CAU NA MÍDIA

Democratização dos serviços de Arquitetura é tema de reportagem do Jornal Nacional

Um em cada cinco brasileiros mora em uma habitação precária, em que falta o mais básico. E é contra essa injustiça social que a Universidade Federal da Bahia e empreendedores têm atuado em Salvador.

Um imenso quebra-cabeça. Só que em vez de peças, casas. Uma bem pertinho da outra. Paisagem comum nas periferias brasileiras.

Vão se arrumando, se acomodando, puxa aqui e abre ali. Então, você não tem uma situação, vamos dizer, adequada para ter uma vida com qualidade está e a vida com qualidade o que é: estar no local que tem uma segurança de implantação que tem uma fundação adequada”, explica Neilton Dórea, do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia.

Segundo o IBGE, 5,13 milhões de moradias brasileiras estão nos chamados aglomerados subnormais como favelas e palafitas. A maioria dessas casas foi construída fora das normas.

Uma lei federal de 2008, prevê que as prefeituras assegurem às famílias de baixa renda e dê assistência gratuita para projetos e construção de moradia. Mas de acordo com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia, nem 10% das prefeituras brasileiras implantaram o serviço adequadamente.

Vanessa Avelar está feliz da vida na casa que passou por reforma na fundação, parte elétrica e hidráulica. Ela encontrou a ajuda que precisava perto de casa.

Se tem a possibilidade de ter e de otimizar, tanto bolso do cliente quanto tempo e recurso, seria bom se as pessoas entendessem que arquitetura é sim acessível para qualquer classe.”, diz a produtora cultural.

Vanessa usou os serviços de técnica em edificações Ingrid Nazaré, que criou uma empresa para dar assistência técnica a custos baixos para famílias que ganham até três salários mínimos.

Eu quero ajudar a mudar tudo, eu quero ajudar a transformar essa paisagem, tornar na verdade uma área muito mais linda porque eu sou apaixonada pelas vistas. Mas, ainda assim, além de bonito um lugar muito mais seguro”, diz Ingrid.

Um prédio bonito azul e branco é um dos mais de 70 projetos já realizados no subúrbio de Salvador. E ao mesmo tempo em que transforma a vida de dezenas de famílias, Ingrid está mudando a própria realidade. Na casa onde ela mora com o marido, o pai, a mãe e o irmão, a estrutura já foi reforçada, já está segura. Agora eles vão fazer a parte de acabamento para deixar mais bonita e confortável.

 

Democratizar serviços de arquitetura e engenharia também é a função de uma empresa júnior da Universidade Federal da Bahia. Os projetos são desenvolvidos por professores e alunos.

A gente tem a missão de estar disseminando uma arquitetura transformadora e eu sinto que são assim nas pequenas coisas, nas pequenas soluções que a gente dá, que a gente está transformando a vida das pessoas”, diz a estudante de arquitetura Sophia Ramos.

Em 13 anos o programa já fez mais de 400 projetos.

A gente sabe que está impactando não só as famílias que estão conseguindo e tendo acesso ao serviço de arquitetura, aos serviços de engenharia, mas que também esses estudantes que estão envolvidos neste projeto”, lembra Luciana Calixto, professora de arquitetura da UFBA.

Veja a reportagem. CLIQUE AQUI.

Fonte: Jornal Nacional
Publicado em 10 de agosto de 2022

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