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No Mês da Mulher, CAU/BR enaltece histórias de arquitetas e urbanistas

 

Com o intuito de comemorar o Dia Internacional da Mulher, o Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) lança hoje, dia 7, uma campanha especial para enaltecer o trabalho das mulheres arquitetas e urbanistas.

 

O selo especial desenvolvido para a campanha teve como inspiração a renomada arquiteta Lina Bo Bardi e um dos seus projetos mais marcantes: o Museu de Arte de São Paulo (MASP). Durante todo o mês de março serão produzidos conteúdos diversos nos canais de comunicação do CAU, entre esses:  vídeos para os canais digitais, com a participação de conselheiras e presidentes dos CAU/UFs, e entrevistas com profissionais de diferentes regiões do Brasil falando sobre desafios, pioneirismo e rotina de trabalho na área.

 

 

 

 

De acordo com o II Censo das Arquitetas e Urbanistas do Brasil, realizado pelo Conselho, em 2022, as mulheres representam 64,55% dos 212 mil profissionais registrados no CAU. Em contrapartida, nem sempre elas encontram as mesmas condições de acesso, exercício, permanência e ascensão no campo da Arquitetura e Urbanismo, comparando-se aos profissionais do sexo masculino.

 

Vale lembrar que o CAU Brasil tem desenvolvido ações como parte do compromisso com a promoção da Equidade de Gênero na Arquitetura e Urbanismo por meio de diretrizes em várias esferas e escalas, em seis eixos:

 

1- Equidade no COTIDIANO da Arquitetura e Urbanismo;

2- Equidade na HISTÓRIA da Arquitetura e Urbanismo;

3- Equidade na FORMAÇÃO em Arquitetura e Urbanismo;

4- Equidade na PRÁTICA em Arquitetura e Urbanismo;

5- Equidade na POLÍTICA da Arquitetura e Urbanismo;

6- Equidade no CONSELHO de Arquitetura e Urbanismo.

 

ACESSE A ÍNTEGRA DA POLÍTICA DO CAU PARA A EQUIDADE DE GÊNERO

 

Plenário do CAU Gestão 2024-2026

 Nesta gestão, que teve início no dia 18 de janeiro de 2024 e seguirá até o dia 31 de dezembro de 2026, o Plenário do CAU/BR estará composto por 11 conselheiras federais e 13 suplentes, mulheres arquitetas e urbanistas que representam os Estados e o Distrito Federal. Além disso, nas últimas eleições foram eleitas o mesmo quantitativo de arquitetas para os CAU/UF nos cargos de presidentes e vice-presidentes; ou seja, 11 mulheres atualmente estão como presidentes nos Estados e no Distrito Federal e 13 são vice-presidentes.

 

Patrícia Sarquis Herden é atual presidente do CAU/BR. Representante de Santa Catarina, ela foi eleita com propostas estruturadas em quatro eixos: valorização profissional; diálogo e orientação; Arquitetura e Urbanismo para todos e gestão eficiente, democrática e transparente.”Queremos valorizar cada vez mais a participação das mulheres arquitetas e urbanistas no mercado brasileiro. As histórias que serão compartilhadas durante todo este mês, seguem neste sentido. Ilustrar esta campanha, destacando o trabalho de Lina Bo Bardi, é uma homenagem e, ao mesmo tempo uma inspiração para todas nós arquitetas e urbanistas. Somos maioria e precisamos reforçar nosso trabalho.”, destaca Patrícia.

 

Lina Bo Bardi (1914-1992)

 Achillina Bo, mais conhecida como Lina Bo Bardi, nasceu em Roma, na Itália, em 1914. Naturalizada brasileira após a Segunda Guerra Mundial, ela se tornou uma das mais importantes arquitetas modernistas do país com seu estilo simples.

 

Estudou na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Roma durante a década de 1930 e desenvolveu trabalhos em Milão. Com o cenário da Segunda Guerra Mundial, a arquiteta enfrenta uma fase de pouco trabalho, que piora com o bombardeio de seu escritório, em 1943.

 

Em 1946, casa-se com o jornalista Pietro Bardi, e se muda para o Brasil, onde se naturaliza brasileira. No Brasil, a artista encontra possibilidade de concretizar os conceitos propostos pela arquitetura moderna criando espaços que promoviam o convívio social e ficou conhecida por seu pensamento humanista e libertário.

 

Em São Paulo, com o apoio do empresário Assis Chateaubriand, projetou um marco da arquitetura: o MASP, uma das maiores obras e realizações do país.

 

Ficou conhecida ainda por projetar o Teatro Oficina, SESC Pompeia; a Casa de Vidro, famosa residência da arquiteta e a Igreja Espírito Santo do Cerrado, em Uberlândia.

 

Seu legado extrapola o campo da Arquitetura, pois contribuiu para áreas como cenografia, desenho de mobiliários e design gráfico. Manteve intensa produção cultural até 1992, ano de seu falecimento, aos 77 anos.

 

(Com informações Instituto Bardi)

 

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