Relações Internacionais

CAU Brasil procura novos mercados para arquitetos brasileiros em outros países

 

A Nova Gestão do CAU Brasil está renovando esforços para abrir novos mercados para que arquitetos e urbanistas possam mostrar seu talento. Objetivo é promover novos acordos internacionais que permitam aos profissionais brasileiros trabalharem em outros países.

 

“Está entre nossas prioridades a definição de uma estratégia de inserção dos nossos arquitetos no mundo. Eu venho trabalhando nisso há muito tempo. Vamos abrir novas oportunidades para os nossos arquitetos e urbanistas”, afirmou a presidente do CAU Brasil, Nadia Somekh.

 

Primeiro mercado-alvo será nos Estados Unidos, quando Nadia Somekh estiver em Chicago para receber a Medalha Presidencial e o Título de Membro Honorário do Instituto Americano de Arquitetos (AIA, na sigla em inglês).

 

Em 2019, em companhia do então presidente Luciano Guimarães, durante reunião do Conselho Nacional de Acreditação de Arquitetura (NAAB, na sigla em inglês ), Nadia Somekh discutiu a possibilidade de integração dos cursos brasileiros de Arquitetura e Urbanismo de forma adequada com as exigências dos Estados Unidos, com o objetivo de permitir uma mobilidade dos arquitetos brasileiros em solo norte-americano. “Tivemos uma ótima conversa, interrompida pela pandemia, e agora queremos retomar este diálogo”.

 

Nesta viagem,  assunto deverá ser abordado também com o AIA com o apoio da 2ª vice-presidente do CAU Brasil, Patrícia Luz (RN) e do conselheiro federal José Gerardo da Fonseca Soares (PI), também vice-presidente da Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação (AsBAI).

 

Presidente Nadia Somekh colocou mobilidade internacional como uma das prioridades da Nova Gestão do CAU Brasil

 

EUROPA E ÁFRICA
Estratégia também será levada a países da Europa e da África. Negociações devem começar no II Fórum Internacional de Entidades de Arquitetura e Urbanismo, evento que o CAU Brasil vai realizar nos dias 21 a 23 de julho, em Brasília.

 

Fórum será realizado na Embaixada de Portugal, oportunizando contatos com representantes dos países de língua portuguesa, principalmente Portugal e Angola. “Isso faz parte de um trabalho mais amplo, temos que inserir nossos arquitetos nesses países”. O próprio embaixador de Portugal,  Luís Faro Ramos, se colocou à disposição para ajudar nos diálogos com as entidades de seu país.

 

Esse diálogo com esses países será intensificado em maio, com a participação na Assembleia Geral do Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP), que reúne associações de profissionais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Goa, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique e Portugal.

 

Conselheiro Jeferson Navolar, coordenador da Comissão de Relações Institucionais do CAU Brasil

 

HABITAÇÃO ACESSÍVEL
O CAU Brasil também vai participar em Madri do Fórum Internacional de Ativação da Habitação Acessível. Evento promovido pela UIA na Espanha será mais uma oportunidade para conquistar novos mercados para os arquitetos e urbanistas brasileiros.

 

Participarão os conselheiros federais Jeferson Navolar, coordenador da Comissão de Relações Institucionais (CRI), e Ana Cristina Barreiros, coordenadora da Comissão de Política Profissional (CPP).

 

Essas ações ocorrem em paralelo à sequência das negociações com os países do Mercosul (Argentina, Uruguai e Paraguai),  tema mais adiantado.  A China é outro mercado-alvo. “Já houve várias reuniões com representantes chineses, falta fazer o gol”, afirmou a presidente.

 

O CAU Brasil já possui dezenas de memorandos de entendimento e acordos de cooperação técnica com associações de arquitetos de outros países. Objetivo agora é estreitar esses laços para conseguir a mobilidade profissional dos arquitetos entre esses mercados.

7 respostas

  1. Eu não entendi bem isso, acho que as intenções e finalidades desse projeto devem ser melhor apresentadas, bem como sua importância para o desenvolvimento da profissão no país. É mais fácil abrir caminho para uma fuga de arquitetas e arquitetos brasileiros (muitos egressos de universidades públicas, cujos estudos foram custeados pela sociedade) do que melhorar as condições de trabalho aqui, no Brasil? Gente construindo por aqui não falta, gente precisando de auxílio profissional (para além de engenheiros e técnicos em edificações) também não, e ainda assim ser arquiteto no Brasil é uma penúria! Antes de definir uma “estratégia de inserção de nossos arquitetos no mundo” o CAU deveria garantir a inserção da arquitetura no cotidiano dos canteiros de obras dos brasileiros!

  2. E o Canadá? Seria perfeito!
    É meu sonho morar e poder atuar lá como Arquiteta e Urbanista, porém é um profissão não regulamentada no país, sendo assim exige muito itens para poder ser validada ou muitas vezes realizar um outro curso lá para poder validar.

    Vocês pretendem que os arquitetos brasileiros possam atuar nesses países citados no texto, sem nenhuma outra formação no país em questão? Como funcionaria?

  3. Essa reportagem é séria? Não consegue nem fiscalizar o quarteirão ao lado do CAU. Faz campanhas aqui no RS para fazer entender a função de arquiteto, na prefeitura de Porto Alegre é tudo orientado para procurar por Engenheiro nos documentos para a população. Foco!

    1. O Programa “Mais Arquitetos”, criado para ampliar o mercado de arquitetura social no Brasil e estimular o trabalho de arquitetos e engenheiros em mais cada vez mais municípios, promoveu uma campanha nacional com influenciadores digitais que alcançou mais de 20 milhões de pessoas. Reforçamos o diálogo institucional com o Governo Federal e no Congresso Nacional: participamos ativamente das discussões sobre redução de impostos para arquiteos e urbanistas, novas regras para o licenciamento de obras e pela manutenção do salário mínimo profissional. ?️

      Saiba mais em https://caubr.gov.br/campanha-mais-arquitetos-cau-brasil-promove-direito-de-todos-a-moradia-digna/

  4. Sou Arquiteto formado desde 2003 e nunca tive oportunidade de trabalhar na área. Por circunstâncias relacionadas a filhos e economia doméstica nunca pude abrir mão de empregos que eu tive para iniciar na área sem um salário ou trabalhando na informalidade. Eu sou de uma época em que arquiteto recém-formado não era selecionado quando tinha alunos de USP e Mackenzie disputando vagas na escassez que havia no mercado de arquitetura. Eu paguei a faculdade trabalhando em banco como assistente. O mais próximo que considero foi como funcionário de loja de móveis Planejados por 5 anos. Hoje sou marceneiro MEI. Mas sempre espero que um dia terei a oportunidade. Já morei na Irlanda e tenho cidadania italiana. Gostaria de saber se pode me indicar um caminho. Penso em trabalhar de forma remota como cidadão europeu, já que tenho um filho de 7 anos que não poderia deixar o Brasil.

  5. que noticia boa, quero me candidatar. Estudei, estudo cotidianamente e nessa terra devasta é muito difícil se desenvolver, será uma realização sair daqui, servir outra sociedade.

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