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CAU/RJ repudia nomeações de leigos para o Iphan

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU/RJ) divulgou nesta sexta-feira, 15 de maio, manifesto de repúdio as nomeações de leigos para cargos de confiança no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira, 11, trouxe a nomeação da nova presidente do Iphan. No dia 17 de abril, foi publicada a nomeação da nova coordenadora técnica da superintendência do Instituto no Rio de Janeiro.

 

Rio de Janeiro é Patrimônio Mundial, como paisagem cultural urbana (crédito: Alexandre Macieira/Riotur)

 

Clique aqui para ler a íntegra do MANIFESTO DE REPÚDIO ÀS NOMEAÇÕES NO IPHAN

 

A nova presidente do Iphan, assim como a coordenadora técnica da superintendência do Iphan no Rio, não tem em seu currículo referência a alguma atuação relacionada com preservação do patrimônio histórico e cultural do país. A nova presidente do Iphan é formada em Turismo e Hotelaria, enquanto a coordenadora técnica do Iphan-RJ se apresenta como turismóloga e blogueira em suas redes sociais. As novas nomeações para os cargos de chefe da divisão administrativa da superintendência do Iphan na Paraíba e de coordenador administrativo do Iphan de Minas Gerais também foram alvo de críticas de especialistas do campo do patrimônio.

 

Para o CAU/RJ, o Iphan tem o importante papel de criar e implementar políticas voltadas à preservação da cultura brasileira em suas múltiplas manifestações e, por isso, não pode ter cargos estratégicos ocupados por profissionais sem os quesitos técnicos e experiência profissional necessários. “Vemos como temerosa a nomeação de profissionais sem a qualificação adequada para cargos que lidam em campo muito especifico e que dialoga com diferentes esferas de governo e segmentos sociais, pois o IPHAN é  responsável por zelar pelos bens culturais de diversas escalas e natureza, muitos inscritos na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco, como alguns dos Centros Históricos Brasileiros e a Paisagem Cultural do Rio de Janeiro”, diz trecho do manifesto de repúdio do CAU/RJ.

 

O Manifesto do CAU/RJ foi construído por conselheiros e coordenadores do Fórum de Patrimônio Cultural, da Comissão de Exercício Profissional e da Comissão de Política Urbana da autarquia e aprovado em Reunião Plenária no dia 12 de maio.

 

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Fonte: CAU/RJ

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