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Brasília, 57 anos: Maria Elisa Costa fala de Lucio Costa, pai dela e da cidade

A jornalista Conceição Freitas, profunda conhecedora de Brasília, sua arquitetura e alma, há pouco mais de um ano comprou uma banca de jornais na SQS 308, a “quadra modelo” do Plano Piloto, transformando-a em um polo cultural especializado em publicações sobre a cidade. Aos sábados, a “banquinha” promove rodas de conversas, música e exposições de artistas. Para homenagear os 57 anos de Brasilia, comemorados dia 21 de abril, o Conjunto Nacional, o segundo mais antigo shopping do país, localizado no coração da capital brasileira, convidou Conceição para  instalar  uma réplica de sua “banquinha” na área livre em frente ao Teatro Nacional, entre os dias 20 a 26 de abril. Cada dia, acontece um evento diferente: exposição de fotos, troca-troca de livros infantis, exibição de documentários e conversas com escritores, poetas, arquitetos e fotógrafos, terminando com forró, música de piano, cantigas e catira.

 

    Lucio Costa e Maria Elisa, em Brasília. (Foto: Correio Braziliense) 

 

 A arquiteta e urbanista Maria Elisa Costa, filha de Lucio Costa, era aguardada no dia 21 de abril em Brasília para um “sarau arquitetônico”. Um imprevisto (a perda do documento de identidade) impediu a viagem. Sua ideia era ler um texto que escreveu em homenagem ao pai, em 27 de fevereiro de 2002. Com autorização da Conceição, ele vai aqui reproduzido: 

 

LUCIO COSTA POR MARIA ELISA COSTA

 

Lucio Costa, meu pai

Uma pessoa livre.

Uma pessoa discreta e apaixonada.

Uma pessoa que pensa.

Uma pessoa que tem talento.

Uma pessoa generosa.

Uma pessoa sensível, inteligente e atuante.

Uma pessoa que ouve o outro.

Uma pessoa curiosa e aberta ao imprevisto.

Uma pessoa capaz de achar graça nas coisas.

Uma pessoa capaz de amar.

Uma pessoa convicta e flexível, que se dá o direito de mudar de opinião.

Uma pessoa com “olho” absoluto, assim como existem músicos com ouvido absoluto.

Uma pessoa culta sem ser acadêmica.

Uma pessoa sintonizada com a realidade.

Uma pessoa perfeitamente consciente do seu próprio valor.

Uma pessoa com visão histórica.

Uma pessoa que crê no ser humano.

Uma pessoa que quer transmitir o seu saber.

Uma pessoa que confia completamente no Brasil.

Ou, como ele próprio se definiu numa entrevista: “Um homem bom.”

 

Maria Elisa Costa

Em 27/02/2002

 

https://www.facebook.com/ianoandrade.imagem/videos/250570295411161/

     “Sarau arquitetônico” conduzido pelo arquiteto José Carlos Córdova Coutinho, professor emérito da UnB

 

 

          A “banquinha da Conceição”, novo ponto cultural de Brasília, na Super Quadra Sul  308, uma das primeiras da cidade

 

 

 

 

 

 

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