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CPUA conhece projeto de ATHIS na comunidade do Quilombo Mesquita, em Goiás

CAU acompanhou um dia de vivência na terra quilombola

 

Integrantes das Comissões de Política Urbana e Ambiental (CPUA) e de Exercício Profissional (CPP) participaram no dia 1º de abril de um dia de vivência no Quilombo Mesquita. A área, localizado a 50m km de Brasília na Cidade Ocidental, em Goiás,  abriga remanescentes quilombolas há mais de 270 anos. É uma dos territórios onde há Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social oferecida pela Universidade de Brasília (UNB) por meio do curso de Pós-Graduação Lato Sensu de Residência Multiprofissional CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade). O projeto conta com patrocínio do edital de ATHIS 2022 do CAU Brasil. Participaram da visita os conselheiros Ricardo Mascarello, Guivaldo D’Alexandria, Camila Leal, Rubens de Camillo e Eduardo Fajardo.

 

Segundo registros da Fundação Palmares, a origem do quilombo ocorreu quando três escravas herdaram terras do fazendeiro José Correia de Mesquita, . O primeiro registro da terra ocorreu em 1746. Em 2003, a comunidade entrou com o processo de reconhecimento do quilombo, conquista que chegou em 2006, quando a Fundação Cultural Palmares concluiu os estudos antropológicos para delimitar a região.

Conselheiros Rubens de Camillo, Ricardo Mascarello, Guivaldo D’Alexandria, Eduardo Fajardo e Camila Leal em frente à casa da família Pereira, precursora da comunidade quilombola

 

A legalização, entretanto, não afasta as constantes ameaças. A comunidade rural resiste às pressões política e imobiliária sobre o território e a ancestralidade é o fio condutor da luta pelo direito à terra.  As imagens de Vô Dito e da esposa figuram em um poster produzido por um dos netos. O ancestral dedicou a vida a enfrentar a burocracia e a pressão imobiliária para obter “os papéis” da casa da família Pereira, documentação fundamental para o processo de reconhecimento da terra quilombola. Hoje, ao mesmo tempo em que mantém a luta pela manutenção do território, a quinta geração se dedica a preservar a memória e os costumes tradicionais. “Vô Dito sempre soube que era uma batalha constante e por isso fez questão que as filhas e os netos estudassem pra gente ter informação e poder enfrentar o que viesse abalar nosso direito”, conta a moradora Célia Pereira Braga. Um dos moradores é Manoel Barbosa Neres, graduado em Filosofia e Mestre em Educação. A história da comunidade está registrada em seu livro Quilombo Mesquita – História, Cultura e Resistência. Ele também é um dos integrantes do projetos de extensão da UNB que desenvolve trabalhos no Território do Quilombo Mesquita, conduzido pela professora Liza Andrade.

 

Visitantes ouviram histórias dos moradores mais antigos da comunidade

 

O curso de Pós-Graduação Lato Sensu de Residência Multiprofissional CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade) se baseia na articulação de temáticas interdisciplinares: Habitat; Agroecologia; Saúde e Trabalho Associado (Economia Solidária, Formação e educação, Ocupação, Renda e Tecnociência solidária). A proposta une Pós-Graduação e Extensão em um caráter trans-multi-interdisciplinar com a visão de política pública universitária para oferecer capacitação a técnicos e agentes comunitários. A iniciativa pretende incentivar a criação de Microprojetos e Programas de Ação Local (MPAL) com possibilidades de arranjos a partir de trilhas temáticas de experiências das lideranças comunitárias e de movimentos sociais para implantar modelos próprios  de assessoria sociotécnica e tecnológica propostas por movimentos sociais e entidades civis.

 

Saiba mais sobre o projeto

 

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