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CAU lamenta o falecimento do arquiteto e urbanista Jorge Derenji

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo comunica com profunda consternação o falecimento do profissional Jorge Derenji, aos 85 anos, na tarde de terça-feira (25) em Belém. O CAU Brasil, do Pará e do RS  externam solidariedade e os sinceros pêsames aos amigos e familiares de um dos arquitetos mais relevantes para o Estado. O velório acontecerá a partir das 7h da quarta-feira (26), na Capela Max Domini, com restrição de 10 pessoas por vez em função da pandemia do covid-19,  podendo haver revezamento.

 

Nascido no Rio Grande do Sul, Dereji formou-se em arquitetura e urbanismo pela UFRGS, com Especialização em Planejamento Urbano pela mesma universidade e com o título de Preservação Arquitetônica pela ICCROM. Jorge Derenji chegou a Belém em 1963 para atuar como professor e fundar o curso de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal do Pará – UFPA. A sua formação profissional permitiu-lhe contribuir com o melhor dos conhecimentos durante os seus 30 anos de docência. Destacamos também que a contribuição de Derenji para a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo vai além de sua fundação, deixando a sua marca nas disciplinas relacionadas ao projeto, à preservação e ao restauro do patrimônio histórico.

 

Fonte: Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFPA.

 

Esse olhar atento aos bens patrimoniais e a sua expressiva atuação na área, atribuiu-lhe o título de primeiro arquiteto restaurador da Amazônia e o primeiro diretor da regional da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – SPHAM do Norte do país em 1979. Derenji também foi Membro Titular da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura – Área de Patrimônio de 2001 a 2006 e Membro Suplente do Conselho Consultivo do IPHAN de 2002/2009. Ressaltamos, entre as suas inúmeras obras restaurativas, as intervenções no Palácio Antônio Lemos, no Palacete Augusto Montenegro, no Palacete Francisco Bolonha, no Tribunal de Justiça do Estado e no Mercado de São Brás. A sua contribuição para o patrimônio paraense extende-se para a documentação na literatura, com livros em coautoria com Jussara Derenji, sua esposa, como ‘Igrejas, palácios e palacetes de Belém’, “Mercados de Ferro do Brasil: Aromas e Sabores” e “Arquitetura Brasil 500 anos”.

 

Nos primeiros anos da década de 70 esteve à frente da Companhia de Desenvolvimento e de Administração da Área Metropolitana de Belém (CODEM), cargo no qual permitiu-lhe exercer grandes influências sobre o centro urbano. No mesmo período, em 1974, formava juntamente com Paulo Lima, Paulo Martins e José Freire o DPJ Arquitetos Associados, escritório de arquitetura e urbanismo. Jorge Derenji será uma irrefutável referência para muitas gerações de alunos em toda a região norte e seu legado será sempre lembrado pelos arquitetos e urbanistas paraenses.

 

Fonte: CAU/PA

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