A presidente do CAU Brasil, Nadia Somekh, reuniu-se nesta segunda-feira (13/06), em Paris, com o presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), José Luis Cortés, e com a presidente do Conselho Nacional da Ordem dos Arquitetos da França (OA), Christine Leconte. Ambos foram convidados para participar do II Fórum de Entidades Internacionais de Arquitetura e Urbanismo que o CAU Brasil promoverá em Brasília, em formato híbrido, na sede da Embaixada de Portugal, em fins de julho, como o tema “Mobilidade Profissional Internacional”.

O presidente da UIA, ex-presidente da Federação de Arquitetos da República do México (FCARM), confirmou sua participação presencial. José Luis Cortés antecipou que o evento será oportuno para que ele apresente aos colegas internacionais a marca que escolheu para sua gestão (2021-2023), que é unir os arquitetos de todo mundo para valorizar a Arquitetura. “Essa questão da unidade da Arquitetura em todo mundo é algo extremamente importante”, segundo Nadia Somekh, pois cria um objetivo comum e amplia o conhecimento da profissão pela sociedade, sua grande beneficiária.
Além disso, a UIA também busca ampliar seu protagonismo na defesa da Agenda 2030 (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável). A mudanças climáticas são objeto de nova conferência que ONU, em novembro, no Egito (COP 27) e a UIA debaterá seus impactos nas cidades e do habitat na próxima comemoração do Dia Mundial da Arquitetura (3 de outubro). Outra preocupação é a articular os jovens para participar mais das instituições e agregar mais a juventude na defesa da valorização da arquitetura.
A instituição completará 75 anos em 2023 e já iniciou os preparativos para a comemoração, entre eles a edição de um livro.
Christine Leconte confirmou participação remota no evento de julho. “Fiquei muito bem impressionada com o encontro que tive com a presidente da OA e a coincidência da Ordem ter editado há pouco um manifesto, “L´Architeture comme solution”, com 16 pontos, na mesma linha da Carta aos Pré-Candidatos nas Eleições de 2022 recém lançada pelo CAU Brasil em conjunto com as entidades do CEAU”. O manifesto diz que “cuidar do ambiente de vida é, de certa forma, espacializar nossa democracia” e que é papel do arquiteto antecipar-se às crises ambientais para evitar que se decrete indefinidamente a catástrofe natural. “A urgência não deve mais ser demonstrada. Juntos devemos agir!”.

O documento aponta cinco caminhos:
1 – Reestruturar os territórios, para permitir um desenvolvimento mais equilibrado.
2- Passar de uma política de alojamento para uma política de habitat.
3 – Reformar a cidade priorizando a reabilitação.
4- Mudar práticas profissionais frente às mudanças climáticas.
5- “Descarbonizar” a construção desenvolvendo novos setores de materiais.
“A retomada da relação com a OA, agora com nova diretoria, após o período da pandemia, começou bem e temos muito a construir em conjunto. Particularmente achei interessantes as publicações e o modo que eles têm de valorizar os arquitetos e a arquitetura, tanto pela formulação de legislação, quanto de documentos técnicos”, afirma Nadia Somekh.

Uma resposta
Como fazer a inscrição para o II Fórum de Entidades Internacionais de Arquitetura e Urbanismo?