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Encontro de arquitetos e urbanistas reflete sobre novas frentes e formas de trabalho

“O Brasil passa por uma crise econômica muito profunda e que tem afastado os arquitetos do seu trabalho. É o momento da gente se expandir para campos de trabalho ainda inexplorados”. Essa reflexão foi feita na abertura do Encontro Estadual de Arquitetos e Urbanistas 2018 em setembro, no dia 25/09, pelo presidente do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (SASP), Maurílio Chiaretti, durante o evento que reuniu CAU/SP, IABsp, AsBEA e FENEA entre outras entidades representativas da Arquitetura e Urbanismo no país.

 

Segundo Chiaretti, a crise econômica destruiu muitos empregos e tornou precários os existentes; os profissionais se acostumaram a trabalhar com um segmento muito restrito da população. “A gente tem todo um país ainda por construir”, pontuou. Durante o debate, os participantes lembraram a pesquisa do instituto Datafolha de 2015, encomendada pelo CAU/BR que apontou que mais de 80% da população que já construíram ou reformaram não utilizaram os serviços de um arquiteto ou engenheiro, a maior parte por questões financeiras.

 

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O presidente do CAU/SP, José Roberto Geraldine Junior, destacou que o Conselho tem investido em iniciativas para geração de emprego e renda. Está em tratativas com o Sebrae-SP para ampliar a escala da capacitação oferecida no segmento do empreendedorismo; a recém-formada Comissão de Desenvolvimento Profissional trabalha num projeto também nesta área, que poderá ser reproduzido em outros Estados.

 

E, recentemente, o CAU/SP articulou com o BNDES a inclusão dos serviços de Arquitetura na linha de financiamento oferecida pelo produto “Cartão BNDES”, que agiliza a concessão de crédito para pequenas empresas.

 

Desbravando mercados


O CAU/SP também se esforça para viabilizar seu projeto de fomento à exportação de serviços de Arquitetura e Urbanismo, em uma parceria com o CAU/BR e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

 

“São ações que nunca foram feitas, nunca foram realizadas, para exportação de serviços de Arquitetura e Urbanismo”, destacou, lembrando que 60% das vendas externas brasileiras de Arquitetura e Urbanismo partem do Estado de São Paulo. Alguns grandes escritórios do setor que já investiram na prestação de serviços para o exterior têm trabalhado em ciclos de 16 e até 24 horas para atender a demanda, comentou ainda Geraldine.

 

 

Para o presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), Edison Borges Lopes, “o mercado de trabalho interno gigante” fez com que muitos escritórios não se importassem com a conquista de clientes além do território nacional.

 

“Nós estamos cercados de países de língua espanhola, e quase ninguém tem um site em espanhol, o que é algo elementar para que pessoas de outros países possam ter informação a seu respeito”, comentou. Para Edison Lopes, no entanto, esse “mercado gigante” permitiu uma diversificação muita ampla de profissionais especializados, o que pode ser uma vantagem para a exportação de serviços.

 

Planejar e agir em conjunto


As entidades de Arquitetura e Urbanismo precisam unir esforços e recursos, planejando em conjunto e estabelecendo metas, para aprimorar a assistência prestada aos arquitetos e urbanistas, indicou o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – São Paulo, Fernando Túlio Rocha Franco.

Segundo Túlio, é necessário pactuar um plano de desenvolvimento profissional e botar esse plano em execução. “É claro, várias iniciativas já estão acontecendo, mas falta para nós uma visão estratégica, falta estabelecer medidas prioritárias –de médio e longo prazo”, concluiu.

 

Mudança de postura


Até o dia 29, o Encontro Estadual de Arquitetos e Urbanistas vai reunir especialistas convidados para debater as possibilidades para arquitetos e urbanistas nas áreas de agricultura urbana, assistência técnica em habitação social, entre outros.

 

(Fonte: CAU/SP)

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Uma resposta

  1. A CAIXA deveria financiar aqueles que desejam fazer suas reformas com projetos aprovados por profissionais de arquitetura. O CAU faria um cadastramento automático dos profissionais em dia com suas obrigações com o CAU.
    DENÚNCIA GRAVE:
    As Prefeituras estão abusando do ato MAIS VALIA para oprimir proprietários que fizeram acréscimos por não haver a assistência técnica de profissionais para orientá-los. O CAU deveria estar denunciando as Prefeituras com ações mais contundentes. As Prefeituras modificam propositadamente as posturas edilícias e depois convida o contribuinte a legalizar algo com mais de 15 anos pela Lei Vigente do Código de Obras, obrigando o cidadão a pagar custas extrapolantes de Mais Valia e logo após IPTU. Isso é crime e o CAU deveria denunciar e agir com ações efetivas junto aos vereadores e também com deputados que legislam no Ministério das Cidades. Nossa profissão fica mal vista pelo cidadão, pois estamos passivos diante de uma espécie de crime urbanístico.

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