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Entrevista com Haroldo Pinheiro, Presidente do CAU/BR

O Presidente do CAU/BR, o Arquiteto e Urbanista Haroldo Pinheiro, apresentou alguns pontos sobre o tema Patrimônio e Risco, que será debatido no Dia do Arquiteto 2015.

 

 

Quais as ações que o CAU/BR tem em mente na relação da preservação do patrimônio histórico?

 

 O Conselho tem entre as suas obrigações defender a profissão da arquitetura e do urbanismo e defender a sociedade. Essa ação de defender a profissão nos exige preservar os bons exemplos de arquitetura, que contam a nossa história e que construíram a nossa cultura. Tanto o patrimônio histórico e cultural quanto o moderno do final da primeira metade do século passado e o contemporâneo. Uma vez em conversa com o Gilberto Gil, quando ele ainda era ministro, comentei sobre a importância da preservação do que estamos construindo hoje que contará a história do nosso tempo. No que toca a preservação do patrimônio riquíssimo que está aqui na Bahia está necessitando da atenção devida.

 

Eu sei que tanto o Conselho de Arquitetura, quando o Instituto dos Arquitetos da Bahia e outras organizações que representam segmentos da sociedade estão lutando para despertar essa consciência na administração pública a respeito destes patrimônios que estão em risco. Nossa obrigação como Conselho é nos associar a essas lideranças da sociedade para defender e oferecermos alternativas para preservação deste patrimônio e para que não percamos mais peças de qualidade como já perdemos.

 

Qual tem sido a maior dificuldade enfrentada na preservação do patrimônio que está em risco?
Infelizmente nós tivemos gestores públicos muito despreparados, principalmente os municipais, muitas vezes pela falta de uma equipe com conhecimento técnico das diversas áreas de conhecimento que compõe a cidade. Tem acontecido, infelizmente, um despreparo muito grande dos gestores públicos municipais no trato dos espaços públicos, históricos ou não.

 

Publicado em 15/12/2015. Fonte: CAU/BA.

 

 

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Uma resposta

  1. .
    ” Infelizmente nós tivemos gestores públicos muito despreparados, principalmente os municipais, muitas vezes pela falta de uma equipe com conhecimento técnico das diversas áreas de conhecimento que compõe a cidade. Tem acontecido, infelizmente, um despreparo muito grande dos gestores públicos municipais no trato dos espaços públicos, históricos ou não.”
    .
    Essa observação ( diga-se de passagem muito pertinente ), resume o que ocorreu na Capital Paulista.
    .
    A implantação “goela abaixo” de uma ciclovia na Avenida Paulista ( ÁREA ENVOLTÓRIA DE VÁRIOS PRÉDIOS TOMBADOS ), por incrível que pareça, teve a aprovação do CONDEPHAAT, que deveria ser justamente, o primeiro Órgão a defender / proteger o Patrimônio Público.

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