouco do meu desabafo!!

  2. Se com alguns projetos, as obras já quase não saem conforme o pensado, imagina somente com ante projeto.!?

  3. Obras públicas por este país são feitas sem projeto executivo? Quanto muito um ante projeto? Meu Deus. esta eu não sabia!
    Todo projeto que se preste tem que passar por todas as suas fases completas, incluso para o canteiro de obras, o executivo, que deverá incluir também a luminotécnica e acompanhado de um memorial descritivo bem elaborado( o manual da obra). Alguém constrói aviões, navios, automóveis, etc. sem desenho do projeto e bem detalhado?
    Acredito que não! Não é diferente para a construção civil, desde residências até grandes projetos. Se isto fica um pouco mais caro…tudo tem seu preço, parcela-se.

  4. Realmente este país é surreal! A parte mais importante e essencial de qualquer obra é o projeto executivo, como todos os profissionais de arquitetura e engenharia sabem.
    Se não há detalhamentos, especificações técnicas e estudos completos como a obra vai ser concluída no prazo, no preço e com qualidade?
    Aqui as coisas caminham para trás e a passos largos…

  5. Tanto nós, profissionais da área, como políticos e autoridades sabemos o que deve ser feito e o que é correto, porém,tudo é feito (acho que de propósito) para permitir desvios de recursos públicos.

  6. Um item importante a ser observado é quanto ao prazo de entrega do projeto, completo ou não, ao órgão publico solicitante. De praxe o prazo é exíguo, comprometendo a qualidade do trabalho. E, pior, na maioria das vezes não se justifica, pois o projeto fica mofando em alguma gaveta a espera da burocracia ou de qualquer outro motivo alheio ao projeto em si.
    Provavelmente o prazo é um dos motivos, além dos já conhecidos, é claro…, para que o projeto seja entregue incompleto, além de limitar propositadamente o número de participantes (!) em eventual concorrência.

  7. CAU, Favor divulgar os nomes dos governantes que estão criando essa lei durante todos os dias até a chegada da próxima eleição para que ninguém se esqueça e não vote neles.

  8. Se essa lei for aprovada significará o caminho aberto para a corrupção nas obras públicas do Brasil, é hora do CAU e CREA se juntar e lutar contra essa lei descabida.

  9. Não só projeto completo, como controle durante a sua implantação por aqueles responsáveis pelo projeto e o monitoramento contínuo depois da obra pronta, pelos seus usuários e tomadores de decisão.
    A Transprojetação é uma metodologia que ajudaria muito na transparência e na realização com eficácia e efetividade das obras públicas.

  10. Está tudo bem, mas, a comissão julgadora dos projetos, seja da forma que for, NÃO PODE SER DA PATOTINHA DO i.a.b.!!!
    Tenho experiencia no concurso “Favela Bairro” do prefeito Cesar Maia e do secretário Luiz Paulo Conde (a intenção deles foi excelente, mas nas mãos do i.a.b. …)
    É só.
    Shigeo Adachi

    1. Ahh não… parece bem provável mesmo que a culpa dos males do mundo seja do IAB… Ora colega, poupe-nos destas generalizações. O debate aqui é sério e o IAB e as demais entidades estão trabalhando para melhorar a situação dos arquitetos, vide este mesmo processo da revisão da 8666 ou a nova tabela de honorários. Guarde suas mágoas pessoais para o divã ou para processos concretos com nomes e sobrenomes. Lhe peço mais respeito pela entidade e seus dirigentes.

  11. Raro é ver Arquitetos realizando projeto executivo por aqui. Difícil concorrer com valores de honorários de quem sequer faz uma especificação, delega tudo às lojas e fornecedores.

    1. Prezado Daniel,
      Eu faço especificações técnicas (memorial descritivo, caderno de encargos, caderno de especificações, etc). Percebo é que o cliente não tem obrigação legal alguma com relação a exigência destes documentos (salvo quando existem Termos de Referência em editais públicos).
      Vejo muitos projetos aprovados em prefeituras sem detalhamento e especificação técnica alguma, sem atender NBRs, etc. É uma loucura.
      Vai tentar aprovar um projeto numa prefeitura na Alemanha, por exemplo. Se a folha estiver fora do tamanho da DIN (ABNT da Alemanha) eles nem olham o projeto. E se não há especificação técnica o empreiteiro devolve o projeto e chama o arquiteto para solucionar, onde o arquiteto tem que arcar com os custos de atraso na obra (por isso o seguro profissional dos arquitetos lá existe e é caro).

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