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O novo cenário – Artigo de Mauro Viegas Filho, presidente da ABCE

Mudanças políticas paralisam o país. O Executivo tem Ministério radicalmente novo, que precisa de tempo para adequar sua missão frente a um quadro econômico recessivo, com imposição de cortes nos investimentos, especialmente em projetos de engenharia e obras. O mesmo ocorre nos estados em que os eleitos são da oposição à gestão anterior.

 

No Legislativo federal, o quadro ainda se estende à paralisia no vácuo produzido pela escalação de novos parlamentares e redesenho do mosaico de representações dos partidos, com novos acordos e possíveis rupturas de parcerias, sempre pendentes de atendimento de demandas de cargos pelas siglas de apoiadores do governo reeleito. Somente em fevereiro os eleitos serão empossados.

 

O mesmo ocorre no nível estadual, onde mudanças alteraram o quadro político, gerando reformas administrativas mais profundas e muitas vezes complicadas.

 

Por outro lado, o “efeito Petrobras” terá reflexos certamente recessivos não apenas no setor de petróleo e gás, mas em todos os setores, em função do impacto da paralisação ou redução de ritmo das obras de infraestrutura do país no curto e médio prazo.

 

Entretanto, pode-se prever um tempo propício para contratação de engenharia no setor elétrico, pela incapacidade atual do sistema de atender à demanda em tempo de seca prolongada, seja na geração como na transmissão de energia que pode requerer estudos e revisões pontuais capazes de ampliar o potencial instalado. Também no setor de saneamento poderão surgir oportunidades importantes, com os investimentos em reuso de água.

 

Devemos, ainda, monitorar, os resultados e avaliar criticamente, ao longo deste ano, a contratação de obras sem projetos que vem sendo praticada no setor de transportes.

 

No nosso campo de luta, podem ocorrer o desmonte da prática da contratação integrada aberta e a recuperação da lógica na contratação de obras somente após a aprovação dos estudos e projetos completos de engenharia, contratados estes tempestivamente na modalidade “de técnica e preço” pelo regime próprio da lei de licitações.

 

Teremos, assim, um cenário mais difícil para os atores que a Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE) representa. Tempo de diálogo em todas as frentes, sendo que a consultoria de engenharia pode sair fortalecida pelo reconhecimento de que a prática de executar projetos básicos e executivos antes de contratar obras é o modelo acertado para evitar desperdícios e paralisações de grandes investimentos.

 

Estes serão os desafios da engenharia consultiva neste início de ano.

 

Mauro Viegas Filho é presidente da Associação Brasileira de Consultores de Engenharia (ABCE)

 

Fonte: O Globo

 

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2 respostas

  1. Cordiais saudações – tendo em vista a repercussão mundial do livro “Capital no século 21” do economista francês Thomas Piketty e do impacto nas prioridades sociais e objetivos de Rotary, envio anexo, minha avaliação do citado livro. Espero que sirva para uma reflexão sobre o momento atual. Cordialmente
    Ronaldo Campos Carneiro – June 2014
    2008-9 EGD Distrito 4530 – Brasília – DF – Brasil
    Livro “Capital” de Piketty – Resposta de um liberal convicto

    Quinze anos de pesquisa (1998-2013) destinada sobretudo para entender a dinâmica histórica de renda e riqueza em cerca de 20 países, retrocedendo cerca de 200 anos e muitas delas desde o inicio dos tempos, marcando fatos notáveis da humanidade, tais como revolução industrial, conflitos mundiais, crises econômicas, usando correções e harmonização de dados amplamente aceitas por instituições de credibilidade tais como Banco Mundial, ONU, FMI, permitiram a este professor economista francês de 43 anos da Escola de Economia de Paris Thomas Piketty, concluir que:
    Capitalismo, ou o que restou dele tal qual vem sendo praticado ou capitalismo de amigos ou compadres (crony capitalism) é altamente concentrador de renda e riqueza – é um processo onde rico fica mais rico e pobre fica mais pobre
    Estimativas para o século 21 são alarmantes, tornando inviáveis a convivência humana com as regras atuais.
    A competição de mercado que se assiste hoje é como uma corrida de atletismo: alguns de barriga cheia e com acesso aos sistemas de saúde e de educação, disparados lá na frente; e uma multidão de excluídos lá atrás: o mínimo decente e justo é colocá-los na mesma linha de partida ou igualar as oportunidades na largada.
    “As 85 pessoas mais ricas do mundo, que poderiam caber em um simples ônibus londrino de dois andares, controlam tanta riqueza quanto a metade mais pobre da população mundial – isto é, 3,5 bilhões de pessoas.

    “A desigualdade excessiva é corrosiva do crescimento; é corrosiva para a sociedade. Acredito que os profissionais da economia e a comunidade política ignoraram a desigualdade por tempo demais.” Cristine Lagarde, diretora Executiva do Fundo Monetário Internacional.
    Penso que estas conclusões são irrefutáveis, nenhum acadêmico poderá, a partir da pesquisa de Piketty, desconsiderar a enorme exclusão social gerada pelo capitalismo, ou a premente necessidade de uma ação que consiga reverter este quadro dramático. Desigualdade é um complicador para a economia de mercado. Nunca podemos esquecer que a economia depende da oferta e demanda – de nada adianta ter oferta com redução da demanda ou vice versa. Somente os liberais sonhadores, imaginam que a economia pode funcionar só com oferta!!! Economia é uma ciência onde os agentes são regulados pela inexorável lei da oferta e procura. Política é uma arte onde prevalece a vontade humana. Este o motivo que não podem se misturar, economia e politica tem natureza distinta.
    Esta total concordância com as conclusões de Piketty, me levam igualmente a uma total discordância de suas recomendações: taxação progressiva e imposto global sobre a riqueza. Este é o caminho mais rápido para o inferno, significa mais governo, burocracia, guerra, corrupção, ou ainda, na visão econômica: significa transferir recursos da lei da oferta e procura para a cambiante vontade humana de burocratas e políticos – a antessala do inferno. Nada é mais predatório que a ação do governo na economia – endividamento é o que governos sabem fazer e fazem sem parcimônia.

