ABAP

Manifestação contra os ataques ao IPHAN e seus servidores

“O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura (ABEA), a Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), a Federação Nacional dos Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (FENEA), o Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos Brasil), a Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (Anparq), a Seção Brasileira do Comitê Internacional para a Documentação e Conservação de Edifícios, Sítios e Conjuntos do Movimento Moderno (Docomomo Brasil) e a Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB) vêm expressar à sociedade brasileira seu repúdio aos ataques promovidos pelo Governo Federal ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com a substituição de seus superintendentes estaduais por agentes públicos sem formação e sem experiência para compreenderem o Patrimônio Cultural brasileiro e a riqueza da cultura popular do nosso país, como ocorreu com as recentes nomeações dos Superintendentes do Iphan nos Estados de Goiás e Paraná e no Distrito Federal (Diário Oficial da União de 18 de setembro de 2019).

 

A atual administração do país, por meio da nomeação de pessoas sem formação ou experiência, busca desmontar o IPHAN, extinguindo as políticas de preservação construídas ao longo de 82 anos. As ações contra os servidores públicos e contra a estrutura do Estado Brasileiro atingem e prejudicam as políticas públicas do país e não atendem ao interesse público. O apagamento da memória e degradação do ambiente urbano prejudicarão toda a população do Brasil, de modo irreversível.

 

Defendemos a valorização das carreiras de servidores afeitas à preservação de nosso patrimônio cultural, com critérios que respeitem o Estado Democrático de Direito e a Constituição Federal de 1988.

 

Convocamos todos os arquitetos e urbanistas, historiadores, arqueólogos, antropólogos, sociólogos e demais especialistas no campo do patrimônio cultural, servidores públicos, organizações e lideranças populares para se mobilizarem em defesa do Iphan, contra a nomeação sem critérios técnicos objetivos para os cargos de definição de políticas de preservação do patrimônio cultural material e imaterial.

 

Nivaldo Andrade Junior – Presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB)

Cícero Alvarez – Presidente da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA)

João Carlos Correia – Presidente da Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA)

Luciana Schenk – Presidente da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP)

Diretoria da Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (FENEA)

Leonardo Barci Castriota – Presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (Icomos Brasil)

Angela Gordilho – Presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo (Anparq)

Renato Gama-Rosa Costa – Coordenador da Seção Brasileira do Comitê Internacional para a Documentação e Conservação de Edifícios, Sítios e Conjuntos do Movimento Moderno (Docomomo Brasil)

Jorge Eremites de Oliveira – Presidente da Sociedade de Arqueologia Brasileira (SAB)”

5 respostas

  1. Viva a democracia. Quem decide a política é o governo federal e nós elegemos um presidente para isso mesmo. Ótimo trabalho presidente Jair Bolsonaro, continue fazendo a vontade do provo brasileiro.

  2. Concordo que, quem deveria ocupar os cargos em relação ao patrimônio, são pessoas técnicas e com conhecimento sobre a história do nosso país. Sobretudo, patrimônio sempre foi a minha paixão e entrei na faculdade de arquitetura por causa dele, e não vejo há muito tempo muitas coisas sendo feitas em prol dos patrimônios do Brasil. Processos engessados, longos, sem padronização, acabam por prejudicar quem tem a intenção de cuidar. Não ouvi o outro lado da história se manifestar e dar também um parecer com o motivo pelo qual houve a troca.

    1. CONCORDO. PRIMEIRAMENTE PQ NOSSOS ÚLTIMOS GOVERNOS E SUAS EQUIPES “SUPER QUALIFICADAS” CONSEGUIRAM SUCATEAR MUITO DO NOSSO PATRIMÔNIO, DESVIANDO VERBAS, TENHA VISTO O QUE HOUVE COM O MUSEU NACIONAL. E AINDA ACHO ESTRANHO O CAU SE MANIFESTAR EM FAVOR DA NOSSA CAUSA PROFISSIONAL, SENDO QUE ORGÃOS PÚBLICOS FAZEM CONCURSO CONTRATANDO PROFISSIONAIS COM SALÁRIOS ÍNFIMOS, BEM ABAIXO DO PISO.

  3. O Governo Federal tem competência legal e exclusividade para nomear o gestor que escoher.

    A política a ser implementada quem define é o Governo Federal e cabe ao IPHAN implementá-la.

    Espero que o IPHAN volte a ser eficiente como era antes. era uma subsecretaria (SPHAN) e funcionava muito bem..

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