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21CBA: espaços públicos e o desenho urbano democrático

O debate proposto pelo 21o Congresso Brasileiro de Arquitetos analisa o espaço, em suas diferentes escalas e perspectivas, em conformidade com um pensamento democrático – premissa fundamental da sociedade contemporânea.

 

Foto: Marcos Pereira

 

A promoção de espaços públicos de qualidade através do desenho urbano democrático foi abordada de forma prática por Emerson Vidigal, representante do Estúdio 41 de Curitiba, um dos escritórios de arquitetura mais premiados do Brasil em concursos públicos. Participaram também Gilson Paranhos e  Thiago Andrade. A mediação ficou a cargo de Ivan Mizoguchi.

 

“Viver o espetáculo urbano, a vida na cidade, ajuda o arquiteto quando vai planejar. Aprendemos com os erros e acertos e temos mantido um olhar bastante curioso para o mundo. Acredito que uma intensa discussão com as comunidades locais também é essencial para planejar. Nem sempre essa participação é igualitária, é verdadeiramente democrática, mas insistimos sempre que ela seja o mais efetiva”, enumera Vidigal. A receita vem dando certo. O Estúdio 41 tem se dedicado à elaboração de projetos para concursos de arquitetura como uma oportunidade de amadurecer questões relativas ao campo da arquitetura e do urbanismo. O foco tem sido nas formas possíveis de colaborar com o debate sobre as cidades e o uso democrático dos espaços.

 

Dois projetos do escritório chamam atenção. Primeiro, a Unidade Básica de Saúde de Gurugi, em Conde, na região metropolitana de João Pessoa e uma área quilombola. O desenho apresentado para a UBS se destaca por apresentar três volumes longitudinais à rua, construções térreas, unidas por uma cobertura transversal, que une os volumes e organiza o acesso à construção. Uma parte abriga os programas relacionados à comunidade como praça pública, área de reunião e atividades educativas e a horta comunitária – exemplificando em um projeto o que Vidigal explicava anteriormente na teoria.

 

O projeto seguinte é um Masterplan para a Orla do Paranoá, em Brasília. O plano piloto, reconhecido como patrimônio da humanidade pela UNESCO desde 1987, pretendia criar uma cidade viva. No entanto, com o crescimento das áreas residenciais no Lago Sul e no Lago Norte e a implantação dos clubes e áreas de comércio e serviços, a margem do lago não conseguiu realizar de forma consistente a desejada escala humana de uso do espaço público. “Surgiram descontinuidades, rupturas, compartimentações e o percurso fruitivo de orla foi sendo interrompido ao longo dos anos. Ou seja, as áreas bucólicas aos poucos não se estruturaram de maneira que permitissem o deleite, o descanso e o devaneio como previa o plano original”, explica Vidigal. A proposta do Estúdio 41 trabalha justamente para retomar os espaços públicos e oferecer aos cidadãos em geral a possibilidade de usufruir da paisagem.

 

Saiba mais sobre a presença do CAU/BR no o 21o. Congresso Brasileiro de Arquitetos

 

Fonte: CBA

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