    “Déficits significam futuros aumentos de impostos, pura e simplesmente. O aumento de déficits deve ser visto como um imposto sobre as futuras gerações, e os políticos que criam déficits deveriam ser condenados como criadores de impostos”. Ron Paul – ex senador americano (republicano)
    Nossa geração é penalizada por decisões de gerações passadas com acréscimo do endividamento, assim como gerações futuras terão que pagar pela inconsequência de nossa geração por aumento de dividas. A discussão europeia sobre austeridade ou estímulos keynesianos significa penalizar nossa geração ou nossos descendentes. O poderoso de plantão, usualmente, busca o aplauso imediato transferindo o problema pro futuro. É a inconsequência de quem não se preocupa com as próximas gerações.

    “Não se esqueçam de que eu descobri que mais de noventa por cento de todos os déficits nacionais, de 1921 a 1939, foram causados por pagamentos pelas guerras passadas, presentes e futuras”. Franklin D. Roosevelt
    “As pessoas não fazem guerras. São os governos que as fazem”. Ronald Reagan
    Retrocedo ao ambiente da revolução americana – “jamais fortalecerás os fracos por enfraqueceres os fortes” e ao clima da revolução francesa com promessas de “liberdade, fraternidade e igualdade”
    A desigualdade de oportunidades nas regras de convívio humano está gerando o mais terrível processo de dominação e servidão humana que é a ditadura da burocracia. A enorme quantidade de recursos financeiros em poder do Estado a serem alocados por atos de vontade humana estimula uma corrida desenfreada em políticos inescrupulosos que buscam o poder a qualquer custo, onde “não desdenham, em certos casos, alianças com a trapaça, fraude e corrupção” usando as palavras de VILFREDO PARETO.
    Seria muito eficaz e útil que os formuladores econômicos se convençam de que aplicar mais medidas usando o mesmo referencial keynesiano chegaremos aos mesmos resultados. Temos que migrar para outro referencial se quisermos avançar no processo de desenvolvimento.
    Os dirigentes econômicos devem ter consciência de que:
    “Se eles fizerem apenas o que sempre fizeram, acabarão obtendo apenas o que sempre tiveram”. Esta proposta de Piketty é mais do mesmo, que certamente levará a resultados medíocres.
    A relação renda riqueza se assemelha a um rio fluindo em direção a uma barragem, onde a renda é a variável de fluxo ou a fluidez do rio e a riqueza a variável de estoque ou a acumulação na barragem. Ambos têm a mesma natureza, riqueza nada mais é que trabalho acumulado e somente este pode gerar riqueza. Piketty provou que tem gente colhendo sem plantar, ou gerando riqueza com trabalho alheio ou ainda quando o retorno do capital sobrepuja o progresso da economia, produz acumulação predatória. É a economia patrimonialista que produz rendimento herdado de família ou de natureza politica: ser amigo do rei rende mais que o mérito e competência. Seria cômico se não fosse trágico imaginar que o controle de fluxos financeiros: moeda, cambio e crédito possa gerar desenvolvimento, como sugeriu Keynes. Apenas e somente trabalho produtivo consegue gerar capital.
    “O trabalho existe antes, e é independente do capital. O capital é apenas o fruto do trabalho, e jamais teria existido sem a prévia existência do trabalho. O trabalho é superior ao capital, e merece muito mais consideração”
    Esta verdade expressa por Abraham Lincoln deve ser resgatada por todos aqueles zumbis que estão vagando perdidos e descolados de conceitos básicos da economia.
    Não se pode criticar sem propor algo em troca. Solução não esta no rol das ferramentas econômicas, mas no âmbito da politica, através de acordo pleno, real e verdadeiro em torno de um novo Pacto Social, onde nutrição, saúde e educação passam a ser reponsabilidades do processo produtivo privado e o governo, reduzindo a tributação correspondente, irá reduzir sua interferência na economia. Ao invés de transferir recursos do rico para o pobre, igualam-se as oportunidades de nutrição, saúde e educação. Não falamos de filantropia, mas num novo conceito de trabalho humano como processo de transformação de energia humana em energia física ou intelectual. Trata-se de substituir a cambiante lógica de ideias – ideologia – pela invariável lógica da vida – biologia. Certamente o empresário não ira agir por filantropia, é o pleno emprego produtivo que será o fiador deste Acordo de vontades.
    Ideia é de uma simplicidade franciscana: Piketty provou que através de séculos de implantação de medidas distributivas em todos os países, ou ainda transferir recursos de ricos para pobres apenas conduz a mais exclusão social.
    Proibir a riqueza colocando um teto no rendimento, como propõe Piketty, significa tentar enfraquecer os fortes para fortalecer os fracos. Melhor seria, ao invés de teto, colocar um piso para permitir a riqueza e proibir a pobreza. Ou, destampar a panela de pressão e permitir um sistema aberto com dissipação de pressões.
    Vamos igualar a todos o acesso a nutrição, saúde e educação e liberar todo o arsenal e valores da economia de mercado. Foram estes valores que fizeram o ocidente prospero desde o século XIX e que já provaram sua eficácia.
    Antes de qualificar esta proposta de utópica, teórica, ou irrealizável, é oportuno lembrar que a liberação total de preços e salários irá conduzir ao pleno emprego produtivo, vale dizer: salários serão ascendentes – não é necessário definir um salario mínimo – imaginem como foi a revolução industrial no inicio do século XIX.
    “As instituições governamentais somente:
    a) protegem os poderosos e os grupos de interesse,
    b) criam hostilidade, corrupção, e desesperança,
    c) limitam a prosperidade, e
    d) reprimem a livre expressão e as oportunidades dos indivíduos”
    IMB – Instituto Mises
    Deixo, adiante, alguns desafios para reflexão no âmbito desta proposta:
    1) setor agrícola e a reversão da migração campo – cidade;
    2) setor de saúde e educação e a eficácia do arsenal da empresa privada; lucros vinculados a saúde da população;
    3) setor financeiro e sua inviabilização na compra e venda de papel com expressão monetária;
    “Felizmente, a crise provocou um curso de correção maior, com o entendimento de que o verdadeiro papel do sector financeiro é servir, e não governar a economia. Como Winston Churchill uma vez disse: “Eu preferiria ver o setor financeiro menos orgulhoso e a indústria mais contente”. Christine Lagarde – FMI

