Entidades de arquitetura buscam ação conjunta para desenvolvimento sustentável

24 de janeiro de 2023

Representantes da comunidade de arquitetura e urbanismo de vários países assinaram, em conjunto, carta para sinalizar o comprometimento com ações globais em prol do desenvolvimento sustentável e da agenda na formação e na prática profissional internacional. O documento foi apresentado no encerramento do II Fórum Internacional de Conselhos, Ordens e Entidades de Arquitetura e Urbanismo, realizado na Embaixada de Portugal, em Brasília, no mês de junho.

Na ocasião, o conselheiro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e relator da mesa de exercício profissional do Mercosul no Fórum, Ednezer Rodrigues Flores, destacou que o evento permitiu evidenciar as responsabilidades técnicas do arquiteto e urbanista para com a sociedade, bem como se dão as relações internas do setor e as relações com as demais entidades da sociedade. “Entendemos quantas ações e atos em comum temos a tratar derrubando as barreiras e mostrando que temos que estar juntos e fortalecer a nossa participação para mostrar à sociedade e à população a necessidade de ter o arquitetônico como agente imprescindível na revolução e recuperação das nossas cidades”, afirmou Flores.

Entre os objetivos de destaque na carta, está o reconhecimento de que a sociedade está defasada na questão da proteção dos ecossistemas e paisagens culturais e o compromisso na superação das divergências para possibilitar que o setor de arquitetura exerça seu relevante papel na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas. A meta também é aumentar o reconhecimento dos profissionais do setor como atores fundamentais na gestão de território e no desenvolvimento de comunidades por meio da constante atualização tecnológica e cultural, capacitação em temas de inovação e responsabilidade nas interferências no meio ambiente.

Para tornar tais objetivos viáveis, a intenção é que novos acordos mútuos sejam assinados
por reguladores da profissão em diferentes países para a transposição de fronteiras geográficas no
exercício da profissional, fortalecendo a troca de experiências e o compartilhamento de
conhecimento e tecnologia no meio arquitetônico.

O conselheiro do CAU/BR (Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil) e relator da mesa de exercício profissional da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), Valter Luis Caldana Junior, ressaltou a experiência positiva do Brasil com o registro de responsabilidade técnica. “Tem se mostrado um instrumento extremamente ágil e importante não apenas para o conhecimento da atividade, mas sobretudo na delimitação de responsabilidades”, disse.

A intenção da Carta de Brasília é ampliar o debate interno no mercado de arquitetura e
urbanismo, bem como o diálogo com tomadores de decisões sobre as demandas do setor. Ficou
entendido ainda no documento a importância do reconhecimento da promoção da diversidade e da
equidade em todas as instâncias da profissão como um potente instrumento de espacialização da
democracia