CIDADES

Lançado concurso para projeto que revitalizará a orla do Lago Paranoá, em Brasília

O governo de Brasília lançou o concurso de projeto para a Orla do Lago Paranoá. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet até 23 de fevereiro de 2018. Interessados deverão elaborar projetos arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos que indiquem usos, atividades e a configuração do espaço à margem do reservatório. O valor do contrato está estimado em R$ 2,5 milhões.

 

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O anúncio do concurso foi feito na última sexta-feira (15/12/2017) pelo governador Rodrigo Rollemberg. “Brasília devolve seu espaço mais nobre, bonito e atrativo para o conjunto da população, isso é um salto civilizatório”, disse o governador.

 

O edital do concurso foi assinado por Rollemberg juntamente com a Secretaria de Gestão do Território e Habitação, órgão responsável pela elaboração do certame. O chefe do executivo agradeceu o envolvimento de todos os órgãos de governo no processo. “Essa é uma conquista da população e um legado que deixaremos para as próximas gerações”, enfatizou.

 

O edital do concurso para o projeto que revitalizará toda a orla do Lago foi assinado pelo governador de Brasília, Rodrigo Rollemberg, e pela equipe da Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Foto: Dênio Simões/Agência Brasília)

 

O chefe da Casa Civil, Sérgio Sampaio, destacou que o projeto vencedor deve fomentar a região como área de lazer democrática, de caráter ambiental. “O lago é um importante manancial que serve como água potável para o DF, por isso devemos investir em uma proposta que tenha essa preocupação”, defendeu.

 

“Queremos que o projeto traga qualidade urbanística, paisagística, ambiental e, principalmente, social”, reforçou o secretário de Habitação, Thiago de Andrade. Ele definiu o lançamento como um “resgate ao espírito de vanguarda pela competência técnica inerente à construção de Brasília.”

 

Andrade explicou que as propostas deverão indicar os usos e as atividades ao longo da orla. “Esperamos um projeto conceitual, integrador, que amarre os 109 quilômetros da orla em um só conceito, de alta qualidade técnica e vanguarda artística”.

 

De acordo com ele, as áreas que já foram readequadas, como os Parques Asa Delta e Península Sul, no Lago Sul, devem ser respeitadas e integradas ao projeto final do vencedor.

 

Os participantes terão de apresentar uma concepção geral para a orla e para a utilização do espelho d’água. Quem vencer também vai desenvolver o projeto básico para três áreas indicadas no edital — duas no Lago Sul e uma no Lago Norte.

 

A primeira área, no Lago Sul, vai do Trecho 1 do Setor de Clube Esportivo Sul até a Quadra 10 do Setor de Habitações Individuais.

 

O edital aponta que a região tem potencial para bosques, parques urbanos, trilhas, praia, píer, marinas e atividades de comércio e serviço de apoio para os visitantes, além de infraestrutura de permanência, como banheiros e áreas de lazer.

 

Outra área, também na parte Sul, abrange as Quadras 20 a 22 do Setor de Habitações Individuais. Os estudos da pasta para esse espaço indicam aproveitamento para praia, píer, terminal atracadouro e trilhas.

 

O diferencial, ainda de acordo com a secretaria, é que o local conta com lotes institucionais, que devem ser reservados para a construção de equipamentos públicos. Isto exigirá criatividade dos concorrentes porque os espaços são adequados para atividades de educação ambiental e cultura.

 

A terceira área refere-se ao Parque das Garças, no Lago Norte. A previsão inicial era a de criar lá um Ponto de Atração Norte, com equipamentos culturais, artísticos e esportivos.

 

O contrato será arcado com recursos do Fundo de Desenvolvimento Urbano do Distrito Federal (Fundurb). Parte da remuneração, estimada em R$ 2,5 milhões, será paga no momento da assinatura com o vencedor do concurso.

 

O restante será quitado em parcelas à medida que forem entregues o projeto consolidado, os projetos das três áreas e os cadernos de especificação.

 

Prazos e julgamento do concurso

O resultado do concurso será divulgado em 21 de abril, no aniversário de Brasília. A comissão, formada por profissionais com alto grau de conhecimento nas áreas exigidas pelo certame, fará o julgamento das propostas de 17 a 20 de abril.

 

Os cinco melhores trabalhos serão escolhidos e classificados por ordem de mérito. Esses passarão pela fase de habilitação. A equipe mais bem colocada entre as habilitadas sairá vencedora.

 

Brasilienses opinaram sobre uso do Lago Paranoá

As sugestões dos brasilienses, por meio de enquete e consulta pública do Plano Orla Livre, foram consideradas na elaboração do concurso.

 

De acordo com a Secretaria de Gestão do Território e Habitação, a modalidade de concurso público foi adotada por ser a mais democrática, de grande acesso e publicidade, além de permitir à população conhecer de antemão o que o governo está comprando.

 

A pasta quer atrair para o certame equipes multidisciplinares que atuam com a elaboração de projetos arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos.

 

O concurso é um desdobramento do Plano Orla Livre, que tem o objetivo de tornar o Lago Paranoá um ponto de encontro mais acessível, organizado e com diversas opções de lazer, além de pensar em oportunidades de negócios pontuais que fomentem a economia.

 

A proposta reúne uma série de ações para revitalizar 38 quilômetros de margem do espelho d’água e também busca soluções de mobilidade para quem quiser chegar à região.

Uma resposta

  1. A iniciativa de contemplar a orla do lago e áreas adjacentes tem antecedentes no século passado que demonstraram ser mal sucedidos pela própria conceituação sem que se pudesse atribuir à sua configuração as causas do fracasso. É que as iniciativas dos estabelecimentos sempre foram menosprezadas em favor de intervenções de maior porte fundadas, quase sempre, na hipótese de integração daquilo que fosse executado e que nunca o foi. Assim, estabelecimentos favorecidos, como o Clube do Congresso, na península Norte, embora excepcionalmente bem sucedido, só o era aos sábados à noite, ainda que tudo permanecesse à disposição no dia seguinte, fazendo do clube uma área restrita a uma camada específica e ao uso 52 dias por ano.
    Idealmente o concurso seria uma solução,cuja própria abertura à participação ensejaria uma variedade de aspectos, porém só pode se dar se o objeto do concurso for o estabelecimento de diretrizes em lugar de concepções que impressionem pelo bom gosto cuja transitoriedade acabe se tornando banal.

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