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Lançado livro “Política e arquitetura: por um urbanismo do comum e ecofeminista”

Uma reflexão sobre sua própria participação em administrações municipais de Barcelona e a análise de uma série de outras experiências em locais diversos são o ponto de partida de Josep Montaner e Zaida Muxi para revisar os postulados sociais e políticos da arquitetura e do urbanismo contemporaneous em Política e arquitetura: por um urbanismo do comum e ecofeminista. As ameaças trazidas pelas mudanças da dinâmica urbana e as possibilidades práticas de adaptar projetos habitacionais, urbanísticos, de convívio e produção aos interesses do bem comum são debatidos sob o prisma de novas maneiras de fazer política, que incluem as alternativas locais, os modelos participativos, o feminismo e a atenção ao ambiente como componentes centrais.

 

 

Trecho do prefácio de Raquel Rolnik:

 

“O ponto de partida consiste em que o bem comum deve ser o valor primordial para uma alternativa local, que enfrente o poder hegemônico do neoliberalismo. Mas os autores perguntam: “É de fato uma alternativa real da esquerda e dos movimentos anticapitalistas capaz de confrontar a crise atual?”. Esta pergunta atravessa várias temáticas, que aparecem no livro, os desafios que a gestão da cidade real deve enfrentar: a tecnificação e a uberização, a turistificação, a crise habitacional, a gentrificação, os movimentos Nimby e as armadilhas da participação, os desafios de escala e da diversidade de sujeitos. Para cada uma dessas problemáticas – que são também capítulos do livro – são apresentadas as propostas para enfrentá-las, bem como tudo aquilo que apesar de ter sido proposto não foi possível de ser implementado – em função, entre outros motivos, da dependência de atribuições e competências de outros níveis de governo (da Generalitat de Catalunha e do Estado espanhol).”

 

 

Trecho do livro:

 

“A faceta política na arquitetura está relacionada à maneira como ela se posiciona em relação às estratégias dos diferentes poderes que regulam nossa vida e em relação aos agentes sociais, à cidadania e, especialmente, aos setores que sofrem mais desigualdade. Ainda que seja pela negação, na prática, cada arquiteta ou arquiteto reflete uma posição política. E a visão política na arquitetura sempre tem a ver com o papel que se dá às pessoas, à participação e à intervenção dos cidadãos, com o tipo de tecnologia adotada e o respeito pelo contexto.

 

Se o predomínio do neoliberalismo impulsionou as figuras midiáticas dos arquitetos do poder (Norman Foster, Jean Nouvel, Santiago Calatrava), desde a crise da mudança de século, o ambientalismo tem ganhado relevância, tanto entre as figuras reconhecidas (Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal, Shigeru Ban, Anna Heringer) como entre as gerações jovens que se organizam de maneira mais coletiva e menos personalista.

 

Uma das alternativas emergentes é a da arquitetura e do urbanismo dos “comuns”, que vai além da tendência estatista e exclusivista do público e, em face do predomínio do individualismo e da financeirização de tudo, propõem recuperar os espaços de cooperação social na gestão dos recursos comuns, um controle de mão dupla, entre cidadãos e governo.”

 

 

Sobre os autores

 

Josep Montaner é autor de livros traduzidos para vários idiomas em que reflete sobre as atividades arquitetônica e de urbanismo, tais como Sistemas arquitetônicos contemporâneos (2010), Arquitetura e crítica (201x) e A modernidade superada (2013). Arquiteto e catedrático da Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona (ETSAB-UPC), foi professor convidado em diversas universidades da Europa, América e Ásia. Além disso, foi vereador de habitação no município de Barcelona (2015-2019) e escreve regularmente em revistas de arquitetura.

 

Zaida Muxí é arquiteta e professor titular de Urbanismo na Escola Técnica Superior de Arquitetura de Barcelona (ETSAB-UPC). Especialista em urbanismo e gênero, é autora dos livros La arquitectura de la ciudad global e Mujeres, casas y ciudades. Más allá del umbral.

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