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Patrícia Luz de Macedo: uma potiguar nascida para Arquitetura

Nascida em 1964, esta potiguar chamada Patrícia Luz de Macedo, casada, mãe de dois filhos e avó, abraçou a Arquitetura e Urbanismo como um estilo de vida. Formada em 1986, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, Luz diz que já nasceu arquiteta. Em sua trajetória  participou da primeira gestão de conselheiros do CAU/RN, tornou-se presidente em seguida, elegendo-se conselheira federal do CAU/BR, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo de 1º vice-presidente.

 

Entre seus feitos, também destaca-se a presidência do IAB-RN e a incansável luta pela preservação do patrimônio histórico cultural. Escolhida para representar o Rio Grande do Norte na homenagem do Dia internacional da Mulher, Patrícia afirma que elas estão prontas para exercer cargos cada vez maiores e que viver da arquitetura exige qualificação e valores éticos.

 

Arquiteta e urbanista Patrícia Luz, primeira mulher a ocupar o cargo de 1ª vice-presidente do CAU/BR. Foto: Acervo pessoal.

 

CAU/RN:  Defina sua vida em uma frase:

É preciso realizar o que se tem por sonho.

 

CAU/RN: Como foi que a arquitetura surgiu na sua vida?

A arquitetura está desde sempre. Costumo dizer que nasci arquiteta. (rsrs)

 

CAU/RN: Quais são os maiores desafios da arquitetura hoje?

Enfrentar um mercado de trabalho competitivo que exige cada vez mais qualificação, e defender nossas prerrogativas profissionais e valores éticos.

 

CAU/RN: Qual a importância da família?

É quem primeiro nos ensina a interpretar os sonhos. A acreditar neles e acima de tudo, nos ajuda a

recomeçar, quando necessário.

 

CAU/RN: Como é conciliar família e trabalho?

Acredito que vencemos a etapa do desafio para entrarmos na era em que nossa competência independe do número de funções a serem exercidas, seja na casa ou no trabalho. Evidente que para conciliar, estabelecer uma parceria no âmbito familiar é salutar.

 

CAU/RN: Você foi a primeira arquiteta a chegar ao cargo de primeira vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. Isso é um reflexo da predominância das mulheres na profissão?

É o reflexo de que a mulher está pronta a atender todo e qualquer chamamento para assumir cargos cada vez maiores.

 

CAU/RN: Você é uma arquiteta que entende de leis. Em algum momento pensou em largar a arquitetura e se dedicar apenas ao Direito?

Quando revejo esta trajetória em que fui buscar duas formações acadêmicas, penso que houve uma fase de acomodação do direito a arquitetura, e hoje, no CAU, tenho praticado o inverso, a arquitetura mais amoldada ao direito. Não acredito mais como dissociar estas profissões na minha vida. Sempre mantive minha primeira formação viva dentro de mim, a arquitetura, o que agora me permite usar do aprendizado no direito para contribuir no estudo de legislações e normativos aplicados ao sistema autárquico CAU, como usar também no exercício profissional.

 

CAU/RN: Saber ouvir faz diferença na arquitetura?

Faz diferença não só na prática profissional, mas no trabalho junto ao conselho federal vejo que é relevante na discussão de temas a serem desenvolvidos dentro de um colegiado paritário, como é o caso do CAU/BR.

 

CAU/RN: Na sua concepção como a arquitetura realiza sonhos?

O arquiteto e urbanista detém, por formação, conhecimentos no campo das artes, das ciências e das técnicas. Empregar esta capacidade adquirida vai lhe fazer apresentar um serviço na observância dos princípios da melhor qualidade e da ética. É assim que a arquitetura realiza sonhos.

 

CAU/RN: Arquitetura e urbanismo para todos. Como você avalia esta realidade?

Este é um momento em que pensar o território de forma regional passou a ser urgente e necessário. Todos os municípios precisam estar atentos respeitando as legislações urbanísticas e ambientais e, para tanto contam com o arquiteto e urbanista, protagonista no planejamento urbano por saber atuar no ordenamento do espaço, propiciando bem-estar e qualidade de vida a todos. Avalio que, o acesso indistinto aos serviços de arquitetura e urbanismo só acontece através de um alinhamento de políticas públicas, com a participação efetiva do profissional arquiteto. É a assistência técnica definitivamente atendendo aos interesses das pessoas.

 

CAU/RN: Olhar feminino faz a diferença na arquitetura?

Olhar feminino faz diferença em vários aspectos, principalmente, por enxergar o belo sem perder de vista sua concepção técnica, o que é essencial na prestação de serviços na arquitetura.

 

CAU/RN: Deixe uma mensagem as mulheres envolvendo arquitetura e o Dia Internacional da Mulher.

Pensemos no quanto é importante o papel que temos perante a sociedade no âmbito da arquitetura e urbanismo. Dedicar-se a prestação deste serviço, conjugado ao cotidiano da mulher, nos dar a certeza de que nós estamos contribuindo para mudar formas de vivência quando criamos ou transformamos espaços. É a boa qualidade das cidades e de suas edificações, sob o olhar.

 

Por Fabrine Medeiros, Assessora de Comunicação do CAU/RN

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