    4) área politica e o desinteresse de aventureiros quando recursos escassearem
    Finalmente, uma oportuna reflexão diante da realização de uma Copa do Mundo de futebol, ou de uma Olimpíada, imagine como seria a competição caso houvesse influencias de natureza politica – burocrática na escalação das equipes e nas regras do jogo!!!
    “No inferno, os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise”. Dante Alighieri (1265-1321)
    Vamos aprender com as melhores lições de Von Mises:
    • Se a história pode nos ensinar alguma coisa, seria que a propriedade privada está indissoluvelmente ligada com a civilização.
    • Aqueles que estão pedindo mais interferência do governo estão pedindo, finalmente, por mais compulsão e menos liberdade.
    • Os governos se tornam liberais somente quando forçados pelos cidadãos.
    • Tanto vigor e dinheiro são impotentes contra idéias.

    Joseph Stiglitz – A Desigualdade não é inevitável – 27/6/2014
    “Fazer os mercados agirem como mercados seria um bom ponto de partida”;
    “Temos que acabar com a sociedade de rentistas onde o rico obtem lucros através de manipulação do sistema”.
    “Não estaremos abraçando uma política de inveja ao revertermos uma política de ganância.”
    “A desigualdade que se alarga e aprofunda não é conduzida por leis econômicas imutáveis, mas por leis que nós próprios redigimos”.
    “A desigualdade não se refere apenas à taxa marginal do imposto máximo, mas também ao acesso de nossos filhos à alimentação e ao direito que todos têm à justiça”
    “O problema da desigualdade não é apenas uma questão técnica da economia. Ela é na verdade um problema prático da política.”
    Conferência sobre Capitalismo Inclusivo – Christine Lagarde, Diretora do Fundo Monetário Internacional, Londres, 27 de maio de 2014
    “Uma concentração maior de renda até poderia – se não fosse contida – minar os princípios da meritocracia e da democracia. Poderia minar o princípio da igualdade de direitos proclamada em 1948, na Declaração Universal dos Direitos Humanos”.
    “O Papa Francisco recentemente descreveu isso em termos duros, quando chamou a crescente desigualdade de ‘raiz dos males sociais’”.
    “Portanto não surpreende que uma pesquisa do FMI – feita sobre 173 países nos últimos 50 anos -, tenha concluído que os países mais desiguais tendem a ter mais baixo e menos durável crescimento econômico.”
    E não devemos desistir só porque é difícil. Permitam-me citar John Fitzgerald Kennedy aqui, que disse a famosa frase de que “nós escolhemos ir à Lua não porque é fácil, mas porque é difícil”.

    Leia a íntegra em Conferência sobre Capitalismo Inclusivo (Conference on Inclusive Capitalism):
    https://www.imf.org/external/np/speeches/2014/052714.htm

    Cordialmente
    Ronaldo Campos Carneiro – junho/2014
    [email protected]
    http://rcarneiro4.blogspot.com.br
    http://ronaldocarneiro.wordpress.com

    Para entender o livro de Piketty:
    http://piketty.pse.ens.fr/en/capital21c2 – Paris School of Economics
    Debate com pensadores extraordinários na CUNY – City University of New York
    https://www.youtube.com/watch?v=heOVJM2JZxI&feature=em-subs_digest-vrecs

    Skidelsky´s blog – “http://www.skidelskyr.com/”Skidelsky’sHYPERLINK
    26 de maio Too Much: Edição Especial Thomas Piketty – Sam Pizzigati – http://toomuchonline.org/weeklies2014/may262014.html

    John Weeks – Why Is Capital In The 21st Century (C21C) Such A Success? 30/05/2014
    Debate Piketty and senator Elizabeth Warren
    http://www.commondreams.org/headline/2014/06/03-1
    Sugiro a leitura dos textos sobre o tema de:
    David Harvey (Afterthoughts on Piketty’s Capital), Paul Krugman, Dani Rodrick, Joseph Stiglitz, Lawrence Summers, Robert Solow, James Galbraith.
    Comentários recebidos sobre este texto

    From: Thomas Piketty
    Date: 2014-06-13 3:37 GMT-03:00
    Subject: RE : Piketty’s Capital – The Answer of a convinced Liberal
    To: Ronaldo campos carneiro

