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Livro reúne textos sobre a visão urbanística do arquiteto Roberto Cerqueira Cesar

Registros do pensamento do arquiteto e urbanista Roberto Cerqueira César foram reunido na publicação “Roberto Cerqueira Cesar – São Paulo na visão de um urbanista”, recém lançado pela editora Edusp.

 

O arquiteto foi responsável por obras importantes da arquitetura paulistana, atuou em vários órgãos de planejamento na cidade, foi secretário de Negócios Metropolitanos e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP). Em sua coluna semanal no jornal O Estado de S. Paulo discutia questões relativas ao planejamento da cidade, explicitando a complexidade do fenômeno urbano aos leitores.

 

Roberto Cerqueira César (1917–2003). Fonte: Rino Levi

 

Paulo Bruna, organizador do livro, reuniu artigos e textos diversos do arquiteto, nos quais está presente sua visão de tornar abertas e transparentes as decisões de caráter urbanístico, sujeitas ao debate e às discussões.

 

Os textos selecionados são compostos por artigos publicados no jornal entre os anos de 1958 e 1975, conferências que participou como secretário de negócios metropolitanos, e oito textos sobre engenharia e arquitetura publicados entre 1958 e 1973.

 

Segundo o arquiteto e crítico Hugo Segawa, o livro é fundamental para a compreensão da razão de ser e do significado dos conceitos que conduziram a constitucionalização da administração metropolitana e urbana de São Paulo nos anos 1950 até fins do decênio de 1970. “É a visão de um dos protagonistas da institucionalização dos sistemas públicos de planejamento regional e urbano da maior metrópole brasileira, em um contexto em que a metropolização ingressava na pauta governamental no país”.

 

“Doutor Roberto” ou “Robertão”, como era carinhosamente chamado pelos amigos, foi diretor da Coordenadoria Geral de Planejamento (atual Secretaria de Planejamento) e presidente da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) de São Paulo (1973-1974); e secretário dos Negócios Metropolitanos (1975-1979). “Roberto Cerqueira Cesar entendia que as decisões de caráter urbanístico, que afetam a vida e os interesses de incontáveis pessoas, deviam ser abertas, transparentes e democráticas, isto é, sujeitas ao debate e às discussões, sempre visando a melhoria da qualidade de vida em São Paulo”, destaca Paulo Bruna.

 

Falecido em 2003, aos 86 anos de idade, formou-se pela Escola Politécnica da USP em 1940 e já no ano seguinte associou-se ao arquiteto Rino Levi, “com quem manteve um dos mais produtivos e respeitados escritórios de São Paulo”, lembra Paulo Bruna. Dessa colaboração, à qual viria juntar-se, em 1951, o arquiteto Luís Roberto Carvalho Franco, “nasceu uma série de obras-primas da arquitetura brasileira, como o edifício de apartamentos Prudência (1943), o Teatro Cultura Artística (1943), o Hospital Central do Câncer (1947), o Hospital Cruzada Pró-Infância, hoje Pérola Byington (1950), o Hospital Albert Einstein (1958) e o Centro Cívico de Santo André (1965)”. Neste ano faleceu o arquiteto Rino Levi, mas o escritório prosseguiu, vencendo concursos e construindo obras de alto nível, como a sede da Fiesp, na capital paulista.

 

Outra frente de atuação de Cerqueira Cesar foi o ensino, como professor da FAU-USP, onde chefiou o Departamento de Projetos.

 

O livro está disponível para venda na Livraria Virtual da Unesp.

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