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Livro patrocinado pelo CAU/SP conta trajetória de Pedro Paulo de Melo Saraiva

O arquiteto e urbanista Pedro Paulo de Melo Saraiva,
O arquiteto e urbanista Pedro Paulo de Melo Saraiva. Imagem: Joana França.

 

A obra do arquiteto e urbanista Pedro Paulo de Melo Saraiva é o foco do livro do pesquisador Luis Espallargas Gimenez. “Ele se formou no início dos anos 50, quando a Arquitetura Moderna vivia o seu melhor momento, na minha opinião”, comenta o autor, professor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP-São Carlos. “A Arquitetura, após os anos 70, deixou o Modernismo e começou a época do Brutalismo, o Pós-modernismo. Mas ele mantém as convicções, a sensibilidade da Arquitetura Moderna ao longo de toda a sua carreira, enquanto outros, até formados na mesma época, preferiram abraçar a Arquitetura do momento”.

 

Primeiro título da série “Arquitetura Brasileira”, lançada pela Romano Guerra Editora e o Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, a publicação “Pedro Paulo de Melo Saraiva, arquiteto” é patrocinada pelo CAU/SP e aborda desde os primeiros anos da carreira do arquiteto até suas obras mais recentes, com ênfase não só para sua atuação profissional, mas também institucional.

 

Entre o final da década de 60 e início dos 80, Melo Saraiva acumulou passagens importantes pelo poder público, trabalhando nos órgãos de planejamento da Universidade de Brasília, para o governo de Santa Catarina, na Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) de São Paulo, e para o Banco Nacional de Habitação (BNH) em São Paulo e Mato Grosso. Em Santa Catarina, ele se envolveu com o Plano de Desenvolvimento da Área Metropolitana de Florianópolis, elaborado pelo Escritório Catarinense de Planejamento Integrado (Esplan).

 

Uma carreira diversificada

 

Natural de Florianópolis/SC (1933), e formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 1955, Pedro Paulo Melo Saraiva é ligado pelos especialistas à “Escola Paulista”, com sua característica visibilidade do material empregado (o concreto armado) em seus projetos.

 

Entre as suas obras de maior destaque, pode-se citar o edifício Quinta Avenida (1958) e a sede da Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp, 1975), ambas na capital paulista, e a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (1957), em Florianópolis, numa parceria com Paulo Mendes da Rocha e Alfredo Paesani (1931 – 2010).

 

Nos últimos anos, a requalificação do Mercado Municipal (2002), e o ginásio de tênis do Esporte Clube Pinheiros (2012), em São Paulo, bem como a sede do Conselho Federal de Engenharia Arquitetura e Agronomia (Confea, 2007), em Brasília, estão entre seus projetos mais reconhecidos.

 

Além de carreira como arquiteto e planejador urbano, também se envolveu na militância pela Arquitetura brasileira, tornando-se presidente do departamento paulista do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) no início dos anos 70.

 

Atuou ainda como professor entre o final dos anos 60 e anos 70, na FAU-USP e UnB, e a partir dos anos 90, nas universidades Mackenzie e Anhembi Morumbi.

 

FONTE: CAU/SP

 

Publicado em 12/05/2016

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