    Thanks Ronaldo, I appreciate it. Best, Thomas
    __________________
    Thomas Piketty
    Ecole d’Economie de Paris/Paris School of Economics
    Page personnelle : http://piketty.pse.ens.fr/

    ———————————————–
    From: Thomas Piketty
    Date: 2014-07-02 7:38 GMT-03:00
    Subject: RE: Piketty’s “Capital” – The answer of a convinced liberal
    To: Ronaldo Carneiro

    Thanks Ronaldo, this is a very interesting reaction! Best, Thomas

    _______________
    Thomas Piketty
    Ecole d’Economie de Paris/Paris School of Economics
    Page personnelle : http://piketty.pse.ens.fr/

    De: Ives Gandra Martins
    Data: 7 de julho de 2014 11:18
    Assunto: RES: Livro “Capital” de Piketty – Resposta de um liberal convicto
    Para: Ronaldo campos carneiro

    Prezado Ronaldo,

    Li seu artigo.

    Em quase todas as conclusões do amigo, nossas posições são iguais. As soluções propostas por Piketty são piores do que aquelas que temos na atualidade, porque o Estado, em sua função distributivista sempre a exerce mal ou não a exerce, sobre inibir o processo produtivo.

    Tenho dúvidas, todavia, sobre os dados em que se baseia Piketty.

    Parabéns pela análise,

    Forte abraço,

    Ives Gandra Martins

    —————————————————————————-
    De: [email protected]
    6/6/14
    Meu bom companheiro Ronaldo, agradeço sua matéria.
    Li atentamente suas ponderações enriquecidas com citações de luminares, dos quais você é um deles.
    Ainda não li o referido livro mas concordo com suas obsrvações.
    Receba o meu abraço agradecido,
    Gerson Gonçalves
    ———————————
    De: [email protected]
    6/6/14
    Obrigado pelo texto, Ronaldo! O Piketty merece ser refutado continuamente.
    Abs
    ———————————————
    De: [email protected] – 7/6/14
    Mailson da Nobrega
    Caro Ronaldo,
    Grato por suas interessantes observações sobre o livro de Piketty. Estou concluindo a leitura do calhamaço e ainda não cheguei na proposta de tributação confiscatória. Sem dúvida é um dos pontos fracos da obra. Outro é achar que as coisas são imutáveis e que somente a ação estatal pode corrigir as distorções na distribuição da riqueza.
    Um abraço,
    Mailson
    ————————————–
    De: [email protected] – 7/6/14
    Estimado Ronaldo – Meu govermador pensador – Parabéns pelo seu lúcido comentário. Abraços. Toro
    —————————————-
    De: [email protected] – 7/6/14
    Excelente reflexão companheiro Ronaldo. Não sou da área econômica , mas não seria preciso para entender o que estamos vivenciando e com as suas reflexões, ficou ainda melhor. Me deu vontade de ler o livro.
    Sds
    Tereza Neuma
    ————————————————————–
    De: [email protected]
    9/6/14
    Obrigado, Ronaldo. Creio que vai se consolidando a percepção de que mesmo que muitas das análises do autor sejam pertinentes, as conclusões não o são. Grato pelo texto. Abraços Fabio
    ———————————————————-
    De: [email protected]
    6/6/14
    Parabéns Ronaldo,
    Piketty é um socialista envergonhado, ou disfarçado. Não está com nada.
    Abrs.,
    Álvaro P. de Cerqueira
    ———————————————
    De: [email protected]
    8/6/14
    Voce tem totalmente razao Ronaldo. O Piketty parte de boas intencoes, mas suas premissas são falsas e suas recomendações são totalmente equivocadas.
    Muita gente pensa como ele, a começar pelos políticos e pelos governos…
    Infelizmente…

    Paulo Roberto de Almeida
    [email protected]
    http://www.pralmeida.org
    diplomatizzando.blogspot.com
    —————————————
    De: [email protected]
    8/6/14
    Legal. Distribuirei.
    Zé Roberto Afonso
    ———————————————–
    De: [email protected]
    8/6/14
    Grato, Ronaldo. Muito pertinente.
    Joao Augusto Figueiró

    Instituto Zero a Seis – Primeira Infância e Cultura de Paz
    Av. Paulista, 2073 – Horsa I – sala 2112
    01311-940 – Bela Vista
    Sao Paulo – SP – Brasil
    55(11) 3287 9206
    [email protected]
    http://www.zeroaseis.org.br
    —————————————
    De: Helio Schwartsman
    9/6/14
    Ronaldo,
    Grato!
    Considerações interessantes.
    Abs.
    H
    —————————————
    De: [email protected]
    9/6/14
    Obrigada, Ronaldo. Vou ler sua reflexão.
    Um abraço,
    Maria Lucia
    ———————————————————
    De: [email protected]
    10/6/14
    Caro Ronaldo,
    Sua avaliação me parece adequada até você “discordar das recomendações”…
    Pelo que compreendi da breve leitura do livro, o Piketty não propõe “elevar” a carga fiscal, nem também uma postura de mais governo.
    Meu entendimento foi de que ele propõe uma taxação progressiva e um imposto sobre a riqueza, ao mesmo tempo em que haveria redução da carga fiscal para os níveis menores de renda, para que possa haver, de fato, maior redução da desigualdade, uma vez que, estatisticamente, as evidências históricas são de que em todo o mundo tem havido, ao longo dos séculos, concentração de renda, a qual não decorre necessariamente da remuneração do fator trabalho, mas de ganhos financeiros e de remuneração de dirigentes em montantes que não guardam nenhuma relação com a produtividade da empresa. Logo, a resultante desta recomendação dele, é a da compensação entre os contribuintes, mas não é de mais governo, nem por taxação, nem por gastos e tampouco por ação adicional na economia.
    Tendo feito estes comentários, entendo, como você, que o monopólio ou a predominância do Estado na prestação de serviços de natureza pública, como educação e saúde, bem como nos setores de infraestrutura, como transporte, energia, saneamento, não assegura a desejada melhoria social, nem o uso mais eficiente e mais eficaz dos recursos de uma sociedade.
    Entendo ser perfeitamente possível a atuação do setor privado nestes segmentos, com resultados provavelmente mais eficazes e com menores gastos, mas, ao mesmo tempo, acho que, nessas condições, há necessidade de se contar com adequado sistemas de regulação, porque esses “bens” e “serviços” são de natureza próxima de “publicos”, com as características de setores com rendimentos crescentes de escala e um grande potencial de apropriação do “excedente do consumidor” por parte do explorador do serviço.
    Mas, regulação, no meu entendimento, não significa “patronizar” o setor privado, diminuir seu “drive” natural de aumentar produtividade e ganho, e estabelecer mecanismos de natureza predominantemente burocrática. Regular é estabelecer regras gerais de proteção dos consumidores do poder de monopólio e de eficaz entrega de um bom produto ou serviço.
    Estes seriam meus breves comentários ao seu texto.
    Abraços.
    José Carlos
    ———————————————-
    De: [email protected]
    Jornal Pravda – 11/6/14
    EXCELENTE

