ABNT

Normas da ABNT sobre projetos arquitetônicos estão em consulta pública

 

Projeto vencedor do Concurso da Codhab-DF para projeto de unidades habitacionais em Samambaia – MCA Arquitetura e Design

 

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) colocou em consulta pública, até 28 de agosto de 2017, duas minutas de normas relativas a elaboração e desenvolvimento de serviços técnicos especializados de projetos arquitetônicos e urbanísticos. As atuais normas NBR 13.531:1995 e NBR 13.532:1995 foram revistas agrupadas em uma norma única, dividida em três partes. Entraram em consulta pública a Parte 1 (ABNT NBR 16.636-1), que trata de Diretrizes e Terminologia, e a Parte 2 (ABNT NBR 16.636-2), que se refere ao Projeto Arquitetônico. A terceira parte, Projeto Urbanístico, que não existia de forma específica, ainda está sendo discutida pela Comissão de Estudo de Elaboração de Projetos, Representação Gráfica e Atividades Técnicas de Arquitetura da ABNT.

 

A Parte 1 define o contexto geral das atividades de projeto de arquitetura, a terminologia e as funções das demais especialidades que colaboram na elaboração do projeto final, incluindo um fluxograma do processo e seus desdobramentos práticos em documentos, informações, cronogramas e outros itens críticos do trabalho de projetar. A Parte 2 trata das fases e etapas do projeto, além de orientar as informações técnicas obrigatórias em qualquer projeto arquitetônico, desde as dimensões até informações sobre o canteiro de obras e instruções sobre o uso e manutenção da futura edificação. O texto traz também orientações sobre levantamentos necessários, interações com a vizinhança do empreendimento, bem como com as concessionárias de serviços que atendem ao local. Fluxogramas de evolução do projeto e tabelas orientativas sobre cada item a ser projetado na construção completam o texto.

 

A ABNT é o foro nacional de normalização e certificadora de produtos e sistemas. A função das normas é orientar os profissionais da área, servir de referência para a elaboração de contratos e de esclarecimento técnico para a sociedade civil e os consumidores em geral. De acordo com a ABNT, durante o período de consulta nacional, o projeto de norma é submetido à apreciação da sociedade, onde “qualquer interessado pode se manifestar, sem qualquer ônus, a fim de recomendar à Comissão de Estudo autora a aprovação do texto como apresentado”. É necessária a realização de cadastro. Para participar da consulta, acesse: www.abntonline.com.br/consultanacional

 

Acesse aqui a Parte 1 (ABNT NBR 16.636-1)

Acesse aqui a Parte 2 (ABNT NBR 16.636-2)

 

MUDANÇAS DE CENÁRIO

A Comissão de Estudo foi reativada em 2014 por solicitação do CAU/BR, motivado pela busca comum de várias modalidades profissionais por uma melhoria nos processos de contratação de projetos, tanto na esfera pública, quanta privada; pela aprovação da lei de criação do CAU (Lei n. 12.378/2010); e pelas recentes e significativas mudanças tecnológicas nas metodologias e nos processos de integração entre especialidades no projeto.

 

A arquiteta e urbanista Saide Kahtouni coordena a Comissão, que conta com a participação de diversos setores produtivos e da sociedade, buscando a harmonização de interesses, muitas vezes, conflitantes. Fazem parte dela, atualmente, os conselheiros João Carlos Correia, do CAU/SP, e Lucas Franco, do CAU/RJ. Pelo CAU/BR também participaram os arquitetos e urbanistas Gilson Paranhos e Cristina Evelise Vieira Alexandre. Para Lucas Teixeira Franco, algumas das mudanças ou contribuições da Comissão que merecem destaque, além da atualização de termos, foram a ênfase na necessidade do projeto completo, da realização dos projetos ser feita por um profissional habilitado e o novo apêndice referente ao Urbanismo.

 

“A ideia do projeto completo esclarece aos clientes que é necessária a integração e compatibilização de todas as especialidades envolvidas para a produção de um projeto, com eficiência e responsabilidade técnica por parte dos profissionais envolvidos. Esclarece ainda que não se pode construir sem as devidas especificações e atividades técnicas integradas num conjunto mínimo de documentos a ser produzido”, afirmou a coordenadora da Comissão em entrevista ao CAU/RJ.

