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Deputada e arquiteta Denise Pessôa participa da plenária de março do CAU

Conselheiros e conselheiras federais receberam a parlamentar gaúcha para conhecer  as propostas de convergência com arquitetos e urbanistas

 

Denise Pessôa cumpre a primeira legislatura como deputada na Câmara Federal

 

No mês do dia Internacional das Mulheres, a plenária do CAU Brasil contou com a presença da deputada federal e arquiteta Denise Pessôa (PT/RS). A parlamentar eleita para o primeiro mandato na Câmara Federal participou da abertura da 134ª Plenária Ordinária, em 16 de março, para saudar os colegas e colocar o gabinete à disposição das pautas da arquitetura e urbanismo. 

 

“É uma alegria receber a deputada neste mês de celebração da luta das mulheres, em que lutamos por representatividade, para que as mulheres e também as arquitetas sejam ouvidas pela sociedade”, disse a presidente Nadia Somekh. A presidente lembrou as pautas expressas na Carta aos/às Candidatas e Candidatos nas Eleições de 2022. “Nós temos foco e a missão é proteger a sociedade da ‘não arquitetura’. Se existe 82% de edificações sem arquitetos e  urbanistas e 25 milhões de moradias precárias, a ATHIS é nossa pauta”, disse a presidente. 

 

Luciana Pessôa já recebeu o CAU Brasil em seu gabinete logo no início do ano legislativo e é autora da proposição de sessão solene por ocasião do Dia do Arquiteto e Urbanista em dezembro. A deputada se apresentou aos conselheiros e falou sobre sua trajetória política desde a militância estudantil até a Câmara dos Deputados. Ela foi líder estudantil pela FENEA e também atuou no movimento comunitário. Ao longo de quatro mandatos na Câmara Municipal de Caxias do Sul (RS), defendeu pautas ambientais, de moradia e patrimônio, entre outros temas ligados à arquitetura e urbanismo. Saiba mais nesta entrevista concedida ao CAU

 

Conselheiros e conselheiras do CAU Brasil posam para registro da visita da deputada durante a 134ª Plenária

 

Em seu primeiro mandato na Câmara Federal, a deputada vai integrar a Comissão de Desenvolvimento Urbano e é suplente nas comissões de Viação e Transportes e de Administração e Serviço Público. Pretende, ainda, pleitear vaga na Comissão de Cultura. Segundo ela, sua presença na casa legislativa pretende dar sequência ao trabalho desenvolvido por Clovis Ilgenfritz, arquiteto e ex-deputado pioneiro da arquitetura social. “Temos que retomar o espaço de pensar a cidade como propôs Clóvis. Ele deu grandes passos e precisamos avançar. Nosso mandato está à disposição para pensar essas pautas e também alternativas para democratizar as cidades e reduzir as desigualdades no nosso país”, disse. Saiba mais sobre a trajetória do ex-deputado

 

“Não é possível que a gente tenha um país com tantos arquitetos e urbanistas e, ao mesmo tempo, tantas cidades precisando de melhorias. Temos que fazer este elo e propor soluções para os problemas que decorrem da falta de atendimento das políticas nas cidades”, declarou. Denise Pessôa também estimulou a participação do CAU e dos arquitetos na formulação de respostas para os problemas urbanos. “Nas cidades, a gente ‘encosta’ nos problemas, mas não dá pra uniformizar a forma de habitar. Precisamos olhar para as regiões e precisamos fazer isso juntos. Nosso mandato está à disposição, estou aqui para ouvir e aprender”, disse, 

 

GÊNERO E RAÇA NA PAUTA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS

 

Os projetos e propostas de políticas públicas do mandato de Denise Pessôa procuram apontar sistematicamente o recorte de gênero e raça, segundo a deputada gaúcha. “A dupla jornada das mulheres também se reproduz nos espaços políticos porque somos poucas. Vivemos num país em que as mulheres sofrem violência, ganham menos e precisamos ter esse olhar para mudar as cidades”, afirmou a parlamentar.

 

A conselheira Camila Leal Costa (PB), coordenadora da Comissão Temporária de Políticas Afirmativas (CTPAF), destacou a importância da visita da parlamentar no mês de luta das mulheres por equidade. “Em nome da Comissão, fico muito feliz em saber que estes temas (recortes de gênero e raça) perpassam as suas discussões. Isso é muito importante para nós, mulheres, por que é comum sermos colocadas neste lugar de não entender ou não gostar de política. Estamos à disposição para construir essa pauta”, afirmou. 

 

O tema da participação feminina na política também será pauta de um café com a bancada feminina da Câmara no dia 30 de março. O CAU Brasil foi convidado para o encontro.

 

Também usaram a palavra para saudar a deputada e a oportunidade de interlocução a presidente do IAB e coordenadora do CEAU, Maria Elisa Batista; o conselheiro federal pelo Rio Grande do Sul, Ednezer Flores, a coordenadora da Comissão Eleitoral Nacional (CEN), Cristina Evelize; o segundo vice-presidente e coordenador das comissões de Organização e Administração (COA) e de Política Profissional (CPP), Nilton Lima (GO); o coordenador da Comissão Especial de Relações Institucionais, Jeferson Navolar; a coordenadora da Comissão de Exercício Profissional (CEP), Patrícia Luz Macedo (RN), o coordenador da Comissão de Políticas Urbanas e Ambientais (CPUA), Ricardo Mascarello (SE), e o coordenador da Comissão de Ensino e Formação (CEF), Valter Caldana (Instituições de Ensino Superior – IES).

 

AGENDA DOS ARQUITETOS NA CÂMARA

 

Presidente Nadia Somekh falou sobre a agenda do CAU Brasil no congresso

 

Antes da despedida da deputada na plenária, a presidente Nadia Somekh falou das propostas concretas defendidas pelo CAU para contornar questões que envolvem moradia e saúde da população, como a criação de escritórios de arquitetura junto à estrutura do SUS e a adoção nacional do programa Nenhuma Casa sem Banheiro. Mencionou também a importância do apoio ao projeto do Microempreendedor Profissional (MEP), apontando a convergência da proposta com a Reforma Tributária. “O presidente Lula está analisando a reforma tributária. Os arquitetos muitas vezes deixam de pagar impostos pela informalidade. Queremos regularizar a situação garantindo que não sejam precarizados”, disse.

 

Nadia também listou as próximas agendas previstas no calendário do CAU para defender as pautas dos arquitetos e da arquitetura brasileira. Além do café com a bancada feminina no próximo dia 30, o Conselho prepara sua participação na Marcha dos Prefeitos, na última semana de março.

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Uma resposta

  1. É alarmante a precariedade de inúmeros conjuntos habitacionais nas periferias de nossas cidades. Na condição de arquiteto e urbanista e por muitos anos supervisionando empreendimentos populares no RS, trago aqui uma singela contribuição que poderá reduzir significativamente esta triste realidade.
    Não podemos em hipótese alguma dissociarmos Teto (Moradia) e Trabalho sem os quais as pessoas perdem suas referências e valores, embarcando em atividades informais, muitas vezes transformando-se em ilicitudes como única saída para a sua sobrevivência.
    Para assegurarmos uma vida digna a todos os cidadãos, é imperioso que a aprovação destes empreendimentos assegure a garantia de trabalho estável a todos os candidatos inscritos e não apenas uma declaração de renda, muitas vezes precária e até mesmo forjadas.
    Com a obrigatória associação dos Tês (Teto e Trabalho), estaremos certamente construindo um mundo justo e próspero, reduzindo as diferenças e promovendo efetivamente a inclusão social.

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