    colocando no topo da página esta noite meu amigo
    Grato
    Timi
    —————————————————-
    De: Paulo Roberto de Oliveira – 13/6/14
    [email protected]
    Amigo Ronaldo,
    Como sempre, acompanho as suas idéias, que são luzes para mim nessa área na qual não tenho qualquer domínio.
    Parabéns porque, me parece, o Thomas também as está levando em consideração.
    Forte abraço.
    paulo roberto.
    ——————————————
    De: Artur Larangeira
    Data: 15 de junho de 2014 10:10
    Assunto: Livro “Capital” de Piketty – Resposta de um liberal convicto
    Para: [email protected]

    Concordo plenamente, o Brasil tem a 14a maior carga tributária do mundo e está no 86a posição dê IDH, justo porque o dinheiro nas mãos do estado só serve para ser dividido conforme o critério deles. Ex. o valor médio das aposentadorias dos servidores públicos eh 7 vezes maior que a média do INSS, e por incrível que pareça os do inss contribuíram com mais, e para cobrir os benefícios aos privilegiados ao gente tira dinheiro da saúde e dá educacao
    ————————————————————–
    de: Pic Rene
    para: Ronaldo Carneiro
    data: 15 de junho de 2014 15:50
    assunto: Re: Livro “Capital” de Piketty – Resposta de um liberal convicto
    Caro Ronaldo ,
    Na grande verdade sem vertente filosofica , a economia pura e dura perde seus sentidos . Vale lembrar que este canibalismo vazio sem altruismo leva a devastação dos valores humanos conquistados a duro custo pelos mesmos da historia e que hoje estão pagando caro o cinismo da “elite “.
    O fracasso vem da falta de ” humanismo” , de busca de sabedoria .
    Acumular é amostra da derisão do sistema que reclama da falta de segurança ( cadê as escolas , os hospitais dignos ? a cultura ? o urbanismo ? os projetos de sociedade ?
    Um grande abraço
    René Louis Pic
    —————————————————
    De: norton seng
    Data: 15 de junho de 2014 22:48
    Assunto: Re: Livro “Capital” de Piketty – Resposta de um liberal convicto
    Para: Ronaldo campos carneiro

    Caro Ronaldo,
    Fico honrado com sua mensagem e muito agradeço por incluir-me nos destinatários da mesma.
    Estava viajando. Amanhã estarei em reunião com um grupo de HK. Depois vou a SP. Mas saiba que vou ler, com esmerada atenção, o seu comentário sobre essa obra que está sendo comentada em todo o mundo e está causando uma verdadeira revolução de conceitos e valores.
    Abraços,
    Norton
    ——————————————————-
    De: [email protected]
    16/6/14
    Muito grata, caro Ronaldo, cumprimentos por sua contribuição ao entendimento desta obra que considero relevante, vai marcar época !

    Observo apenas que se deve separar a qualificação, ou avaliação do livro de Picketty, das propostas que ele faz para o futuro.

    Enquanto descreve e analisa o fenômeno de concentração da renda e d\a riqueza no mundo capitalista, Picketty age como um pensador de natureza universal, conseguindo até distanciar-se da formação francesa, tendo em vista sua passagem pelos Estados Unidos e o fato de a França integrar a UE há mais de uma década. E entendi eu, que ao privilegiar informações estatísticas, Picketty procurou evitar os estéreis debates ideológicos que vem freando as contribuições dos economistas há algum tempo. Em lugar de palavras ele oferece sobretudo números, como já o havia feito quando analisou os Hauts Revenus en France, no século XX. Perante os mesmo números, outros poderão oferecer palavras (interpretações) distintas, e é isto que eu gostaria de ver surgir.

    Como formulador de propostas para o futuro ele é um francês, herdeiro legítimo de uma sociedade que pode gabar-se de ter tido grande sucesso na adoção do modelo social-democrata. Maravilha foi a França nos anos 1960 e 1970. Confortáveis padrões de igualdade social, dava prazer. E uma democracia respeitável onde conviviam indivíduos com tendências e idéias variadas: monarquistas, comunistas, liberais, neoliberais, nazistas, etc. Creio por isto que suas proposições foram altamente influenciadas pelo história fiscal da França. O que é no mínimo, saudável, mas não deve ser transposto para outros países. Política tributária- fiscal é sempre uma construção histórica de um país e de um povo.