 

NORMA DA REPRESENTAÇÃO

A NBR 6492:1994 também será revista em breve. Ela trata de projeto arquitetônico, mas se concentra sobre os elementos gráficos do trabalho, como o tipo e o formato do papel, as escalas do desenho arquitetônico, os tipos das letras e dos números, os tipos de linhas, as formas de indicação de fachadas e elevações. A atual NBR 13.531:1995 (Elaboração de projetos de edificações – Atividades técnicas) trata das inter-relações dos projetos de especialidades em diversas escalas, como uma espécie de introdução a todo o processo de projeto. Por sua vez, a NBR 13532:1995 (Elaboração de projetos de edificações – Arquitetura) aborda a confecção dos projetos arquitetônicos, regulando as condições exigidas para a construção de edificações, além de detalhar quais as informações de referência devem constar do projeto. 

29 respostas

  1. Olá,
    ao clicar no “Acesse aqui a Parte 2 (ABNT NBR 16.636-2)”, vai ao link da Parte 1. Poderiam corrigir, por favor?

  2. O CAU participou da atualização desta norma com 04 representantes e o CREA 14, em um tema que interessa principalmente a nós arquitetos, ainda temos muito a avançar em nossa profissão!!!

  3. TD. TEORIA. NA SUA MAIORIA SÃO ARQUITETOS FORMADOS NAS FAC. DE PAGOU PASSOU. SE UM PROJETO DEVE SER REMUNERADO PRO $ 15.000,00, AI APARECE UM ARQUITETO, NA MINHA ÓTICA, CADISTA, E COBRA $3.000,00. É MOLE OU QUER MAIS. TENHO 81 ANOS, FORMADO EM 1965. NO TEMPO QUE ARQUITETO SABIA O QUE DIZIA. AGORA, CRIARAM, TAMBÉM, URBANISTA. SÃO UNS BOBOCAS, URBANISTA?, NÃO SABEM FAZER UM LOTEAMENTO.OS ARQUITETOS POLÍTICOS AI DE BRASILIA, ESTÃO, CLARO, DEFENDENDO O SEU. FUI LÍDER ESTUDANTIL NA MINHA ÉPOCA, CONHEÇO COMO ATUAM. TODOS OS QUE SE METERAM NO IAB, CAU, ETC.. SÓ QUERIAM MAMATAS PARA SI. POSSO FALAR PQ NÃO TENHO E NÃO SOU APOSENTADO DO PODER PÚBLICO. NA VEDADE DEUS ME ABENÇOOU. NÃO TENHO PENSÃO DXO INSS. NO CASO DA BAHIA, SALVO MINHA IGNORÂNCIA SÓ ESCAPA O ARQUITETO PAULO HORMINDO DE AZEVEDO. EXEMPLO DE ÉTICA E CORREÇÃO. INFELIZMENTE POUCOS O CONHECEM, SALVO SEUS ALUNOS E, OU, POR SEUS ARTIGOS NO JORNAL A TARDE.

    1. Apesar da sua agressividade na postagem, concordo principalmente na primeira parte. Discordo quando te referes aos urbanistas. Urbanista não projeta loteamentos, projeta cidades e suas relações com o ir vir de todos. Cadistas não são arquitetos, são qualquer outra coisa. Sou formado um pouco depois de ti(1985) e sofremos pelo crescimento da informática e hoje temos que nos submeter a esta ferramenta. De resto parabéns por estar trabalhando com 81 anos.

    2. Prezado colega, loteamento não é urbanismo e sim urbanização; urbanismo é uma ciência que estuda, planeja e define a legislação urbana, a forma urbana, o desenho urbano, o uso urbano para a produção de espaço urbano de qualidade, que respeite o morador e o meio ambiente. Muitas cidades são o que são porque cresceram a partir de loteamentos e só.Sugiro que estude um pouco de urbanismo; sempre há tempo.

  4. Não li todo conteúdo da proposta mas, gostaria que fossem consideradas questões relevantes quando elencadas “exigências” projetuais.
    1-cinsiderados os locais (regiões ou centros urbanos), complexidade do projeto, público afetado, etc. pois, no afã de resguardar o interesse profissional ou corporativo, a suprema “qualidade” do projeto ou nível de detalhamento ( que não são a mesma coisa), podemos inviabilizar tanto para o cliente, como para os profissionais e ainda para o poder público que não teria como assimilar tanta perfeição.
    A realidade é uma bagunça completa e não será com uma canetada mágica que tudo se resolverá.
    Peço GRDUAÇÃO na implementação de mudanças radicais, que befrciariam apenas os grandes escritórios e complicaria ainda mais a realidade existente.
    Obrigado!

  5. É mera impressão minha, ou tem mais entidades de Engenharia do que de Arquitetura na comissão para tratar de normas referentes à Arquitetura?

