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Egressa de Arquitetura e Urbanismo desenvolve sistema habitacional para desabrigados

 

A egressa do curso de Arquitetura e Urbanismo da Ufam, Marília Gomes de Sá Ribeiro, desenvolveu um modelo de abrigo emergencial para vítimas de desastres naturais. O projeto foi o primeiro do Amazonas a receber menção honrosa no concurso nacional Ópera Prima, destinado à seleção de trabalhos finais de graduação em Arquitetura e Urbanismo.

 

A arquiteta recém-formada competiu na categoria ‘Região 5’, composta pelos estados Acre, Amapá, Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

 

Orientado pelo professor Roger Pamponet, o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) consiste na criação de um sistema habitacional efêmero para o atendimento temporário aos desabrigados em decorrência de desastres naturais, como enchentes e deslizamentos de terra. Idealiza-se um equipamento modular desmontável, cuja tipologia avarandada é aplicável tanto às unidades residenciais quanto aos usos complementares, como os comunitários e de lazer. São construções que elevam a residência em relação ao solo e se adaptam a diversas topografias, constituídas por peças estruturais de madeira laminada colada, intertravadas por elementos metálicos.

 

Alternativa de suporte social

A implantação possui capacidade para 30 famílias compostas por até quatro habitantes por domicílio, sendo quatro o número ideal de pessoas necessárias para realizar a montagem e desmontagem de um módulo habitacional (em cerca de 8h), que possui 20.70m² em área útil. Já os módulos comunitários, utilizados para atividades de apoio social, totalizam uma área útil de 83.20m².

 

De acordo com as colocações de Marília Ribeiro, a relevância social da iniciativa é evidenciada pelo fato de acontecerem diversos desmoronamentos todos os anos e o problema, identificado em escala mundial, não é solucionado de forma satisfatória pelo Estado. Nestes casos, a Defesa Civil tem por obrigação o fornecimento de abrigos temporários às vítimas, porém os locais selecionados costumam ser escolas próximas ao local do desastre e as atividades acabam por ser interrompidas.

 

“Muitas pessoas ficam hospedadas em casas de parentes, igrejas, escolas, ou mesmo em áreas impróprias para construir edificações, o que resulta em falta de segurança, ausência de individualidade e, em alguns casos, em proliferação de doenças”, constatou Marília.

Fonte: UFAM

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