CATEGORIA

CAU/GO notifica prefeitura de Trindade pela segunda vez

 

Um edital para a contratação arquitetos e urbanistas pelo município de Trindade, publicado em novembro do ano passado, chamou a atenção do CAU/GO e dos profissionais do Estado. Como requisito aos candidatos, o documento estipulava a necessidade de registro no Crea-GO e informava o salário de R$ 1.518 para 40 horas semanais de trabalho.

 

No último dia 26 de janeiro, o Conselho notificou o prefeito Jânio Darrot pela segunda vez,  esclarecendo que o valor previsto pelo edital não obedece à Lei 4950-A de 1966 e à Resolução CAU/BR No 38. Informou, além disso, que o Crea não representa os arquitetos desde a criação do CAU, em 2010.

 

No primeiro ofício, enviado em 17 de dezembro, o CAU também ressaltou a importância de a gestão municipal se atentar para as áreas de atuação compartilhadas pelos arquitetos com outros profissionais, assim como suas atribuições privativas – previstas respectivamente pelas Resoluções CAU/BR N° 21 e 51.

 

Organizado pela Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência (Funrio), o edital de Trindade prevê três vagas para arquitetos e urbanistas. Uma delas seria para ocupação imediata e duas, para o cadastro de reserva. A entidade também foi notificada a respeito dos problemas no edital, via ofício, no dia 14 de janeiro.

 

Piso


Para que a situação salarial dos profissionais nas prefeituras do Estado seja alterada, além da existência de normativas federais, é preciso modificar o plano de cargos e salários de cada município. Para tanto, é preciso uma ação política junto aos prefeitos e vereadores para que os profissionais sejam reconhecidos e valorizados. Essa ação está sendo feita pelo CAU/GO e em 2015 visitamos 10 municípios, incluindo os três mais populosos do Estado. Em 2016, novas visitas serão realizadas.

 

Mas a missão de lutar pelo salário mínimo é, por definição, dos sindicatos de cada categoria. Ao realizar uma breve pesquisa junto à entidade em Goiás, verificamos que grande parte dos profissionais goianos não é sindicalizada. Porém, para o fortalecimento do órgão, é importante a contribuição dos arquitetos e urbanistas.

 

Publicado em 05/02/2016. Fonte: CAU/GO

MAIS SOBRE: CATEGORIA

0 resposta

  1. Os sindicatos precisam passar por uma reforma geral. Os arquitetos nunca foram bem tratados pelos sindicatos e continuam sendo ofendidos pelo tratamento dispensado, vide NOTA JURÍDICA N° 3/AJ-CAM/2013 acima (LEGISLAÇÃO > Notas Jurídicas) e a mal versada carta anual de cobrança, sem benefícios reais oferecidos. Agora, juridicamente impossibilitados pelo STF de exigir a filiação e contribuição desde 2015, terão de mudar muito para provar que servem para alguma coisa.

  2. Ações necessárias e pertinentes para o bom exercício da profissão. Necessária atuação em mais estados, facilmente detectados em sites de busca de empregos (vagas.com; indeed.com, entre outros).

  3. .
    Os Editais de Concursos Públicos bem como outras fontes (conforme já mencionadas aqui)servem perfeitamente como instrumentos / provas documentais para possibilitar a plena fiscalização por parte do nosso Conselho.
    .
    Entretanto, não basta notificar a Prefeitura somente por conta do Edital… O CAU/GO deve ir além !
    .
    Deve ser verificado junto à Prefeitura de Trindade:
    .
    Ela já possui Arquitetos(as) contratados regularmente trabalhando com os demais Servidores ???
    .
    Se a resposta for SIM (e se eles foram contratados sob o Regime C.L.T) … eles vão continuar recebendo esse mesmo salário ????

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

NOTÍCIAS EM DESTAQUE

ATENDIMENTO E SERVIÇOS

Central de Atendimento do CAU/BR não funcionará na Sexta-feira Santa

ACERVOS

Seminário TOPOS:  CAU/BR e FAU/UnB promovem debate sobre a importância de acervos e arquivos de urbanismo no país 

#MulherEspecialCAU

“Arquiteta, na solidão da sua profissão, seu nome pede valorização!”, defende Tainã Dorea

Assistência Técnica

Mais médicos/Mais arquitetos: mais saúde para o Brasil (artigo de Nadia Somekh no portal do Estadão)

Pular para o conteúdo