  6. Acredito que seja uma ótima ideia, pois com uma padronização de apresentação os projetos os mesmos poderão ser

    analisados em qualquer parte do pais da mesma forma.

    Hoje na Cidade de Gramado os projetos são apresentados em um CD para sua analise, apos aprovação serão

    tiradas as copias definitivas diminuindo em muito o custo de copias e diminuindo em muito a quantidade de papel

    junto a natureza.

  7. Caros, a parte 1 da Norma na definiçao de projeto completo,indica que possui as informaçoes necessarias a contratação, o que é um erro, pois nesta etapa ainda nao foi compatibilizado.

    Já sugeri a alteraçao e peço a todos atenção a esta parte e que tambem peçam a alteraçao deste ponto!

  8. O CREA e algumas construtoras estão em peso para discutir e definir diretrizes de projeto de arquitetura? Não é atribuição exclusiva do Arquiteto o assunto? A pergunta é: Será que algum arquiteto fará parte na discussão de diretrizes que envolvam a engenharia?

  9. Espero que estas normas tenha ampla afinidade com os engenheiros civis. A leitura, interpretação deverá levar a cabo a uma abordagem científica que visa à unidade do conhecimento. Desta forma, procura estimular uma nova compreensão da realidade articulando elementos que passam entre as mesmas, além e através, numa busca de compreensão da complexidade do mundo real da prática e experiências dos acontecimentos em ‘canteiro de obras’. Paulo Rocha (Arquiteto/Urbanista/Especialista em Eng. Estrutural)

  10. Thiago Omena Comentou e muito bem comentado, diga-se de passagem, em http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/14.161/4913· Professor em Universidade Federal do Tocantins

    …”E há quem diga que as disciplinas de estrutura são algo completamente fora da arquitetura “coisa de engenheiro”.
    O que Calatrava, Foster, Niemeyer, titio Corbú, Lelé, e sem contar Polio, pensariam sobre a visão do MEC em mutilar o curso de arquitetura, reduzindo cada vez mais a carga horária técnica do mesmo.
    Formam-se desenhistas, decoradores, designers e “arquitetos” que dizem: que esta é a parte da arquitetura que eu detesto… (Coloco entre aspas, porque uma coisa define, segue e é a outra, logo, se não sabe uma, não sabe a outra).
    Ora, se inexiste arquitetura sem estrutura e a estrutura sem arquitetura perde o sentido,
    então o que se faz hoje é qualquer coisa relacionada ao desenho e espaço urbano que mascarada com elementos visuais, se assemelha ao nosso antigo ofício, mas, que um grande professor meu bradava com toda a convicção: Isto não é arquitetura!

    E antes de mais nada, não sou eu quem digo, é só olhar os mestres, eles falam por nós.
    Mas se mesmo assim, a vida estiver muito interessante a ponto de não ter vontade buscar novas leituras, apenas compare o que é feito hoje, com o que foi feito outrora.
    e
    José Augusto Campedelli
    Como engenheiro estrutural e conhecendo a biografia de Joaquim Cardozo (vide, p. ex. “Forma Estática – Forma Estética, ensaios de Joaquim Cardozo sobre arquitetura e engenharia), pela sua grande intelectualidade, humanidade e capacidade matemática, e até por ter mais idade que o Niemeyer, acredito que foi ele quem induziu o arquiteto a ousar no concreto, dando-lhe o suporte necessário desde a época da Pampulha até Brasília. Quanto aos que lhe seguiram também cabe reverência, sem dúvida, pois a partir desse impulso inicial desafios nunca mais faltaram. Um deles, Dr. Bruno Contarini, com quem tive oportunidade de dialogar algumas vezes nas obras iniciais do TRF, é um exemplo.

    Parabéns pelos comentários!

  11. Engenheiros discutindo arquitetura! Que decepção! Vou fazer uma cirurgia, sendo arquiteto! Acho que lá vou me dar bem!

    1. Quem faz o calculo estrutural de teus Projetos? e os demais projetos complementares? Ai de Brasília se não fosse o Calculista, Engenheiro Civil, Joaquim Cardozo. Esta é uma forma pobre de pensar, sinto muito.

