CATEGORIA

Escola projetada por brasileiros é inaugurada em Guiné-Bissau

O Centro Educacional Amizade São Paulo, cujo projeto arquitetônico foi escolhido em concurso público organizado e totalmente custeado pelo IAB-DF, em 2010, oferece hoje educação integrada a quase 200 crianças. Inaugurado no dia 20 de novembro do ano passado, em Guiné-Bissau, na África, o centro foi viabilizado através de parcerias entre a Embaixada do Brasil em Guiné-Bissau, o Ministério da Educação Nacional e a Associação Amizade do Bairro São Paulo, com o apoio do IAB-DF, Fundação Gol de Letra, Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Escritório da UNESCO no Brasil e Instituto Elos.

 

Centro Educacional Amizade São Paulo, em Guiné-Bissau. Fonte: Divulgação ABC

A cerimônia de inauguração do centro educacional contou com a presença da ministra da Educação Nacional, Maria Odete Costa Semedo, e do representante do governo brasileiro, o embaixador Fernando José Marroni de Abreu.

 

O projeto, de autoria compartilhada entre Bruno Giugliani, Cintia Gusson Etges e Karen Bammann, conta com três salas de aula, uma sala multiuso, dois campos poliesportivos, cantina, três oficinas para práticas recreativas e culturais e um poço de água equipado com painel solar. A proposta dos arquitetos era que o espaço se tornasse um lugar ativo para o desenvolvimento das pessoas, além de estabelecer um novo ponto de encontro para a comunidade local que oferecesse segurança e aconchego.

 

“Um dos objetivos do projeto era que o centro educacional servisse para instruir os moradores da comunidade Bairro São Paulo sobre as novas técnicas construtivas e também para que pudessem reproduzir o que aprenderam em suas próprias casas. Eles aprenderam, por exemplo, técnicas de criação de adobes, de sistema de coleta de água de chuva e de poção de tratamento de esgoto”, afirmou Bruno Giugliani.

 

Para erguer o Centro Educacional Amizade São Paulo, foi feito um grande mutirão comunitário, que contou com a participação de jovens formados na área de construção civil, bioconstrução e empreendedorismo social. Giugliani explicou que o projeto teve como preocupação privilegiar métodos construtivos amplamente difundidos na comunidade e a utilização de materiais locais de baixo custo.

 

Após a divulgação do resultado do Concurso Público Nacional de Arquitetura – Uma Escola para Guiné-Bissau, no dia 29 de outubro de 2010, Bruno Giugliani e parte da equipe que desenvolveu o projeto foram ao país africano para fazer uma visita de reconhecimento do local. O grupo fez ainda outras três visitas para acompanhamento da obra. Por causa do golpe de estado em 2012, a construção foi paralisada. Os trabalhos só foram retomados após a normalização da situação política do país.

 

Concurso uma escola para Guiné-Bissau

Em 2010, o IAB-DF, na gestão de Paulo Henrique Paranhos, realizou seu primeiro concurso totalmente em meio eletrônico, cujo tema era a construção de uma escola em Guiné-Bissau. O concurso, coordenado pelos arquitetos Fabiano Sobreira e Thiago de Andrade, teve 83 projetos entregues, todos analisados e julgados por uma comissão composta por arquitetos do Brasil, da Colômbia e do Paraguai.

 

O arquiteto, ex-presidente do IAB-BA e atual secretário executivo da Federação Pan-Americana de Associações de Arquitetos (FPAA), Nivaldo Andrade, que participou da competição, parabenizou a notícia de que o Centro Educacional Amizade São Paulo foi inaugurado: “Participei do concurso. Mesmo sem levar nenhum prêmio, gostei muito da experiência.”

 

 

Publicado em 14/05/2015. Fonte: CAU/RN

MAIS SOBRE: CATEGORIA

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

NOTÍCIAS EM DESTAQUE

CATEGORIA

Conferência das Cidades: espaço para discutir a implementação da política urbana para todo o país 

ATENDIMENTO E SERVIÇOS

Central de Atendimento do CAU/BR não funcionará na Sexta-feira Santa

ACERVOS

Seminário TOPOS:  CAU/BR e FAU/UnB promovem debate sobre a importância de acervos e arquivos de urbanismo no país 

#MulherEspecialCAU

“Arquiteta, na solidão da sua profissão, seu nome pede valorização!”, defende Tainã Dorea

Pular para o conteúdo