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Dia Mundial do Meio Ambiente: as contribuições dos arquitetos e urbanistas

O Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, foi estabelecido na primeira Conferência Mundial sobre o Homem e o Meio Ambiente realizada em 1972, em Estocolmo, na Suécia. A partir desta data as questões ambientais em todo o mundo passaram a ser norteadas por princípios que preveem a conciliação entre o desenvolvimento socioeconômico, os impactos do homem na natureza e a preservação dos recursos naturais.

 

O Código de Ética e Disciplina do Conselho de Arquitetura e Urbanismo especifica entre os princípios a serem seguidos pelos profissionais que “o arquiteto e urbanista deve defender o interesse público e respeitar o teor das leis que regem o exercício profissional, considerando as consequências de suas atividades segundo os princípios de sustentabilidade socioambiental e contribuindo para a boa qualidade das cidades, das edificações e sua inserção harmoniosa na circunvizinhança, e do ordenamento territorial, em respeito às paisagens naturais, rurais e urbanas”.  Em decorrência, sob o ponto de vista prático, o Código especifica ainda, entre outras regras, que “o arquiteto e urbanista deve considerar o impacto social e ambiental de suas atividades profissionais na execução de obras sob sua responsabilidade.  Clique aqui para acessar a íntegra do Código. 

 

Os esforços em defesa da conscientização ambiental têm crescido na atuação cotidiana profissional de arquitetos e urbanistas, que possuem entre suas atribuições profissionais:

 

• Estudo de Viabilidade Ambiental (EVA);
• Estudo de Impacto Ambiental (EIA);
• Certificação ambiental;
• Plano de Monitoramento Ambiental; 
• Plano de Controle Ambiental (PCA); 
• Elaboração de Sistema de Informações Geográficas (SIG), entre outros.

 

Confira aqui as atribuições de arquitetos e urbanistas

 

O papel dos arquitetos e urbanistas na sustentabilidade e na agenda ambiental para reestruturar as cidades no pós-pandemia foram temas da segunda “live” do ciclo Novas Cidades 2021, realizada em 2020 e promovido pelo CAU/BR e mais entidades da Arquitetura e Urbanismo: ABAP; ABEA; AsBEA; FNA; IAB e FeNEA. Clique aqui para saber mais. 

 

Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), em Cuiabá (MT), projeto do arquiteto e urbanista José Afonso Portocarrero

 

Em 2018, o projeto do Centro Sebrae de Sustentabilidade (CSS), em Cuiabá (MT), do arquiteto e urbanista José Afonso Botura Portocarrero venceu o prêmio BREEAM Awards – concedido pela mais antiga empresa certificadora de construções sustentáveis no mundo, sediada em Londres. O CSS foi considerado o melhor edifício sustentável das Américas e também venceu na categoria voto popular. O arquiteto é atualmente conselheiro federal do CAU Brasil pelo Mato Grosso. 

 

Com base nas casas indígenas, referências em bioclimática, o CSS se destaca pelo conforto térmico e utilização máxima da iluminação natural. Sua cobertura em duas cascas, possibilita o resfriamento interno do prédio e a captação de água da chuva, filtrada e armazenada para uso na irrigação do jardim e lavagem de pisos. Clique aqui para acessar vídeo sobre o projeto, inclusive entrevista com seu autor. 

 

Vencedor do Prêmio Internacional RIBA  (Royal Institute of British Architects) 2018 como melhor obra do mundo, o projeto arquitetônico ‘Aldeia das Crianças’, uma escola rural localizada na fazenda Canuanã, em Formoso do Araguaia, no Tocantins,  do escritório Aleph Zero, em parceria com o estúdio Rosenbaum, é outro exemplo de obra sustentável com referência indígena. O calor na região pode chegar aos 40°C , mas o vento circula livremente e refresca os dormitórios da escola, em razão das construções (que lembram uma oca) possuírem grandes pátios com redes, flores e plantas.  A madeira usada é de reflorestamento, e os tijolos ecológicos foram feitos da terra da própria fazenda.  Clique aqui para conhecer mais detalhes do projeto. 

 

Moradias Estudantis, Formoso do Araguaia (TO) Projeto de Aleph Zero + Rosenbaum. Foto Leonardo Finotti/Divulgação

 

Também em 2018, o Brasil ficou em 4º lugar no ranking anual dos dez países e regiões fora dos EUA com maior área certificada LEED, com mais de 530 projetos certificados por este sistema, totalizando mais de 16,74 milhões de metros quadrados brutos de espaço certificado. A lista reconhece os mercados que estão usando o LEED para criar espaços mais saudáveis para as pessoas, além de usar menos energia e água, reduzir as emissões de carbono e economizar recursos financeiros para famílias e empresas.

 

Em outras frentes é crescente o envolvimento de arquitetos e urbanistas em projetos sustentáveis e que respeitam os recursos naturais, bem como com a promoção do planejamento adequado, o que possibilita a recuperação do ambiente danificado pela urbanização predatória. Um exemplo é o Mangal das Garças, em Belém, que passou de uma área alagada e desimportante a um dos locais mais visitados de Belém do Pará. Sua construção envolveu um tratamento paisagístico que trouxe as águas do rio para dentro do parque e respeitou a vegetação nativa predominante na área, complementada por outras espécies da flora amazônica. O que antes era uma área degradada hoje é motivo de bem-estar e alegria para moradores e visitantes da cidade. O projeto foi feto pelo arquiteto e urbanista Paulo Chaves e equipe, contando com projeto paisagístico de Rosa Kliass.  Clique aqui para acessar vídeo sobre o projeto, inclusive entrevista com a arquiteta. 

 

Mangal das Garças, projeto de Paulo Chaves e Rosa Kliass

 

As obras dos falecidos arquitetos e urbanistas Severiano Mário Porto e João Filgueiras Lima (Lelé) são outras que possuem marcantes  preocupação com preservação do meio ambiente e a sustentabilidade. 

 

Aliado ao importante trabalho desempenhado pelos arquitetos e urbanistas, o CAU Brasil está atento aos crimes ambientais sempre denunciando seus prejuízos ao ecossistema e à vida na Terra.

 

O Dia Nacional da Reciclagem igualmente é comemorado em 5 de junho. O objetivo desta data é conscientizar as pessoas sobre a importância de coletar, separar e destinar os materiais recicláveis, como embalagens plásticas, cartões, peças eletrônicas, etc.

 

O meio ambiente sustentável, com equidade de gênero, justo e inclusivo depende de todos e precisa ser defendido sistematicamente. E isso só será possível se houver uma efetiva conservação e proteção de todos os ecossistemas, tarefa de cada um de nós na casa, na cidade e no território.

 

Veja também esta publicação da União Internacional dos Arquitetos (UIA):

Architecture  Guide for the 17 UN Sustainable Development Goals

 

 

 

 

 

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