    2. Numa cirurgia entra i o anestesista, o instrumentador, os auxiliares. o cirurgião é o capitão do barco, o maestro da orquestra assim somos nós arquitetos!A equipe cirúrgica é composta pelo cirurgião, que faz o procedimento, o auxiliar que é quem ajuda o cirurgião e deve substituí-lo se acontecer algum problema e ele deve saber todo o procedimento. Anestesista para cuidar da anestesia do paciente. Instrumentador, este tem que saber a sequência do procedimento cirúrgico e estar atento ao que está sendo feito para dar os instrumentos corretos ao cirurgião. Volante é o que faz tudo, ele fica fora da cirurgia e ajuda a equipe cirúrgica pegando instrumentos que não estão na sala cirúrgica.

    3. Com certeza é lamentável esta forma de pensar, sabemos que trabalhamos em equipe como disse JPNRocchaJr, CE “…inexiste arquitetura sem estrutura e a estrutura sem arquitetura perde o sentido..”

    4. Errou de profissão? Livro Oscar Niemeyer 360º .
      Que apresenta 22 obras do ícone brasileiro da arquitetura, escolhidas pelo próprio arquiteto, Midas do Concreto nos Brasis, estrela da arquitetura no exterior.
      O diferencial deste volume é o recurso especial utilizando: a fotografia em 360º, que reproduz em um único fotograma tudo aquilo que seria possível observar em um giro completo sobre o próprio eixo.
      O livro traz ainda prefácio de José Carlos Sussekind, engenheiro calculista e principal parceiro de Oscar Niemeyer, e textos em quatro idiomas: inglês, português, espanhol e alemão.
      O livro traz ainda prefácio de José Carlos Sussekind, engenheiro calculista e principal …. Os avanços tecnológicos andam de mãos dadas com a arquitetura.
      MÃOS DADAS – JOAQUIM CARDOSO interpretado por Lauro Moreira
      Publicado em 20 de jun de 2015
      Joaquim Cardoso, grande poeta pernambucano falecido em 1978, anda injustamente um pouco esquecido. Tem sido mais lembrado como o importante engenheiro calculista das obras de Oscar Niemeyer em Brasília que um dos poetas brasileiros mais originais do século XX. Confira, vendo esse incrível poema “João da Tarde – II”

      https://www.youtube.com/watch?v=V5gbGqGzlgw

  12. Discordo sr. ARNOLDO GUERRA, BA. Sou desenhista federal, resistrado em carteira profissional desde 1979. Me formei em Arquitetura e Urbanista em 2013. Fui reprovado em uma matéria e tive que pagar no semestre seguinte.

  13. PREZADOS COLEGAS,
    COM O DEVIDO RESPEITON A TODOS AQUELES QUE COLABORAM COM ESTE IMPORTANTE INSTRUMENTO, VENHO SALIENTAR ALGUNS ASPECTOS QUE SUPONHO PERTINENTES:
    AS REFERÊNCIAS NORMALIZADORAS SÃO MUITO DIFERENTES DA NOSSA REALIDADE CRIANDO DISPARIDADES ABSURDAS,
    A ABNT ESCONDE AS NORMAS DOS PROFISSIONAIS COBRANDO PREÇOS EXTORSIVOS POR INÚMEROS DETALHES
    SOBRE ISTO JÁ EXPUS AOS ENTÃO PRESIDENTES ALONSO E LANG
    PROJETO EM TODO O BRASIL, SEM COMENTÁRIOS AS ABORDAGENS….
    INVENTAM DEMAIS, E VIVEMOS CONVIVENDO COM O SUPER E O RIDÍCULO, QUANDO NÃO O PRECÁRIO MESMO
    MENOS NORMALIZAÇÃO E MAIS FISCALIZAÇÃO SOBRE PRODUTORES
    CONHEÇO CATÁLOGOS NO EXTERIOR DE PRODUTOS EM PRODUÇAO HÁ TEMPOS E COM GARANTIA DE PRODUÇÃO FUTURA POR DET TEMPO
    AQUI,NOOTAS DE RODAPÉ DE CATÁLOGOS, “SUJEITO A ALTERAÇÃO SEM PRÉVIO AVISO’….
    BOMBEIRO ENTÃO PARA QUE SERVEM O CAU/CREA/ETC? UMA NORMA ATRÁS DA OUTRA, RETROCEDENDO A ANTERIORIDADE, ABSURDO, GOVERNOS, ENTIDADES ACORDEM….
    QUEM É ABNT?
    COM TODO RESPEITO, ADVOGADOS ESTÃO MAIS POR DENTRO DO QUE MUITOS PROFISSIONAIS….
    JÁ VI NORMA JAPONESA, ALEMÂ, ETC QUE SE INFILTRAM NA ABNT…… JUÍZO GENTE….

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