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Observatório monitorará preservação do patrimônio nos estados

O combate ao desmonte do patrimônio histórico e cultural do Brasil ganha uma nova e potente força neste mês de agosto. É o Observatório do Patrimônio, coletivo criado pela união do Fórum Nacional de Entidades em Defesa do Patrimônio e suas ramificações estaduais. O plano de trabalho é monitorar localmente as ações dos agentes públicos e privados com o patrimônio cultural brasileiro. O anúncio do projeto será feito às 19h desta segunda-feira (17/08), Dia do Patrimônio Histórico, durante live que reunirá arquitetos e urbanistas, historiadores, geógrafos, antropólogos, arqueólogos, museólogos e jornalistas, além de professores de diversas áreas de ensino e pesquisa. A programação integra a Semana do Patrimônio Cultural Brasileiro, que segue com agendas até domingo (23/08).

 

Atualmente, há 21 estados já representados no Observatório. A meta do coordenador do Fórum, Nivaldo Andrade, é levar a ação a todas as unidades da federação. “O observatório somos todos nós juntos e articulados. Já somos 21 estados e vamos ser 27. O Observatório vai cobrir o Brasil num modelo replicado de ação que permitirá um acompanhamento mais próximo do que está acontecendo com o patrimônio nacional”, pontuou o presidente do IAB.

 

Reforço importante nesse monitoramento nacional virá dos Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas representados pela Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), uma das entidades fundadoras do movimento. A presidente da FNA, Eleonora Mascia, informa que as lideranças locais já foram convidadas a unirem-se ao Observatório em prol de uma ação concatenada e nacional.  “O intuito é fazer com que o trabalho seja bastante articulado de modo a dar visibilidade a um movimento mobilizador pela manutenção do patrimônio histórico cultural e preservação da memória”, pontuou Eleonora.

 

O Fórum Nacional em Defesa do Patrimônio foi criado em 2019 e tem por objetivo não somente a defesa do patrimônio, mas das entidades e das instituições públicas que atuam com preservação. “A atuação capilarizada em um país com imensa diversidade cultural é um poderoso instrumento para organizar e fazer circular as informações, para manter os profissionais e a sociedade mobilizados e vigilantes, especialmente em tempos de rarefação da democracia”, ressalta Patryck Carvalho, secretário de Políticas Públicas e Relações Institucionais da FNA. O dirigente lembra que trabalhar em defesa do patrimônio cultural brasileiro é, ao mesmo tempo, uma possibilidade de atuação e um dever profissional de arquitetos e urbanistas. “A Lei 12.378/2010, que regulamenta o exercício da profissão, vincula diretamente essas atribuições”, reforça Carvalho, destacando que o Observatório surge para ampliar uma atuação histórica da categoria na formulação de conhecimento, na aplicação e desenvolvimento de técnicas e metodologias de restauro e preservação. “A capilarização, por meio de observatórios permanentes, vem para difundir, propor, identificar, monitorar e denunciar ataques, numa perspectiva de fortalecimento da sociedade civil e suas instituições”, afirma.

 

A transmissão ao vivo acontece pelo Facebook da FNA:
Acesse o link: https://www.facebook.com/www.fna.org.br

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