Assistência Técnica

Debate sobre Assistência Técnica em evento amplia visão de arquitetos

A noite do III Seminário Estadual de Arquitetura e Urbanismo de Sergipe também aconteceu com êxito. O eixo temático Assistência Técnica “encheu os olhos” dos participantes, nesta quarta-feira, (10), no auditório do Quality Hotel, em Aracaju.

 

Como mediador das palestras, o arquiteto e conselheiro federal do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Sergipe (CAU/SE), Marcelo Maciel que disseminou a importância da discussão da Lei da Assistência Técnica para conhecimento da sociedade. “A lei 11.888/08 dispõe sobre a ajuda técnica na área de construção civil em moradia para famílias de baixa renda, mas ainda precisa ser implantada em vários estados brasileiros”, asseverou.

 

CAU/DF

 

O primeiro palestrante da noite do evento, o arquiteto e presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab), Gilson Paranhos foi mais incisivo. “Embora tenha sido sancionada em 2008, a lei 11.888/08 ainda não é realidade em boa parte do Brasil, porque ficou no papel por decisão política. Entendo que os arquitetos que estão assumindo responsabilidades políticas devem rapidamente implantar a lei em seus Estados”, reitera.

 

“A participação do CAU se dá na divulgação das diversas experiências de implantação lenta da Lei 11.888/08 em todo o Brasil. A exemplo da divulgação do objetivo da lei, no programa Fantástico, da Rede Globo. Esse trabalho tem uma enorme importância. O CAU começa a colocar o país em um patamar de seriedade com relação ao assunto”, argumenta Paranhos.

 

UFBA

 

No segundo momento, a doutora em arquitetura em urbanismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e professora do curso de Residência em Assistência Técnica, Ângela Gordilho, explicou sobre a prática de extensão.

 

“A residência é uma experiência nova que a UFBA traz como projeto pioneiro no país, similar à residência médica, uma especialização para formar profissionais que tenham vocação em trabalhar com as áreas de interesse social e projetos de extensão”, detalhou.

 

A arquiteta acrescenta que quando o curso foi criado na UFBA, com base na Lei da Assistência Técnica, foi pensado para ser ampliado em outras universidades do Brasil, de acordo com suas conjunturas.

 

“A possibilidade da residência se ampliar é fundamental e nós da UFBA nos colocamos à disposição para os interesses em cooperação de outras universidades. Com essa extensão, proporcionamos moradia e cidade de qualidade à população que tanto precisa”, assegurou Ângela Gordilho.

 

Academia

 

A graduanda em arquitetura, Larissa Ferreira, disse que o III Seminário Estadual de Arquitetura e Urbanismo de Sergipe tem grande valia para seu início de carreira. “Minha expectativa foi superada, debater temas tão em voga, ajudou a ampliar minha visão ética e social sobre arquitetura”, finalizou.

 

Publicado em 16/12/2015. Fonte: CAU/SE

 

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