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CAU/BA, IAB-BA e Sinarq denunciam degradação do centro histórico de Salvador

Fotos anexadas à denúncia mostram degradação do centro histórico da capital baiana

 

Na última terça-feira (30), as entidades de Arquitetura e Urbanismo da Bahia denunciaram ao Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) a degradação do centro histórico de Salvador, tombado como Patrimônio da Humanidade em 1985.

 

 

O documento diz que não há nenhuma política de preservação da área e solicita uma missão de monitoramento para avaliar o “estado de ruína do local e sua inclusão na Lista de Patrimônio Mundial em Perigo”. A situação se agravou com a demolição, autorizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), de 31 construções na área. Segundo o Governo do Estado, havia riscos de deslizamento de terra ou desabamento dos imóveis. Clique aqui e veja matéria do jornal “A Tarde” sobre o assunto.

 

 

A denúncia é assinada pelos presidentes do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia (CAU/BA), do Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento da Bahia (IAB-BA) e do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Estado da Bahia (Sinarq-BA). Clique aqui para ler a íntegra da denúncia (em espanhol) e ver as fotos anexadas.

 

 

Publicado em 02/07/2015.

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8 respostas

  1. Parece que não é só o Estado Islãmico que está destruindo a história do planeta.
    Uma tristeza para os baianos, para o Brasil e para o mundo…

  2. Um crime em relação à história, arquitetura-urbanismo, ao bem comum, ao dinheiro público…Os milhões que gastam apenas para escorar as construções tombadas esperando que o proprietário por conta própria reforme e mantenha é uma política e medida que já se percebe há muito que não funciona. Parece que os órgãos competentes ficam sentados esperando que tudo caia para que possam satisfazer algum interesse político escuso. Ou é muita imcompetência?!
    O Governo deveria gastar os milhões em comprar os imóveis, revitalizá-los, dando usos adequados aos mesmos, preservando e mantendo o patrimônio e entregando à sociedade a sua memória e cultura.

  3. Tão ou mais devastador do que a dilapidação do patrimônio arquitetônico é a degradação de áreas que deveriam estar sendo preservadas e onde vemos a ocupação destas áreas por mega empreendimentos, às vezes até com licença ambiental. Alguns destes empreendimentos, curiosamente, ostentam, de forma irônica e debochada, pomposos nomes como por exemplo “Greenville” (vila verde), enquanto devastam vastos hectares de floresta para construção de torres de concreto e aço. Uma praga que se alastra pior do que chato.

  4. Qual a novidade? O país está abandonado em seu todo. Memória não existe e sim pessoas com sua cultura egocêntrica destruindo tudo que representa nossa história. Asfaltar as ruas do centro histórico de Ouro Preto, da bem a dimensão da ignorância que assola nossos governantes. E pior, não se tem qualquer esperança de melhora, infelizmente.

  5. Isso é o modelo de administração de partidos como o Democratas (vulgo DEM) que assola os lugares por onde passa. Aliado ao total silêncio da grande mídia.

  6. Estive no Parque Metropolitano de Pituaçu, na orla de Salvador, e fiquei chocado com a presença de arranha-céus ostensivamente construídos nos limites do parque. São prédio de uns 20 andares cada, emparelhados lado a lado formando um paredão, que agridem não apenas a proposta ambiental do parque como comprometem a estética da paisagem da orla. Um pena não termos mais órgãos comprometidos com essas questões. Fiquei muito triste. Desculpem o desabafo.

  7. Parabéns pela iniciativa. Não apenas no Centro Histórico a degradação avança a olhos vistos, mas também no chamado centro expandido, envolvendo bairros históricos como Barbalho, Lapinha, Saúde, Mouraria, etc.

  8. Qual a novidade…!!!A politica de preservação do IPHAN , piada de mau gosto,…Quantos Centros Históricos pelo Brasil estão a merce da deterioração e a míngua,…O que ocorre na Bahia é reflexo da politica de preservação existente pelo Brasil. Conselho de Arquitetura e Urbanismo , Instituto de Arquitetos do Brasil , Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas dos Estados, aproveitarem e realizar levantamento em suas áreas de atuação e realizarem uma radiografia do existente pelo Brasil com relação a preservação .Seria muito bem recebido, caso contrario seremos apenas memorias…

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