ARQUITETURA SOCIAL

Nadia Somekh: “o CAU pode ser uma ilha de esperança em meio à crise sanitária”

Transcorridos dois meses da realização das oficinas que estabeleceram o Plano de 100 Dias da nova gestão do CAU Brasil, a presidente Nadia Somekh apresentou aos conselheiros federais, no primeiro dia da 110ª. Plenária Ordinária, realizada em 25 de março, um balanço das evoluções.

 

“O Brasil vive hoje uma crise sanitária incontrolável. Nosso Conselho, em contraponto, pode ser tornar uma ilha de esperança, uma ilha de encantamento. É isso que está mobilizando no nosso trabalho. E eu acho que é isso que a gente vai conseguir com a implementação do Plano dos 100 Dias, o lançamento de uma campanha de popularização da arquitetura e nossa participação no congresso UIA2021RIO”, afirmou a presidente.

 

 

Das 78 ações listadas no Plano, 21 foram consideradas prioritárias. Nem todas poderão serão concluídas no tempo fixado. “O Plano, feito de forma coletiva, deve ser entendido como o início de um processo de planejamento que nos deu um norte para os três anos da gestão”.

 

Entre as ações prioritárias, sete estão relacionadas com o SICCAU. “Vários problemas foram herdados da gestão passada, sendo o principal deles a questão do SICCAU, objeto de reclamações dos profissionais, dos conselheiros federais e dos presidentes dos CAU/UFs.  Em razão disso, a resolução dos problemas tecnológicos foi considerada prioridade zero. Todos estão envolvidos nessa construção coletiva, não só funcionários, mas também conselheiros e presidentes que fazem parte do Colegiado de Governança Centro de Serviços Compartilhados (CSC). Essa gestão propõe mudanças culturais, sei que trabalhando a distância fica mais difícil transmitir isso para o corpo de funcionários, mas esperamos contar com o apoio da equipe técnica do CSC, cujo quadro operacional será incrementado”.

 

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POPULARIZAÇÃO DA ARQUITETURA

 

Nadia Somekh contou de sua emoção ao assistir no dia 25 de março a abertura do UIA2021RIO com a realização da primeira Semana Aberta, um total de quatro eventos online a serem realizados até julho. “Eu fiquei muito emocionada, chorei mesmo, pois estou envolvida com o Congresso desde 2014, quando fiz parte da delegação que participou do Congresso de Durban, buscando e conquistando o apoio das demais para trazer o evento para o Brasil”.

 

A primeira Semana contou com a participação de mais de 30 mil pessoas de todo mundo, ampliando significativamente seu impacto perante a sociedade. “A pandemia acabou democratizando o que estava muito restrito a quem poderia pagar aquela altíssima contribuição de inscrição do congresso. Agora nós vamos ter três meses de várias discussões com os maiores nomes da arquitetura, de graça”.

 

“Vamos aproveitar o tempo que falta até o evento de julho para lançar uma campanha de valorização da arquitetura. O Brasil tem 25 milhões de moradias precárias e outras 40 milhões que deverão ser construídas nas próximas três décadas. As melhorias e construções poderão ocorrer com ou sem arquitetos. Queremos que seja com arquitetos. Queremos mostrar para a população que nosso trabalho é importante e acessível”.

 

A Comissão de Política Profissional já fez várias ações nos últimos anos, e  tem outras programadas para este ano, de fomento da Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS). Esse será também o foco da primeira etapa da campanha de valorização profissional acompanhada de ações institucionais.

 

“Nós estamos pensando na criação de um fundo, com diversas parcerias, com a missão de melhorar a saúde da população nesse momento de crise. Queremos envolver gestores públicos, movimentos sociais, ONG, empresários e agentes financeiros. Isso nos dá uma esperança incrível, uma esperança na prisão domiciliar que a pandemia nos impôs, de transmitir para a população brasileira a importância do nosso trabalho e daquilo que os arquitetos podem realizar para melhorar as condições sanitárias das cidades e habitações. Isso é algo que vai nos mobilizar nos próximos três ano, pois em seguida ao Congresso, iniciaremos a segunda etapa da campanha e das ações institucionais objetivando popularizar a arquitetura junto a outros públicos além daquele da ATHIS”.

 

 

2 respostas

  1. Impressiona a falta de conexão do CAU com a realidade da profissão, o mercado de trabalho e a ação fiscalizadora, sua principal função. O CAU sempre a espreita, atento a uma oportunidade midiática, uma onda para surfar e subliminarmente promover sua ideologia caduca que não se alinha com os anseios da maioria dos profissionais. Enquanto isso a caixa de entrada vai acumulando pedidos de respostas. Sejam mais pragmáticos. Os profissionais querem o feijão com arroz primeiro. E parece que ainda vão continuar querendo por um bom tempo.

    1. Quinto, destacamos que os atuais conselheiros do CAU/BR e dos CAU/UF foram eleitos em outubro de 2020, com candidaturas e votos aberto a todos os arquitetos e urbanistas do país. O cargo é honorífico, ou seja, não recebe remuneração. Saiba mais em https://caubr.gov.br/eleicoesdocau2020resultados/

      Lembramos que o CAU é de todos os arquitetos e urbanistas. Caso tenha alguma dúvida, por favor entre em contato com a nossa Central de Atendimento:

      Chat: https://caubr.gov.br/atendimento

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