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CAU/BR firma acordos de cooperação com três conselhos europeus

No mês em que se comemora o Dia Nacional do Arquiteto e Urbanista (15/12), o CAU/BR assinou três importantes acordos com conselhos congêneres da Europa: o Architect’s Council of Europe (ACE), da União Europeia; o Consejo Superior de los Colegios de Arquitectos de España (CSCAE); e o Royal Institute of British Architects (RIBA), da Grã Bretanha – este o conselho de arquitetos mais antigo do mundo, com origem em 1834.

 

O objetivo comum é auxiliar na consolidação das ações e dos esforços para tratar de questões de interesse mútuo relacionadas à arquitetura, ao ensino da arquitetura, à pesquisa, aos padrões profissionais e regulatórios, à mobilidade profissional, às questões ambientais, à prática e ao desenvolvimento profissional e à influência política.  (Leia abaixo os detalhes de cada documento)

 

O acordo com o Riba foi assinado em 15 de dezembro, durante a comemoração do Dia Nacional do Arquiteto e Urbanista, e diplomação dos conselheiros federais eleitos para o triênio 2015-2017, realizada em Brasília. Stephen Hodder, presidente do RIBA, fez questão de vir ao Brasil para assinar o documento junto com o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro. (Saiba Mais)

 

Na semana anterior, foram assinados os outros dois acordos. Dia 08/12, em Bruxelas, na Bélgica, o presidente do CAU/BR assinou memorando de entendimento com Luciano Lazzari, presidente da ACE, entidade fundada em 1990 para promover a Arquitetura na Europa. E no dia 11/12, em Madri, Haroldo Pinheiro firmou o acordo com Esteban Belmonte, vice-presidente do CSCAE, de 1931.

 

Acordo em Brasília: no Dia Nacional do Arquiteto e Urbanista, o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, e Stephen Hodder, do RIBA, assinam termo de cooperação

 

Acordo em Bruxelas: ao centro, o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, e Luciano Lazzari, presidente da ACE. À esquerda, o coordenador da Comissão de Relações Internacionais, Roberto Simon

 

 

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Acordo em Madri: ao centro, vice-presidente do CSCAE, Esteban Belmonte, e Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR, ladeados por Roberto Simon, do CAU/BR, e Fabian Listerri, tesoureiro da UIA

 

 

SETE ACORDOS – Outros três acordos já firmados em 2013 e 2014 envolvem a Ordem dos Arquitectos de Portugal (OAP); o American Institute of Architects (AIA), dos Estados Unidos; e o National Architectural Accreditation Board (NAAB), também americano.  Os conselheiros do CAU/BR aprovaram também acordo com o National Council of Architectural Registration Boards (NCARB), dos Estados Unidos, a ser assinado em janeiro de 2015, totalizando sete acordos.

 

Para Haroldo Pinheiro, presidente do CAU/BR, “tais compromissos visam uma maior troca com países de reconhecida experiência no setor, para atender melhor a sociedade, objeto de nossa atenção maior, e ao arquiteto, naturalmente”.  Os acordos possibilitarão o combate ao exercício ilegal da profissão, o incentivo ao ensino e o conhecimento das boas práticas.de regulamentação da classe. “Além disso, são igualmente importantes porque criam canais de diálogos entre o Brasil e os diferentes países, para a discussão de temas de interesse da arquitetura e urbanismo no geral e, quando for o caso, para resolver eventuais questões de interesse mais específico para o país”.

 

Roberto Simon, coordenador da Comissão de Relações Internacionais do CAU/BR e conselheiro da União Internacional dos Arquitetos (UIA) foi o articulador dos acordos. Segundo ele, “as profundas transformações na área tecnológica e, em particular, na arquitetura, abriram caminhos para uma melhor qualificação no resultado do projeto. Ao mesmo tempo, essas mudanças impuseram a necessidade de um maior relacionamento e de um nivelamento dos conhecimentos entre os profissionais de diferentes países”.

 

Novos compromissos devem surgir em breve, pois já estão adiantados contatos com Rússia, Itália, Angola, Cabo Verde, Moçambique e países do Mercosul.

