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Carla Juaçaba: “Sustentabilidade em Arquitetura é construir com o acessível”

Por Emerson Fonseca Fraga, Jornalista do CAU/BR

 

 

Carla Juaçaba foi a arquiteta e urbanista brasileira escolhida a primeira vencedora do prêmio arcVision – Women and Architecture, em 2013. A premiação internacional reconhece mulheres expoentes da Arquitetura que atuam em prol da inovação ambientalmente e socialmente sustentável. A arquiteta faz parte ainda do grupo de brasileiros indicados ao Prêmio Mies Crown Hall Americas de 2018, organizado pela Faculdade de Arquitetura do Instituto de Tecnologia de Illinois, em Chicago. E mais recentemente entrou na lista dos participantes da exposição principal da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018, ao lado de Paulo Mendes da Rocha e do GrupoSP. 

 

Arquiteta e urbanista Carla Juaçaba (Foto: Arquivo Pessoal)

 

Carla Juaçaba foi a arquiteta e urbanista brasileira escolhida a primeira vencedora do prêmio arcVision – Women and Architecture, em 2013. A premiação internacional reconhece mulheres expoentes da Arquitetura que atuam em prol da inovação ambientalmente e socialmente sustentável. A arquiteta faz parte ainda do grupo de brasileiros indicados ao Prêmio Mies Crown Hall Americas de 2018, organizado pela Faculdade de Arquitetura do Instituto de Tecnologia de Illinois, em Chicago. E mais recentemente entrou na lista dos participantes da exposição principal da Bienal de Arquitetura de Veneza de 2018, ao lado de Paulo Mendes da Rocha e do GrupoSP. 

 

Casa de Santa Teresa, Rio de Janeiro. Projeto indicado ao Prêmio Mies Crown Hall Americas (Foto: Divulgação)

 

Nascida em 1976 e graduada pela Universidade de Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, desde 2000 Carla mantém escritório próprio na cidade. Seu projeto de maior destaque foi o Pavilhão da Humanidade, que abrigou a Rio+20, em 2012, projetado em parceria com a artista Bia Lessa.

 

A estrutura baseada em andaimes, montada em Copacabana, no Rio de Janeiro, recebeu mais de 200 mil visitantes nos dez dias do evento. O pavilhão abrigou salas de exposição e apresentações. “Na nossa primeira visita de campo ao local, vimos uma base de andaimes para um evento que acontecia no local. Então percebemos que aquele material era sempre utilizado para estruturas provisórias ali – ou seja, além de experimentado e acessível, era sustentável”, lembra.

 

Pavilhão da Humanidade da Rio+20 (Foto: Leonardo Finotti/Carla Jaçuaba Arquiteta)

 

Entrevista com a arquiteta e urbanista dentro de sua obra durante a Rio+20

 

Na linha de sustentabilidade proposta pela Rio+20, os materiais utilizados na construção foram reaproveitados após o evento. “Boa parte do material da estrutura foi alugado, usado antes em outras construções e já deve ter sido reusado. Um dos princípios de sustentabilidade em Arquitetura é construir com o acessível”, explica a arquiteta e urbanista.

 

A arquiteta e urbanista afirma que a preocupação é levada em consideração em seus outros trabalhos, geralmente residenciais.

 

Sobre as questões de gênero no mercado Arquitetura e no Urbanismo, a profissional afirma não observar mais prejuízo coletivo para as mulheres. “Acho que não existe mais essa diferença, apesar da pauta feminista ter voltado ao centro da discussão. A questão hoje deve ser como as mulheres se posicionam no mercado, não como elas são posicionadas”.

 

 

= Veja mais histórias de arquitetas e urbanistas brasileiras

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