    Abraço cordial, Ceci Juruá
    ———————————————-
    De: jose
    Data: 24 de junho de 2014 22:24
    Assunto: Livro “Capital” de Piketty ? Resposta de um liberal convicto
    Para: Ronaldo campos carneiro
    Cc: Jose Carlos Oliveira

    Obrigado Ronaldo. Gostei muito das pertinentes considerações do Prof. Stephen Raudenbush. Concordo inteiramente com o ponto de vista dele. Gostei também por você ter levado em consideração e disponibilizado pontos de vista diferentes dos seus. E isso é ótimo, porque afinal, é a contraposição dos elementos opostos que possibilita as mudanças progressivas e evolutivas. Ou seja, é o sentido da dialética. Foi bom também eu ter tido a oportunidade de ler a mensagem do Prof. Pedro Schwartz, Catedrático de História do Pensamento Econômico da Universidade Complutense de Madrid, na época em que fiz lá o meu Doutorado.
    A propósito, me permita uma pequena digressão sobre um fato que guarda relação com o tema tratado. Naquela época, início dos 90, ocorreu um significativo debate entre dois renomados Catedráticos: um, defensor do neoliberalismo, e o outro, crítico. Ainda me lembro que o neoliberal convicto dizia que teve a satisfação de ver adotadas muitas das ideias de Frederick von Hayek, o que levou o crítico do neoliberalismo a comentar que se com isso ele queria dizer que semelhantes ideias foram adotadas pelos governos Thatcher e Reagan na década de 80, pois tinha razão. Porém, se com isso queria dizer que tais ideias resultaram exitosas, tal afirmação era equivocada. Nem o governo de Thatcher, nem o de Reagan, maiores defensores do neoliberalismo naquela época, conseguiram reduzir o papel do Estado de modo significativo, como aconselhava Hayek. Na realidade, continuava o Catedrático fundamentando sua visão crítica, houve uma transferência de gastos em serviços públicos para gastos em defesa. E ele prosseguia explicando que o centralismo do poder sob Thatcher era inquestionável e, para os que acreditam na democracia, algo lamentável. Assim que, longe de aumentar a liberdade do indivíduo, as ideias do neoliberalismo tiraram da maioria poder econômico e político. E concluia ele dizendo que na hora de julgar os resultados da teoria neoliberal, é preciso ter em conta os resultados na prática, e esses têm sido desastrosos.
    Abraços,
    José Ronaldo

    De: Jonas Eziquel Lutzer
    Data: 3 de julho de 2014 19:00
    Assunto: Re: Livro “Capital” de Piketty – Resposta de um liberal convicto
    Para: Ronaldo campos carneiro

    Soh existem 2 tipos de capitalismo
    O de mercado
    E o do governo
    O de mercado dah liberdade e crescimento e do governo dah pobreza e escravidão.
    Escolha um e se mude para lah

    De: Benoni Vera
    Data: 26 de junho de 2014 18:53
    Assunto: RES: Capital de Piketty – resposta de um liberal convicto
    Para: Ronaldo campos carneiro

    Prezado Ronaldo,

    Muito obrigado pela lembrança. Estou lendo opiniões sobre o livro “O Capital do século 21”. Quem é contra prioridades sociais? Na minha juventude passei quatro anos interno no seminário dos frades franciscanos, dos 12 aos 16, onde, os seminaristas, éramos doutrinados sobre as virtudes da pobreza e os males da riqueza. Saí de lá convicto. Ao longo da vida, inclusive quando fiz o curso de Economia, onde fui aluno esforçado, percebi dificuldades para a prática daquele ideário, mesmo lendo autores das variadas linhas do pensamento econômico. Quando trabalhei em consultoria, mantendo contato com empresários e trabalhadores, percebi que as dificuldades eram grandes e também crescentes com os avanços da tecnologia. Nunca vou esquecer um caso particular de trabalho em que fiz um plano de ampliação e modernização de uma empresa , onde propus no final a diminuição do número de trabalhadores. Aceita a minha ideia, as obras foram realizadas, a fábrica produziu mais e melhor, e a família ganha muito dinheiro até hoje, já tendo feito outros trabalhos de modernização da indústria em anos seguintes. Se o empresário não toma aquela decisão teria falido, pois seus concorrentes tomariam seu lugar no mercado. É para refletir. Benoni

    De: Carlos Mendes
    Data: 4 de julho de 2014 09:50
    Assunto: Re: Livro “Capital” de Piketty – Resposta de um liberal convicto
    Para: Ronaldo Carneiro

    Obrigado, Ronaldo. Sua interpretação é oportuna. O conceito de felicidade, ainda que ela seja uma abstração, passa pela redistribuição da riqueza, ou pela desconcentração dela. O problema é como fazer isso num mundo onde minoria podre de rica controla tudo, até a informação que poderia chegar aos pobres. Veja o caso do Brasil, onde a concentração da riqueza aprofunda cada vez mais a concentração de poder, inclusive o da informação. Tentei colocar no ar uma rádio educativa em Belém, cumpri todas as regras e prazos do Ministério das Comunicações, mas como não faço parte do governo e nem tenho amigos no poder – porque sou apenas um jornalista que combate o monopólio da informação por grandes grupos empresariais -, o ministro Paulo Bernardo deu para a Rádio Câmara ( da Câmara dos Deputados) o canal educativo de rádio disponível para Belém. E eu fui descobrir que a Rádio Câmara nem tinha interesse nesse canal, tanto que sequer apresentou até agora o estudo técnico, perdendo o prazo. A Fundação Metrópole, que eu presido, apresentou todos os documentos, incluindo o estudo técnico, mas foi preterida pelo ministro do PT. É o Brasil, meu caro Ronaldo. Então, resta lutar contra isso até o fim, para que o estado totalitário não se estabeleça de vez. Livramo-nos de uma ditadura militar, mas veja em que vala caímos, meu amigo. Um abraço do jornalista Carlos Mendes.

