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IV Conferência de Arquitetura e Urbanismo: Pioneiro da Internet debate impactos da tecnologia na sociedade

 

Palestra magna da IV Conferência de Arquitetura e Urbanismo trouxe perspectivas inovadoras sobre as novas tecnologias digitais e seus impactos para o trabalho de arquitetos(as) e urbanistas. Considerado o “pai da internet” no Brasil, o engenheiro Demi Getschko compartilhou reflexões importantes sobre o mundo digital, as novas cidades e o avanço da inteligência artificial. “Com a internet, a nova cidade é mais feita por similitude de projetos e culturas do que pela proximidade geográfica”, afirmou.

 

Na apresentação da palestra magna, Nadia Somekh, presidente do CAU Brasil, destacou que a materialidade das cidades e as inovações tecnológicas acontecem em tempos diferentes. “Nosso trabalho nas edificações tem um tempo longo, é demorado e custoso, enquanto as tecnologias digitais mudam com muita velocidade”, disse. “Como articulamos essas duas dimensões, como protegemos a autoria dos nossos projetos e podemos usar a internet para disseminar o nosso trabalho são perguntas que vamos tentar debater aqui hoje”.

 

Com uma trajetória marcante que inclui o papel de conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil e a direção do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, Getschko destacou a perenidade de princípios mesmo na era digital. “Mesmo com a evolução da internet, seus conceitos fundamentais persistem”, disse.

 

 

PRINCÍPIOS DA INTERNET
Como exemplo, Getschko citou os princípios de liberdade e neutralidade da rede. “O conteúdo das informações que circulam não devem ser reguladas dentro do roteador de internet. Para a rede crescer, tem que ser simples”, afirmou. Para ele, a internet é um espelho da sociedade, ela reflete as visões que já existem.

 

“Não queremos quebrar o espelho, mas usar esse conhecimento para melhorar a sociedade. A internet não deve ser regulada, mas suas aplicações – como as redes sociais – podem e devem”, disse. “Se não separarmos as duas coisas, podemos jogar o bebê fora junto com água do banho.”

 

Outra coisa que se mantém é a chamada Lei de Moore, que prevê que o poder de processamento dos computadores dobram a cada dois anos. “Continua desse jeito, a Lei de Moore se mantém. Hoje o armazenamento de informações é muito barato, você consegue carregar um terabyte de informações num pen-drive”, afirmou.

 

A palestra também abordou a inteligência artificial (IA) e sua influência na construção de frases. Getschko destacou que o ChatGPT é uma ferramenta que vai além da busca de dados e entra no campo da semântica. “O objetivo final da Inteligência Artificial de hoje é apenas manter um diálogo com as pessoas. Se é verdadeiro eu não sei, mas é bastante verossímil. E a nossa linha de defesa contra os conteúdos falsos é a interação humana.”

 

Contudo, ele alertou para os perigos da IA quando os objetivos são mal-definidos. “Robôs vão cumprir o objetivo que forem fornecidos pelos humanos. Se o objetivo for mal-definido, ela pode fazer estragos muito grandes à humanidade.”

 

Confira a palestra na íntegra:

 

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