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Confira como foi o novo podcast sobre Arquitetura e Urbanismo aliados à saúde

 

Morar bem é uma questão de saúde pública! Esse foi o tom do bate-papo no segundo episódio da série Mais Arquitetura. Com a conselheira do CAU Brasil Camila Leal (PB), a biomédica Jaqueline Goes e a estudante Brunna Barcelos, o podcast tratou das mudanças trazidas pela pandemia de covid-19 e como isso afeta as relações entre Arquitetura e Saúde?

 

“Nós, arquitetos urbanistas, tem que parar de falar somente entre nós, arquitetos urbanistas e tem que começar a falar com a sociedade e se posicionar, mostrar seu papel”, afirmou Camila. “Na pandemia, disseram para as pessoas ficarem em casa e lavarem as mãos. E quem não tem água na torneira, lava a mão como? E o isolamento, que tinha que ser feito dentro de casa, faz como se a casa é um cômodo e moram 10 pessoas?”

 

Como integrante a equipe que mapeou os primeiros genomas do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no Brasil em apenas 48 horas, a dra. Jaqueline destacou, como exemplo, a importância da ventilação natural dentro das residências. “Agora que a gente entende que doenças respiratórias são transmitidas muito mais facilmente em ambientes fechados”, disse.

 

Confira o episódio completo no vídeo abaixo:

 

Segundo ela, a pandemia apresentou uma oportunidade para a conscientização sobre esses problemas. “Quando a gente pensa em planejar os espaços internos e principalmente domésticos, temos que pensar nessa questão do fluxo dentro de casa, não só de ventilação, mas também da pessoa.”

 

CIDADES MAIS SAUDÁVEIS
Para a estudante Brunna Barcelos, diretora da FeNEA, é preciso também pensar em espaços livres na cidade. “Espaços livres também promovem saúde. Precisamos tornar a cidade mais acolhedora. Na pandemia o que a gente via muito depois de alguns meses era as pessoas com necessidade de sair de casa”, disse.

 

A estudante Brunna Barcelos, a conselheira do CAU Brasil Camila Leal e a biomédica Jaqueline Goes

 

Brunna acredita que as cidades muitas vezes são hostis, afastando as pessoas. “Você sai de casa você sente medo de acontecer alguma coisa com você, porque as cidades são extremamente inseguras no Brasil. A gente tem uma cidade que te estressa o tempo inteiro, porque é um monte de carro, um monte de buzina o tempo inteiro no seu ouvido”, afirmou.

 

A conselheira Camila lembrou que, na Inglaterra do pós-guerra, havia um Ministério da Saúde e Habitação. “Não no sentido de ser um ministério que acumula a função do outro, mas porque se entendeu que esse é um trabalho em conjunto, habitação ligada à saúde”, afirmou.

 

Jaqueline contou como foi sua experiência no país, onde morou como pesqusiadora bolsista. “Em termos de bem estar, eu escolheria a Inglaterra, não porque é a Inglaterra, mas porque eu tinha qualidade de vida lá, qualidade de vida ofertada pelo espaço”, disse. “Por que que a gente não consegue isso aqui? Por que a gente não consegue integrar esses ministérios, esses órgãos responsáveis para pensar juntos em uma questão de adequação?”

 

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