    De: dirceu wollmann junior
    Data: 7 de julho de 2014 10:04
    Assunto: Re: Livro “Capital” de Piketty – Resposta de um liberal convicto
    Para: Ronaldo campos carneiro

    Prezado Ronaldo

    Muito grato pela excelente e profunda mensagem.
    Espero que tenha a merecida repercussão e consequencias.
    Saudações
    Dirceu Wollmann Junior – Engº

    De: Nelson Antonio Prata
    Data: 12 de julho de 2014 09:05
    Assunto: RE: Livro “Capital” de Piketty – Resposta de um liberal convicto
    Para: Ronaldo campos carneiro

    Prezado Sr. Ronaldo
    Em primeiro, agradeço pelo envio de suas observações e excelentes comentários relacionados com a “coqueluche” do pensamento econômico, Thomas Piketty. Como engenheiro, conheço pouco sobre economia, mas concordo com a sua posição considerando o Trabalho, superior ao Capital, como valia. Pessoalmente, a partir de minha própria experiência de vida, (comecei a trabalhar em tenra idade, sou uma espécie de “self made man”), acredito que, se uma pessoa tem acesso, à saúde, à adequada nutrição, à educação e à igualdade de oportunidade, estará realizando sua revolução individual de maneira real não utópica, sem fantasias ideológicas cujo objetivo, na esmagadora maioria dos exemplos dados pela HISTÓRIA é bem diverso, apenas pretextos para a continuidade da desigualdade e da exploração. Não existe almoço grátis. O Estado e o governo, são criações humanas, portanto sujeitos às imperfeições ditadas pelas idiossincrasias e aos interesses dos integrantes do governo, pretensamente colocados no Poder pelo povo. Melhorar o governo, somente é possível com a melhoria do nível de percepção coletiva do significado do PODER e qual deva ser o seu papel. Quanto à sua concitação no sentido de igualar o acesso à saúde, à educação e à nutrição e liberar as forças da economia de mercado, está aí um assunto controverso e delicado. Neste sentido peço permissão para sugerir a leitura de duas grandes obras, que ajudam a lançar luzes sobre o tema: “Globalização X Desenvolvimento”, de autoria do Dr. Adriano Benayon e “Sementes de Democracia” de autoria do Prof. Inairo Gomes. Estas duas admiráveis obras, refletem sobre a realidade política e econômica do Brasil, pois estou convicto de que por melhor que sejam as teses e ideias, levantadas alhures, sua aplicação em cada país, deve ser pensada à luza da realidade local.

    Atenciosamente
    Nelson

    De: Leonardo Luciano Leoi
    Data: 16 de julho de 2014 13:57
    Assunto: Re: Livro Capital de Piketty – resposta de um liberal convicto
    Para: Ronaldo campos carneiro

    Ilmo. Sr. Ronaldo – Boa Tarde
    Primeiramente grato por me haver distinguido com a remessa de suas brilhantes e significativas considerações sobre tão complexo tema . Ao ensejo , tomo a liberdade de parabenizá-lo pela análise concisa , clara e consciente , alvo de suas avaliações , do livro “CAPITAL NO SÉCULO 21 ” do famoso Professor Thomas Piketty . Muito sucesso , paz e saúde . Forte abraço . Leonardo L Leoi

    De: jmbutruille
    Data: 19 de julho de 2014 15:22
    Assunto: Re: Livro Capital de Piketty – resposta de um liberal convicto
    Para: Ronaldo campos carneiro

