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“Live” Novas Cidades 2021 discutirá a reinvenção das cidades no pós-pandemia

Como reinventar as cidades no pós-pandemia. Essa é a questão chave da “live” com o tema “Cidades Sustentáveis” que o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) promoverá na terça-feira, 14 de julho, em conjunto com outras seis entidades que congregam arquitetos e urbanistas do país. O debate online faz parte de ciclo de seis “lives” denominado “Novas Cidades 2021”. O objetivo é colher subsídios para a elaboração de “Carta aos Candidatos nas Eleições Municipais de 2020”.

                         

O debate será realizado a partir das 18h30, com duração de uma hora e meia. A transmissão ocorrerá pelas plataformas digitais do CAU/BR (uma delas o Facebook) e pelo portal UOL (canal ECOA), que apoia a iniciativa.  A jornalista Cristina Serra fará a mediação.

                       

Participarão da “live”:

 

Deputada Federal Ângela Amin (PP/Santa Catarina)
Formada em Matemática é mestre e doutora em Engenharia de Gestão do Conhecimento e professora. É deputada federal por Santa Catarina. Na Câmara dos Deputados foi presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e vice-presidente da Comissão de Educação. Atualmente integra as Comissões de Ciência e Tecnologia e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Foi vereadora e prefeita de Florianópolis, Santa Catarina.

José Júlio Ferreira Lima
Arquiteto e urbanista. É professor titular da Universidade Federal do Pará, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo dos Programas de pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo e em Planejamento Regional e Urbano da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Estado do Pará, em Marabá. É PhD e mestre em Arquitetura pela Oxford Brookes University, Reino Unido.

Philip C. Yang
Mestre em Administração Pública pela J.F. Kennedy School of Government, Harvard University. Serviu como diplomata de carreira do serviço exterior brasileiro entre 1992 e 2002. Iniciou seus estudos na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, e então optou pela Música, tendo se graduado pela Escola de Artes da Universidade de São Paulo (1985). Fundador do URBEM, instituição dedicada à estruturação de projetos urbanos. Contribui regularmente como articulista em vários jornais (Folha de S.Paulo, Valor Econômico, Nexo e Estadão) e outros veículos visando à sensibilização do grande público a temas atinentes a cidades e desenvolvimento urbano. 

Carmen Silva Ferreira
É líder do Movimento dos Sem-Teto do Centro (MSTC) de São Paulo, conselheira estadual de Habitação da Cidade de São Paulo e ativista pelo direito à cidade. Foi conselheira municipal de Habitação e coordenadora do Conselho Participativo da Região da Sé. Seu trabalho promoveu a retirada de mais de 3 mil pessoas de moradias precárias e debaixo de viadutos, promovendo inclusão social, acesso à saúde, educação e cultura.

 

 

Além do CAU/BR, promovem o ciclo o IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil), a FNA (Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas), a ABEA (Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo), a AsBEA (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura), a ABAP (Associação Brasileira de Arquitetos Paisagístas) e a FeNEA (Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo), componentes do CEAU (Colegiado das Entidades Nacionais de Arquitetos e Urbanistas).

 

A Nova Agenda Urbana, elaborada pela Habitat III, teve como principal inovação a proposta de se pensar a cidade em termos de território, como um espaço integrado e não como fruto de políticas setoriais independentes. A cidade deve ser lida como o espaço para a da moradia, mas também da produção, da aquisição do conhecimento, do lazer, da convivência etc. Em meio à pandemia do corona vírus, é fundamental relacionar esses temas com a saúde pública e discutir a salubridade das habitações, sobretudo das populações em situação de vulnerabilidade social, traçando estratégias para a garantia do direito à cidade.

 

O debate terá as seguintes diretrizes:

 

  • Como a cidade pode ser percebida pela sociedade como o locus não somente do habitat, mas também da produção?
  • Como a Arquitetura e o Urbanismo podem contribuir para a efetiva ressignificação das cidades como espaço da construção da democracia e da cidadania?
  • Como integrar os diversos campos do saber e planejar a gestão pública de forma transversal e integrada?
  • Como universalizar as políticas públicas tendo o planejamento urbano e o projeto como subsídios?
  • Porquê promover a equidade de gênero e o desenho universal nas cidades?
  • Como permitir e fomentar a apropriação dos espaços, equipamentos, calçadas e logradouros públicos por cidadãos?
  • Qual o estado e o futuro da habitação social frente à atual crise de saúde pública?
  • Como implementar, regulamentar e consolidar a ATHIS como um vetor de recuperação das cidades?
  • Como implementar a Lei de Regularização Fundiária Rural e Urbana?
  • Como implementar e efetivar a Reforma Urbana?
  • Como a gestão municipal pode contribuir com as agendas urbanas e ambientais internacionais (Nova Agenda Urbana, Agenda 2030, Acordo de Paris, etc.)?
  • Quais as ferramentas disponíveis e as boas práticas dos poderes legislativo e executivo municipais nessa missão?
  • Como fomentar a produção da agropecuária familiar, da pesca e da agricultura urbana, de forma a fortalecer as dinâmicas socioeconômicas das pequenas cidades e garantir a segurança alimentar dos territórios?

 

O ciclo teve início dia 9 com o tema “Arquitetura e Saúde” (clique aqui para saber mais) e prosseguirá com os seguintes temas:

 

= Dia 16/07: “Governança e Financiamento” (Cidades não se fazem de improviso. Como torná-las menos desiguais?);

= Dia 21/07:“Paisagem e Patrimônio” (Qualidade de vida nas cidades: paisagens e história);

= Dia 23/07: “Mobilidade e Inclusão” (Circulando pela cidade: novas dimensões da mobilidade urbana). 

= Dia 28/07: Mesa Conclusiva, encaminhamento da elaboração da “Carta aos Candidatos”.

             

As “lives” do “Novas Cidades 2021” deverão ser direcionadas de tal forma a encaminhar propostas concretas aos candidatos aos poderes Executivo e Legislativo municipais, tendo caráter mais propositivo do que de diagnóstico. Os temas serão abordados com transversalidade por quatro debatedores, sendo um arquiteto e urbanista, um especialista no tema específico da “live”, um representante comunitário e um debatedor com viés político. Para conhecer mais detalhes consulte:  www.caubr.gov.br/cidades2021/

 

Clique aqui para acessar resenhas de debates e artigos sobre Habitação e Cidades Pós Pandemia

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