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Conselheiro Suplicy recebe homenagem do CAU no Congresso Nacional

Arquiteto e urbanista João Virmond Suplicy Neto foi homenageado durante o V Seminário Legislativo de Arquitetura e Urbanismo, em Brasília.

 

Durante o V Seminário Legislativo de Arquitetura e Urbanismo, que ocorreu no último mês de março em Brasília, no Congresso Nacional, o arquiteto e urbanista João Virmond Suplicy Neto recebeu uma placa de homenagem do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e dos CAU/UF por sua atuação como presidente da Federação Panamericana de Associações de Arquitetos (FPAA).

 

Paranaense, Suplicy é conselheiro federal do CAU/PR e de 2013 a 2017 esteve à frente da FPAA, federação que congrega entidades de Arquitetura de 32 países das Américas e que reúne mais de 600 mil profissionais.

 

Formado pela Universidade Federal do Paraná, o arquiteto e urbanista é mestre pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e Doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Além disso, ele é conselheiro vitalício do Instituto de Arquitetos do Brasil, presidente do Conselho Honorário Vitalício da FPAA, membro honorário do American Institute of Architects, membro honorário do Korean Institute of Architects, professor convidado da Universidade Lusíada de Angola e membro consultivo da plataforma europeia ThinkNature.

 

Entre as principais condecorações recebidas por Suplicy durante sua gestão como presidente da FPAA estão a Medalha Presidencial e o título de Membro Honorário do American Institute of Architects, o título de Membro Honorário do Korean Institute of Architects, a Medalha Presidencial da Federación de Colegios de Arquitectos de la República Mexicana, a Medalha Presidencial do Colegio de Arquitectos do Peru, as Comendas  Lapa Mundi e Filhos da Lapa (PR).

 

Após a homenagem em Brasília, Suplicy concedeu uma entrevista exclusiva ao site do CAU/PR.

 

CAU/PR: Como foi receber esta homenagem do CAU/BR e dos CAU/UF?

 

Suplicy: Ter um retorno como este, vindo da nossa própria entidade nos engrandece muito. É gratificante receber o reconhecimento do CAU pelo trabalho que desenvolvemos à frente da FPAA. É importante frisar que foi uma atuação que envolveu vários colegas provenientes das cinco regiões das Américas. É uma satisfação ser homenageado por um Conselho em nossa terra, onde a gente vive, trabalha e onde a experiência profissional e institucional se iniciou.

 

O trabalho voluntário frente à FPAA, que surgiu durante o período de presidência do Departamento do Paraná e seguiu durante a Direção Nacional do IAB, ultrapassou fronteiras geográficas e políticas. Há muitas diferenças culturais nas Américas, mas a Arquitetura nos aproxima porque é uma matéria comum às pessoas. A gente trata deste tema de maneira similar em qualquer ponto do planeta. É importante que se realize o trabalho de conexão internacional entre os países do Continente Americano, é bom para o Brasil que tem o CAU no início de sua vida institucional.

 

CAU/PR: No seu agradecimento, o senhor elencou várias ações que marcaram a sua gestão. É possível citá-las?

 

Suplicy: A minha participação na FPAA começou com uma pequena colaboração na 1ª Conferência Internacional de Desenvolvimento Urbano em Cidades de Fronteira, realizada pelo IAB-MS, em Campo Grande, em 2004, e se ampliou com a realização em Foz do Iguaçu das 2ª e 3ª edições do evento em 2006 e 2009, respectivamente, pelo IAB-PR e Direção Nacional, quando o evento teve o reconhecimento do governo federal com um comunicado do então Presidente Lula e inclusão da matéria no Relato do Ministério de Integração Nacional.

 

Em nossa gestão da FPAA reformulamos a área de comunicação com um novo site, com o FPAA TV, a inclusão nas redes sociais e, por fim, o lançamento do quinto número da Revista Panamericana de Arquitetura, que após 20 anos voltou a ser editada com matérias culturais de relevância para o continente americano.

 

Outra ação desenvolvida foi a Carta de Recomendações para Situações de Desastre. São ocasiões em que os arquitetos não podem deixar de colaborar com as suas experiências. Os fenômenos violentos da natureza não escolhem região ou país. É fundamental que se contribua com ideias de recuperação de forma solidária.

 

O Congresso de Arquitetura e Sustentabilidade na Amazônia (ArqAmazônia), com duas edições realizadas – a primeira na cidade de Iquitos (Peru) e a segunda em Manaus – geraram recomendações significativas e o legado da Carta de Iquitos e da Carta de Manaus. A Amazônia tem papel fundamental na saúde do planeta, os arquitetos têm que colaborar com seu uso racional e preservação.

 

Também firmamos convênio de parceria com o Programa de Cidades do Pacto Global das Nações Unidas. Por meio dele criamos o Call to Action, com o qual estamos buscando a criação de projetos inovadores com o objetivo de gerar visibilidade mundial para os arquitetos e urbanistas. A FPAA é a única entidade de arquitetos parceira do Programa das Nações Unidas.

 

Inserimos a FPAA como membro consultivo para as Américas na plataforma Think Nature, criada pela União Europeia, que tem o objetivo de registrar ações de relevância baseadas em Nature Based Solutions (NBS).

 

Fizemos importantes aproximações institucionais com o Conselho Internacional de Arquitetos de Língua Portuguesa (CIALP), com a União Internacional de Arquitetos (UIA) e entidades de arquitetos da Ásia (Arcasia), da Europa (CAE) e da África (AUA).

 

CAU/PR: Qual foi a sua contribuição para a criação do CAU?

 

Suplicy: A criação do CAU era um desejo de mais de 50 anos dos arquitetos e urbanistas e, como dizia o mestre Oscar Niemeyer “a gente tem que sonhar, senão as coisas não acontecem”. Esse sonho nos levou a batalhar muito por um Conselho próprio. Foi uma coincidência essa homenagem acontecer justamente na Câmara dos Deputados, onde estive por várias vezes junto às comissões parlamentares em prol da criação do CAU. Constantemente recebemos alegações de inviabilidade, de inconstitucionalidade, mas eu entendia que o pessimismo não era nossa bandeira. Após trabalho constante e árduo, que foi capitaneado pelas cinco entidades que compunham o Colégio Brasileiro de Arquitetos, conseguimos ser convincentes: os parlamentares votaram favoráveis ao nosso projeto. Foram quatro anos seguidos de viagem a Brasília e, no final de 2010, a Sanção Presidencial determinou a criação do CAU.

 

Dedico esta homenagem a inúmeros colegas que me acompanharam nesse percurso institucional. Embora em momento póstumo, destaco especialmente para as memórias de Miguel Alves Pereira (Brasil) e de Gérman Suarez Betancourt (Colômbia), nossos assessores para assuntos internacionais no IAB e FPAA, respectivamente.

 

Fonte: CAU/PR

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