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Participação cidadã, planejamento e vontade política são chaves para transformação

Cada cidade tem identidade e desafios próprios, por isso não existe fórmula pronta para solucionar o caos urbano que experimentamos todos os dias. A boa notícia é que as soluções sob medida podem ser encontradas dentro das próprias cidades, em um trabalho integrado entre gestores públicos, planejadores urbanos, sobretudo, os próprios cidadãos. Foi o que defendeu o arquiteto e urbanista colombiano Gustavo Restrepo durante palestra magna do Fórum Internacional HOJE Implementando Cidades Sustentáveis, nesta terça-feira (25), no Centro de Convenções de Pernambuco.

 

Restrepo apresentou planos de cidades como Medellín (Colômbia) e Córdoba (Argentina) / Foto: Raul Kawamura

 

Um dos responsáveis pelo plano que fez a cidade de Medellín, na Colômbia, deixar o posto de cidade mais violenta para o de cidade mais criativa do mundo, Restrepo destacou o papel estratégico dos habitantes locais no processo de construção das cidades que precisamos. “É importante que os políticos escutem o que as pessoas querem”, afirmou ele, mencionando ainda a necessidade de políticas de continuidade sustentadas por instrumentos como Plano Diretor, Código de Obras e Código Normativo eficazes. “Uma cidade não se resolve em quatro anos. Por isso é preciso planejar para não improvisar”, resumiu.

 

Com exemplos como o de Medellín e o da cidade de Córdoba, na Argentina, Restrepo lembrou que o planejamento urbano deve estar pautado em cinco eixos: meio ambiente, habitação, mobilidade, espaços públicos e equipamentos. “Mais importante do que ter dinheiro é ter ideias. Se podemos mudar o ambiente, podemos mudar a mente das pessoas”, defendeu o urbanista para um público composto por gestores públicos, além de arquitetos e urbanistas.

 

Os planos são de longo prazo, mas os resultados são rápidos: com ações como sistemas de transportes integrados, uso misto, equipamentos públicos de qualidade e requalificação de vias, em menos de dois anos já se pode sentir a mudança positiva na qualidade de vida dos territórios planejados.

 

Com experiências tão bem-sucedidas, foi natural a curiosidade do público sobre pontos como financiamento, corrupção, segurança pública, participação dos governos federais, entre outros pontos. “A corrupção, infelizmente, afeta toda a América Latina. Para mudar as cidades, entretanto, precisamos entender que o dinheiro público é sagrado e o bem particular não tem prioridade sobre o bem comum”, concluiu o urbanista, que participa ainda de debate sobre Metrópoles e Cidades Interligadas, na programação da quarta-feira (26).

 

Fonte: CAU/PE

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