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Presidente do CAU Brasil receberá Prêmio Carmen Portinho

Na próxima sexta-feira, dia 04 de agosto, a presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU Brasil), Nadia Somekh, receberá o Prêmio Carmen Portinho. Além do evento que será realizado no Clube de Engenharia, no Rio de Janeiro, acontecerá também a diplomação de Sócio Benemérito da Associação Brasileira das Engenheiras e Arquitetas do Estado do Rio de Janeiro (ABEA-RJ).

 

O Prêmio instituído pela ABEA/RJ em tributo a pioneira na Engenharia e ativista pelos Direitos das Mulheres, Carmen Portinho (1903-2001), é uma ação emblemática na valorização das posturas inclusivas e de busca de equidade de gênero.

 

No ano passado, Carmen foi declarada Patrona do Urbanismo no Brasil, após publicação da Lei nº 14.477/2022, proposta pelo Senador Carlos Portinho, sobrinho-neto da vanguardista. O CAU Brasil e o CAU/RJ assinaram carta conjunta em apoio à nomeação da engenheira e urbanista, assim como o IAB/RJ e Sociedade de Engenheiros e Arquitetos do RJ (SEAERJ). Leia mais.

 

Carmen Portinho

 

 

Carmem Velasco Portinho é filha de um gaúcho com uma boliviana. Nasceu em 1903, em Corumbá, Mato Grosso do Sul, e aos oito anos mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Foi uma mulher muito à frente do seu tempo e que dedicou a vida em defesa de importantes temas como o direito das mulheres ao voto, a proteção às mães e infância, educação das mulheres e a valorização do trabalho feminino até por seu pioneirismo na Engenharia.

 

Foi a terceira mulher engenheira civil do país e a primeira urbanista, tendo concluído o curso em 1925 na Escola Politécnica da antiga Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro. Três anos antes, participou da fundação da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que lutava pelos direitos das mulheres, sua independência e igualdade entre homens e mulheres.

 

Em 1928, um episódio foi emblemático e surpreendente para a época, a feminista entrou em um pequeno avião e sobrevoou o Rio de Janeiro. Não era apenas um voo, junto com Bertha Lutz e Maria Amélia de Faria, companheiras fundadoras da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, jogaram panfletos que defendiam o direito ao voto feminino no país. Assim, o material alcançou diversos cantos da cidade.

 

Em 1935, Carmen participou da fundação da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (SEAERJ), sendo a primeira presidente mulher entre 1947 e 1949. Também ajudou a fundar, em 1937, a Associação Brasileira de Engenheiras e Arquitetas (ABEA), que visava incentivar mulheres formandas a ingressar no mercado de trabalho.

 

O pioneirismo sempre marcou sua vida. Carmen Portinho também foi a primeira mulher a receber o título de urbanista, em 1939. Seu legado pode ser visto, até os dias de hoje, em obras como o Museu de Arte Moderna (MAM), que trabalhou em parceria com o arquiteto Affonso Eduardo Reidy.

 

Carmen Portinho junto do Juscelino Kubitschek, em 1959.

 

Sua atuação também foi fundamental no conceito de habitação popular articulada com acesso aos serviços sociais como política pública, a exemplo da construção do Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes, o Pedregulho, em São Cristóvão e do Conjunto Habitacional Marquês de São Vicente, popularmente chamado de “Minhocão”, na Gávea, Zona Sul do Rio. Ambos seguem os mesmos traços e propósito de moradia popular dando início uma política de habitação inclusiva e acessível para a cidade do Rio de Janeiro e considerada modelo de moradia digna dentro e fora do Brasil.

 

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