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Em carta ao MEC, IAB critica ensino a distância de Arquitetura e Urbanismo

O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) criticou a autorização de cursos de graduação de Arquitetura e Urbanismo a distância. A entidade enviou carta,em 30/01/17, ao ministro da Educação, Mendonça Filho, solicitando revisão da decisão, em prol da cultura brasileira e na defesa da sociedade.
 
Para o IAB, o ensino a distância do curso de Arquitetura e Urbanismo é incompatível com a formação profissional deseja para o arquiteto. Ademais, coloca em perigo a vida de futuros usuários de obras produzidas por profissionais sem a necessária qualidade na formação. “Tal decisão implica risco a sociedade, demonstrando o necessário rigor ao tratamento do assunto”, destaca trecho da carta.

 

No documento, o Instituto caracteriza a educação a distância como importante instrumento de difusão de conhecimento, mas afirma também que o modelo não reúne todos os atributos indispensáveis à formação profissional do arquiteto e urbanista. “Tal formação tem o Projeto como estrutura pedagógica, uma vez que o Projeto é a atividade matriz dos conteúdos indispensáveis à profissão. E o Projeto, como reconhecido internacionalmente, é simultaneamente pesquisa e proposição, fruto de uma elaboração complexa, autoral, assequencial, fundada na reflexão e na interpretação de informações múltiplas e diversificadas”, diz a carta.

 

A Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA) é também contra ao ensino a distância para graduação em Arquitetura e Urbanismo.  Em 26/01/17, a Associação divulgou carta aberta sobre o tema.
 
“Em Arquitetura e Urbanismo, o espaço físico adequado é parte do processo de ensino e favorece o aprendizado. Se dar sentido a espaços (físicos e reais) é o dever de ofício, como fazê-lo na virtualidade? Como aceitar que a relação professor/aluno presencial não seja importante, que a virtualidade basta? Qual seria, então, o sentido da construção física, real e material dos espaços?”, questiona a ABEA.

 

Fonte: IAB

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5 respostas

  1. Formei em arquitetura numa renomada universidade federal. Professores faltaram 50% do curso, quando aparecem estão atrasados 1, 2 horas, ficam enchendo linguiça falando de politica e de bobagens do dia a dia. Dificilmente a ementa (quando existe) é cumprida… O aluno EAD tem toda a ementa em vídeos organizados por assuntos, pode voltar quantas vezes quiser para revisar a explicação, tira dúvidas e recebe orientação por e-mail (muito próximo ao que acontece no dia a dia dos escritórios no contato com os clientes) e querem me convencer que no fim das contas meu ensino foi melhor que o dele? Sei não…

  2. De acordo com a repercussão que estamos vivenciando nos últimos dias em relação ao assunto que perfaz grande importância no atual cenário sobre Ensino a Distância, que na verdade trabalho a um bom tempo na prática e execução de projetos e Loteamentos e Casas. Portanto preciso saber se vai vingar ou não o reconhecimento pelo CAU

  3. Se o instrumento da arquitetura e urbanismo se da através de construções físicas, materiais e reais como adotar um método virtual para o aprendizado e desenvolvimento do mesmo? Que profissionais teremos? Estes serão os futuros presidentes e conselheiros do nosso conselho (CAU), IAB? com qual propriedade argumentar a regularização desse novo método?

  4. Gostaria de entender melhor, pois existe o Ensino presencial, semi-presencial e à distância. Essas críticas e manifestações contrárias, do IAB e da ABEA, referem-se apenas ao EAD? No caso o curso oferecido de forma semi-presencial, onde aproximadamente 50% da grade curricular é à distância, o posicionamento é o mesmo?

  5. E as aulas de desenho de observação, como fazê-las na virtualidade?
    Os alunos vão desenhar computadores?????
    Parabéns as entidades que estão se manifestando para um assunto de extrema importância para manter a qualidade dos espaços urbanos e dos profissionais de arquitetura! Uma vez que é um curso muito abrangente e multidisciplinar. ??????????????

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