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Debates virtuais sugerem alternativas para o futuro das cidades

Cidade virtual? Cidade real? Cidade em movimento? Como serão as cidades no pós-coronavírus? Qual legado o momento atual pode deixar para as cidades no futuro? Essas e outras perguntas são temas de discussões online envolvendo profissionais que pensam as cidades.

 

Apresentação de Danilo Igliori durante o webinar

 

No webinar Cidades virtuais: uma realidade? promovido pelo Laboratório de Cidades, uma parceria entre o Arq.Futuro e o Insper, no dia 18, com o economista Danilo Igliori e mediação do arquiteto e urbanista Thomas Alvim, foi vislumbrado um novo ciclo no pós-pandemia, onde as cidades finalmente vão começar a se ajustar através de novos processos construtivos.

 

“O mundo pós-pandemia é mais espraiado do que o pré-pandemia no curto prazo. Se eu olhar numa escala de cidade, posso dizer que é muito provável que nesse momento o tamanho ótimo das cidades, guardadas as características de cada uma delas, se reduziu”, avalia Danilo.

 

No pós-pandemia, o economista avalia que o planejamento urbano ficará muito a mercê de outros fatores e terá que ser mais reativo do que proativo nesse sentido. “Dependemos de fatores que vão muito além da nossa capacidade enquanto planejadores urbanos, mas também, dos avanços médicos. Se tenho um cenário mais perto do pessimista, em que os avanços médicos ocorrem, mas teremos que conviver com epidemias frequentes e duradouras, acredito que a cidade real de fato vai ser bastante impactada e é muito difícil imaginar o que será a nova cidade real. Ela não vai desaparecer; vai mudar”.

 

Num cenário otimista, Danilo Igliori acredita que poucas transformações aconteçam. Para ele, o novo cenário será intermediário e o importante será ter uma combinação entre cidades reais e virtuais, pois já existem ferramentas disponíveis para serem utilizadas de forma mais intensiva. “Talvez a melhor solução para a cidade, nessa terceira década do século 21, seja fazer uma combinação ótima entre a proximidade física e cibernética. Seja lá o que isso significa”, afirmou durante o webinar.

 

Também em 18 de maio, o CAU/PE iniciou o seminário virtual As Cidades em Movimento: um olhar pós Covid 19, que segue até 21 de maio, sempre às 17 horas.

 

 

Na primeira live, conduzida pelo arquiteto e urbanista e conselheiro do CAU/PE, Roberto Salomão do Amaral e Melo, o convidado foi o geógrafo e mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente, Arthur Albuquerque, que sugeriu a otimização do espaço urbano, das infraestruturas existentes e o entendimento de como elas funcionam para podermos fazer qualquer tipo de interferência no meio. “Precisamos pensar como evitar que a cidade se espalhe tanto e promova um avanço da necessária infraestrutura e se torne mais cara”.

 

Outra sugestão do geógrafo é atrair investimentos no pós-crise sem vender a cidade como empresa e sem esquecer o social. Pensar os espaços subutilizados na cidade, sem se restringir a um processo de “gentrificação”.

 

“É preciso potencializar e identificar os elementos urbanos que possam valorizar esse espaço e utilizar isso como ferramenta de sociabilização e igualdade de renda e de acesso à terra urbana. Para isso temos um arsenal de mecanismos no Estatuto da Cidade e que os arquitetos e urbanista têm um tato muito bom no uso desses instrumentos, que precisam ser fortalecidos. Não é inventar a “roda” é utilizar isso para que o pós-Covid ocorra de forma mais rápida e a gente minimize seus efeitos”, avalia Arthur.

 

Acesse outras resenhas de webinars e debates sobre CIDADE E HABITAÇÃO PÓS-PANDEMIA em: https://caubr.gov.br/lives-e-webinars-especial-o-futuro-das-cidades-e-habitacoes-pos-pandemia/

Uma resposta

  1. A cidade pós-pandemia talvez não tenha mudanças significativas, mas poderia ser um cidade que valorizasse mais os espaços públicos e substituísse as favelas por bairros de qualidade.

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