    Prezado Ronaldo,
    Eu gostei da sua visão, a partir da analise histórica feita par Piketty, uma analise criteriosa mas com conclusões equivocadas.
    Eu não estou especialista em Economia e a minha percepção é aquela de um cidadão comum.
    Eu compartilho a sua analise, no geral, de que menos Estado e mais iniciativa privada resolvem melhor os desafios da organização de uma sociedade humana. Eu não acredito muito numa repartição justa feita pelos governos, pois quase sempre uma burocracia ineficiente toma conta e vai gerando uma classe de privilegiados que vai fazer que o sistema implantado fica concebido para eles mesmos em detrimento do conjunto da sociedade. Esses funcionarios vão criar tantas complicações que só eles poderão resolver qualquer situação e assim mais numerosas serão as pessoas improdutivas que terão o poder de decisão na Sociedade. Criar dificuldades para vender facilidades é a maior tentação dos funcionários públicos. Isto vai gerando alem da burocracia, mais corrupção, mais imobilismo, menos iniciativas.
    Como você define importante, especificamente, não é fixar um teto na riqueza, mas um piso. Deveriam ser os objetivos principais do governo, educar, curar, nutrir, oferecer segurança e alojar de maneira suficiente qualquer individuo, o resto pode vir pelo mérito ou pela sorte individual de cada um. Ninguém é igual, somos diferentes e complementários.
    Para isto eu vou à parábola dos talentos do Evangelho. Uma riqueza foi distribuída para 3 pessoas. Um gastou tudo, outro segurou, o terceiro valorizou. Quem foi elogiado é aquele que valorizou. A pergunta fundamental é “o que você fiz de seus talentos?”. Na vida nos recebemos de maneira desigual esses talentos, a humanidade é assim. O papel do governo, no meu ver é favorecer a possibilidade de desenvolver estes, para cada um.
    Assim alguns herdam de muitas riquezas, alguns seguram, especulam, e nada vão produzir para ninguém. Outros vão investir, produzir, agir, todos vão se aproveitar. O papel do Governo é de estimular, pois isto vai beneficiar a todos. Uma sociedade aonde o poder de criar, ariscar, inovar é perseguido logo periclita e chega a morrer. O desequilíbrio social não é o problema principal. O problema é de fazer que aqueles que tiveram a sorte ou o mérito de receber mais sejam incentivados para utilizar os dotes que receberam o melhor possível, o que conduz, assim, a mais solidariedade social, mesmo se o objetivo do individuo não é este. Importante não é a riqueza é o que fazer da riqueza e saber gerarem riqueza. Esta riqueza pode ter aspectos diferentes, materiais, intelectuais, artísticos, ect.
    O dinamismo individual é um conceito frágil que qualquer empecilho pode aniquilar. Cada um de nos é um individuo com possibilidades especificas, se neutralizá-las, em nome de um igualitarismo ilusório, nos podemos nos condenar globalmente a irresponsabilidade e inação, e a nossa Sociedade a inanição. Sempre terá pessoas que vão assumindo e outras que vão seguindo. È a imagem do trem, precisa de vagões e de locomotivas, uma locomotiva para vários vagões. Se não tiver locomotiva, o trem para.
    Ninguém é superior, mas todos nos somos diferentes, o papel do governo é estimular essas diferencias para mais solidariedade, formar um conjunto bem compartilhado respeitando essas diferencias, pois elas são a maior riqueza da Humanidade. Uma vontade política de mais igualdade, muitas vezes conduzi comunidades inteiras a falência, como é o caso dos países ditos comunistas, criando esta classe de privilegiados fiscalizadores, a onde toda iniciativa individual fora do modelo é condenada.
    Uma sociedade consegue a crescer se o poder de inovar e de trabalhar pode se expressar. Nada é fixado para sempre, pois aparecem sempre novos desafios para resolver. Toda solução social parece provisória, assim foi desde inicio da Humanidade. Assim nascem umas soluções baseadas em situações políticas e econômicas numa determinada época. Difundidas ficam ensinadas nas universidades como soluções, quando o aluno formado vai querer aplicá-las, já poderão ficar obsoletas em parte, pois a situação terá mudada. Importante será a possibilidade e a imaginação de saber adaptá-las, reformá-las, as vezes negá-las.
    Estas reflexões conduzem a querer conceber qual pode ser o papel de um governo nesta hipótese de controle e utilização da riqueza de cada um. Precisa estimular aquele que utiliza o seu potencial de riqueza para criação de obras, o que, às vezes, precisa de valores importantes, e penalizar aquele que só vai especulando ou deixa dormir o seu poder de investir em trabalho. O papel do Estado, respeitando a produtividade dos três pilares da democracia, que são um poder judicial, um poder legislativo, um poder executivo independentes, é de facilitar as iniciativas, controlando os abusos, definindo uns regulamentos simples, facilitando as realizações.
    O problema principal da desigualdade de possibilidades não é só nacional, mas mundial, global. Definindo princípios é saber como poderemos resolver os abismos que separem os povos, da África à Europa, da America Latina ao Canadá e USA, dentro a Ásia. Isto é o principal desafio da Humanidade, hoje.
    Países como a Coréia do Sul, e hoje a China, entenderam que a Educação é a chave de todo desenvolvimento, uma educação de qualidade oferecida para todos. Em nosso Brasil fica muito para fazer neste sentido.
    Prezado Ronaldo, estas reflexões poderiam fazer objeto de vários livros que não tenho a competência de desenvolver. Assim estou livrando umas idéias bem prosaicas sem outra pretensão que de nutrir os elementos que ficam ligados à analise que você fiz da obra de Piketty, sem ter o conhecimento profundo que você tem dos mecanismos da Economia.
    Cordialmente
    Jean-Marie

    De: Mensagem Cristovam
    Data: 22 de julho de 2014 08:54
    Assunto: Livro Capital de Piketty – resposta de um liberal convicto
    Para: “[email protected]

    Ronaldo, vou imprimir para ler com mais cuidado.
    Cristovam
    Obrigado pelo envio.

    De: Luiz Rufino
    Data: 2 de outubro de 2014 12:48
    Assunto: Re: Capitalismo e socialismo
    Para: Ronaldo campos carneiro

    Thomas Piketty tem razão ao dizer que a desigualdade econômica aumentou nas últimas décadas. Ele só se omite de notar que isso aconteceu junto com um aumento ainda maior do poder de controle dos governos sobre a conduta da população – um objetivo em cuja conquista se irmanam a militância socialista e o capital monopolista que o subsidia. Esses processos não são independentes. Olhando propositadamente só a metade econômica do cenário, é fácil atribuir o mal a uma abstração chamada “capitalismo”. É assim que o bandido sai limpo, culpando a vítima. A revista “Exame”, fingindo inocência, raciocina nessa linha e pergunta: “Por que o capitalismo é tão injusto?” É injusto mesmo: persegue quem o defende e enche de dinheiro quem o denigre.
    ————————————————

  2. Conheço Senhor Mauro Viegas pessoalmente e convivi com ele por mais de 9 anos trabalhando na sua empresa (a Concremat Engenharia), onde aprendi tudo que sei sobre projeto, gerenciamento, fiscalização, planejamento e obra. Artigo sensato de quem conhece como ninguém este setor.

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