Perkins&Will e Raf Arquitetura: Centro de pesquisa e Inovação da L’oréal

Perkins&Will e RAF ARQUITETURA: Centro de pesquisa e Inovação da L’oréal (2008 / 2017)

Rio de Janeiro, RJ
Fotos: Leonardo Finotti

O terreno do novo núcleo de estudos da empresa francesa de beleza tem algo a dizer sobre a história do Rio de Janeiro. No passado, uniram-se duas ilhas, a do Fundão e a do Bom Jesus, originando o pedaço de terra onde viria a se instalar a Vila Militar do Fundão. O governo estadual, contudo, criou em 2012 o que se chamou de Polo Verde da Ilha do Bom Jesus, um parque tecnológico destinado a sediar empresas de tecnologia comprometidas com a questão da sustentabilidade ambiental.

L’Oréal e General Eletric, vizinhas em Bom Jesus, são instituições que aderiram ao programa. Na L’Oréal, o laboratório de pesquisas é o coração do programa, em torno do qual gravita uma serie de atividades de planejamento, administrativas e de produção industrial em escala experimental. Um misto de laboratório, escritório e espaço de beleza, portanto, é como se poderia definir o projeto.

A dupla Perkins + Will e  RAF Arquitetura venceu concurso fechado de ideias que a empresa promoveu em 2008 – Flávio Kelner, da RAF, relata que a essência da arquitetura se mantém desde então. Para atender o requisito s arquitetos desenharam um edifício longilíneo, de lajes contínuas, cuja fachada oeste, voltada para a baía de Guanabara, é totalmente envidraçada. A sua inclinação serve para se obter o sombreamento passivo.

A geometria do terreno e o seu perfil em aclive foram absorvidos pelo partido arquitetônico, tanto no que diz respeito à curvatura que o edifício faz no seu terço final quanto à distribuição dos usos em níveis sequenciais. A base de concreto abriga o estacionamento coberto do térreo que, embora voltado para a baía, é pouco visível por causa do assentamento do edifício na topografia. Já os dois andares superiores, de estrutura metálica, acomodam o programa principal, sendo o primeiro pavimento ocupado pelo laboratório – envidraçado, de modo a evidenciar a movimentação dos pesquisadores -, por escritórios e restaurante, e o segundo, por outra área corporativa, ladeada pelo núcleo de interação com o público. Parte do piso do segundo andar toca na fachada envidraçada e parte não, dando origem a zonas com pé-direito total que fazem com que o edifício pareça menos comprido do que de fato é. Em certos pontos, então, salas abertas de reunião parecem flutuar nesses grandes vazios.

Área Construída: 16.235 m2

Arquitetura: Perkins + Will Miami (autor); RAF Arquitetura (coautor)

Texto resumido a partir de matéria publicada na revista PROJETO 442, Março/Abril de 2018

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