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Programa de Integridade: CAU Brasil apresenta o Código de Conduta dos Empregados

 

Nesta nova gestão do CAU Brasil, a presidente Nadia Somekh expressou, entre outros, os compromissos de investir no desenvolvimento dos servidores públicos que compõem a instituição e aperfeiçoar as políticas de governança, de gestão de riscos e de integridade. No planejamento da gestão, foram definidas oito ações para estruturar e fortalecer o funcionamento interno do CAU Brasil.

 

Mais uma etapa desse processo foi cumprida com a apresentação da minuta do Código de Conduta, Disciplina e Ética dos Empregados do CAU Brasil. O texto foi preparado por um grupo de trabalho composto por servidores da Assessoria Jurídica, do Núcleo de Recursos Humanos, da Auditoria, da Controladoria, da Ouvidoria, e do Comitê de Empregados.

 

O resultado desse trabalho foi apresentado aos conselheiros e funcionários do CAU Brasil em um evento que reuniu, pela primeira vez desde o início da pandemia de covid-19, a maioria da força de trabalho do Conselho. “Nós estamos trabalhando com norte, com planejamento, com acolhimento”, afirmou Nadia Somekh. “Nossa gestão prima pela humanidade. Não ao ódio, sim à paz, sim ao diálogo.”

 

Importante ressaltar que proposta de criação do Código de Conduta dos Conselheiros está em análise nas Comissões Ordinárias do CAU Brasil.  Pela proposta, as regras seriam aplicadas aos conselheiros federais e estaduais. 

 

Presidente Nadia Somekh destacou prioridade para a humanização e acolhimento em sua gestão

 

ESPAÇO DE REFLEXÃO

A apresentação da minuta do Código de Conduta teve como objetivo sensibilizar sobre a importância desse tipo de instrumentos e tratar das relações humanas no ambiente de trabalho. “Trata-se de um espaço de reflexão, de aprendizado, de troca, compreendendo a importância da humanização das relações no contexto de trabalho e a necessidade de melhoria da qualidade das relações interpessoais”, disse a gerente-executiva do CAU Brasil, Alcenira Vanderlinde.

 

O Código de Conduta é um instrumento de gestão previsto tanto no Regimento Interno do CAU Brasil como no Acordo Coletivo de Trabalho. O documento reúne os princípios e valores da organização e tem por objetivo promover uma postura homogênea sobre como agir de forma correta, superando dilemas e tomando sempre as melhores decisões de forma ética e responsável.

 

Em conjunto com essa iniciativa, o CAU Brasil também está desenvolvendo a Regulamentação do Trabalho Remoto, o Programa de Desenvolvimento de Pessoas, o Plano Anual de Desenvolvimento de Pessoas, revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), Comissão Receptora de Denúncias de Assédio Moral e regulamentação dos processos de sindicância e processos administrativos. 

 

Psicólogo Ricardo Franco fez palestra sobre assédio moral

 

HUMANIZAR É PRECISO

No evento, os conselheiros e servidores também participaram da palestra “Humanizar é Preciso”, ministrada pelo psicólogo Ricardo Franco, assessor técnico do Ministério Público do Trabalho (MPT). “Como seres humanos, nós precisamos de um ambiente seguro e previsível. Nós precisamos do outro. Sem o outro, a gente paralisa”, afirmou. “Se não há convívio, não há troca, não há relação, e então você começa a se questionar se você é ser humano”.

 

Ele explicou que o problema do assédio moral acontece principalmente em dois tipos de situações. Ou quando existe uma “patologia da indiferença”, em que a pessoa enxerga a dor do outro, mas não consegue se mobilizar afetivamente por causa disso; e/ou quando acontece a chamada “normopatia”, que é achar que essas são situações normais.

 

Segundo o especialista do MPT, existem três formas de violência no trabalho: física, sexual e psicológica. No caso do assédio moral, o conceito se baseia no prazer em praticar a maldade e ver o sofrimento nos outros; e no narcisismo, quando a pessoa precisa se sentir melhor que os outros.

 

 

AUTOESTIMA

“Existe por trás um problema de autoestima. Quando a pessoa precisa se engrandecer demais, é porque ela precisa se afirmar”, afirmou Ricardo. “Se a pessoa tem problemas com isso, ela precisa se alimentar da autoestima do outro.”

 

Para ele, o problema do trabalho talvez não esteja no mundo do trabalho, mas no mundo social. “É nossa responsabilidade reconstruir uma nova sociedade, que comece pelo trabalho”, disse. “A solução está entre cada um de nós. Nós podemos nos despir disso e começar a nos relacionar de outra forma.”

 

No fim, ele citou o médico francês Christophe Dejours, especialista em Medicina do Trabalho. “Trabalhar é mais do que produzir, é viver juntos, e portanto transformar aos outros e a si mesmo”.

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