 

 

ACORDO COM O  ROYAL INSTITUTE OF BRITISH ARCHITECTS (RIBA)

 

O memorando de entendimento entre o CAU/BR e o Riba reconhece que ambas as instituições concordam em cooperar nas áreas de:

 

– padrões profissionais (incluindo sistema de reclamações de clientes e de procedimentos de conduta profissional)

 

– regulação e proteção (como desenvolvimento de padrões para o projeto e a construção, objetivando a melhor performance da obra e proteção ao público)

 

– educação e conhecimento (com intercâmbios de estudantes e acadêmicos, entre outros itens)

 

– apoio prático ao atendimento ao público (como aconselhamentos sobre seguros e gestão de riscos)

 

– alcance público e influência política (participação em exposições, premiações e ações junto a formadores de opinião)

 

ACORDO  COM O ARCHITECTS COUNCIL OF EUROPE (ACE)

 

 

O Memorando de Entendimento assinado pelo CAU/BR com o Architects Council of Europe (ACE) objetiva auxiliar na consolidação das ações e dos esforços para tratar de questões de interesse mútuo relacionadas à arquitetura, ao ensino da arquitetura, à pesquisa, aos padrões profissionais e regulatórios, à mobilidade profissional, às questões ambientais, à prática e ao desenvolvimento profissional, à influência política, entre outros.

 

Entre os pontos acordados estão os seguintes:

 

– convidar e incentivar representações nos respectivos corpos funcionais e o compartilhamento de informações de interesse mútuo;

– desenvolver ações políticas efetivas para influenciar formadores de opinião e elaboradores de políticas para que criem melhores normas e condições para a disseminação da arquitetura de qualidade

– estudar um acordo para facilitar aos respectivos membros a prática profissional na Europa e no Brasil

 

 

 ACORDO COM O CONSELHO SUPERIOR DOS COLÉGIOS DE ARQUITETOS DA ESPANHA (CSCAE)

 

 

O acordo de cooperação do CAU/BR com os Colégios de Arquitetos da Espanha busca transpor os obstáculos ou barreiras que se oponham ao intercâmbio profissional entre o Brasil e aquele país.

 

Entre outras cláusulas, estão previstas:

 

– colaboração em organizações internacionais como UIA, UNESCO, DOCOMOMO e outras

– estudos sobre a reciprocidade das condições de regulamentação da profissão da arquitetura em ambos os países, de acordo com a legislação vigente

– prevenção de irregularidades e combate ao exercício ilegal da profissão

– intercâmbios de alunos, docentes e pesquisadores; de experiências e boas práticas de colegiado; de informações e experiências profissionais e de atividades culturais

 

 

 

Publicado em 10/12/2014  Atualizado em 16/12/2014

 

9 respostas

  1. Legais essas iniciativas, mas ainda não encontrei informações práticas sobre o que mudou para os arquitetos brasileiros que querem atuar nesses outros países.

    Sobre o que citou o colega Ronaldo Souza, realmente é um absurdo, que chega ao ridículo, o que as prefeituras oferecem de salário para os arquitetos. Sem dúvida é uma questão que o CAU precisa dar atenção urgente!

  2. Sinceros parabéns pelo grande conjunto de iniciativas proposto pelo CAU e encontro-me a disposição para participar no campo da docência e pesquisa.

  3. Parabenizo a todos pela iniciativa. Como arquiteta sonho e almejo viver e levar para meu pais novas técnicas, novas realidades, levando sempre em primeiro plano o bem estar e o respeito a vida humana e preservação da natureza. Obrigada pela preocupação de aberturas de fronteiras.

  4. Parabenizo o trabalho desenvolvido pelo CAU na busca de acordos de cooperação. Mas, ressalto que devem ter atenção para não a situação econômica atual destes países para que os profissionais brasileiros não sejam prejudicados. E ainda, deem atenção ao salário que é pago aos profissionais aqui do Brasil. Exite legislação que dita o mínimo, mas, nenhum órgão do executivo respeita, principalmente, os municipais. Vale fazer uma pesquisa básica que conhecerão a realidade. É um absurdo.

  5. Endosso o comentário da Renata Ferraz,DF. Que toda soma de conhecimento e experiências seja em prol de melhorar o habitat humano.

  6. Parabenizo à todos os arquitetos pelos acordos assinados e a serem assinados. Toda troca de conhecimento e experiência, que respeite a cultura, as tradições, as realidades, considerando o que deve ser preservado, corrigido, melhorado, mudado, com foco em pessoas – e não em mercados – é sempre bem vinda.

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